Wednesday, June 09, 2010

A vida ainda é um filme!

Há exatos dois anos atrás [acredite dia 09 de junho de 2008] eu estava vendo Sexy and the city - O filme 1. A diferença é que a cidade era outra, a companhia outra, e o roteiro diferente. Ok, não vou entrar aqui em méritos qualitativos da película, foda-se isso. Sempre prefiro a série aos filmes, mas tenho o primeiro gravado aqui, e esse segundo me tocou em muitos momentos.
O fato, é que as quatro amigas sempre pintam na minha memória lembranças de lugares, momentos e pessoas que me são muy queridas. Há dois anos atrás, eu estava prestes a ir pra minha própria festa de despedida, preparando-me para um vôo maior. Tantas dúvidas, tantas certezas, tantos medos...
Aquele filme me tirou até lágrimas, já que eu estava partindo, para um lugar inteiramente novo, e os meus ficando para trás. Havia uma doce companhia ao meu lado, amigo desses pra todas as horas, que possivelmente deve ter odiado o filme, mas que me ama muito.
Hoje eu já estou aqui linda e bela, com novos queridos conquistados, e cheia de experiências maravilhosas, e se não chorei - porque o momento não é tão frágil - fiquei tocada. Na hora percorreram minha mente os rostos mais amados que se possa imaginar, as piadas, as conversas, as histórias, a rede toda que construímos através de muitos sentimentos compartilhados. Senti uma mistura de saudade com orgulho. É bom ter de quem sentir saudade e se orgulhar na mesma medida.
O filme não é cult nem nada, pelo amor de Deus, e nem precisa. Hoje eu precisava de algo bem leve, e diria familiar, pra fazer com que eu me reecontrasse comigo mesma. A Marina, aquela que eu gosto e admiro, andava meio sumida, mas veio com tudo hoje, e sem medo. E quer saber? Pescar profundidade naquilo que é pura profundidade é fácil, e confesso, tem me cansado. Agora pescar profundidade naquilo que é tido como raso pelos intelectos de plantão, é bem mais desafiador e surpreendente. Ufa!
Saí do cinema pensando, pensando e sentindo. Pensando em mim, e em tudo o que fiz até agora, mas sobretudo naquilo que venho me tornando. Senti orgulho e saudade de novo. Pensei nos meus, e nos novos meus. Agora qualquer lugar terá gosto de saudade e orgulho. Pensei no quanto é ruim se prender ao passado de forma que impeça o futuro. No quanto é ruim se podar por preconceito. Pensei no quão bom é ter pessoas ao seu lado, que mais que te aceitem, te compreendam, com todos os seus defeitos e qualidades. Pensei nas jujubas que eu não tenho. Pensei no amor. Pensei na minha melhor amiga, e na saudade que eu sinto dela. Pensei nas pessoas que me conhecem só de olhar. Pensei em quem consegue me deixar errar, sem ser pra me atirar uma pedra depois. Pensei em que já me perdoou. Pensei nos amores que já viví. Pensei na minha porção má [de vilã mesmo].
Pensei no quanto é bom se sentir em casa, estando dentro da gente mesmo.

Dessa vez eu voltei pra casa, como nos velhos tempos, com trilha sonora e ângulo de trailler!
A vida ainda é um filme, que delícia!

3 comments:

said...

Eu adoro quando vejo um filme e me inspiro, e quero ser também uma protagonista da minha vida. É tão boa a sensação!

Gabriela Barbieri said...

Marina, tuas palavras sempre me encantam. Admiro tua maneira de conseguir descrever emoçoes e sentimentos de forma tão sensível e ao mesmo tempo realista. Como me faz bem, me identifico com vários "eus" teus... que alegria!
beijocas

mARINA mONTEIRO said...

muito obrigada Gabriela!
Fico feliz de poder alcançar as pessoas!
bjs