Tuesday, September 21, 2010

herança

Ela pensou no que havia de esperar do mundo, quando nem em meio aos seus recebia uma acolhida doce. É, que tempos eram aqueles, onde as pessoas julgavam, criticavam, recriminavam, e ainda pretendiam sair ilesas? Terríveis guerras eclodiam dentro de cada ser, que ao negar uma gentileza, deflagrava bombas com o olhar. Mesmo sabendo que os prédios permanceciam em pé, seus olhos insistiam em ver toda a cidade, e todos os lugares por onde passava, absolutamente desmoronados. Só podia enxergar devastação. A frieza nos olhos dos sobreviventes gelava-lhe a alma, e nem rosas cresceriam naquele solo árido. Era duro ver matérias orgânicas tornarem-se rochas, sem nem mesmo carregarem a nobreza das últimas. Eram rochas ocas, sem minérios, devastadas igualmente. Ela chorava e escrevia, pensou assim, pelo menos, deixar uma espécie de herança para os novos habitantes que recebessem a missão de salvar aquele lugar.

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