Subscribe to:
Post Comments (Atom)
em tempos de indigestão
Engolindo liberdades, e lançando-as em palavras boca a fora, como se fossem borboletas! Comendo borboletas azuis surgiu em 2006 em formato de blog, com a intenção de ser um espaço para a liberdade do pensamento que se transforma em poesia.
Seguindo uma linha que investe na prosa poética, na poesia que busca som e forma, e nas descrições de personagens e seus sentimentos mais íntimos, o blog foi ganhando forma, cor, asas, e seguidores, ao longo dos anos.
Alguns textos longos, fugindo um pouco da linguagem curta da internet, outros textos compactos, frases soltas voando na tela, formavam o caminho de uma crença nas palavras, suas dinâmicas, seus ritmos, seus passos, suas formas, e o que tudo isso poderia desencadear no leitor. Uma escrita que busca a cumplicidade, a investigação do sentido de um momento, um momento escrito, um sentimento capturado como se fosse uma fotografia.
As palavras e o que elas evocam; as entrelinhas e o que vai além do sentido geral e comum do que se vê; aquilo que está oculto; é isso que tentei expressar através desses escritos, que se encontram aqui selecionados em 45 posts retirados do blog e organizados de maneira a provocar o leitor, e fazê-lo entrar na brincadeira do não entendimento, em favor do sentir.
Tendo como referência de muitos recortes, a leitura de Clarice Lispector, Manoel de Barros, e tantos outros que preenchem minha cabeceira, estas borboletas agora se destinam a um vôo maior, e no desejo de que mais pessoas se atrevam a comê-las nesses tempos de indigestão!
MONTEIRO, Marina. Comendo Borboletas Azuis, MULTIFOCO, Rio de Janeiro, 2010.
0 comments:
Post a Comment