Wednesday, June 02, 2010

23:00 e os minutos...

Pois é. Que horas são? Umas 23:00 por aí. Que diferença faz os minutos? Nenhuma se quer saber. Nenhuma mesmo. Pode arredondar. Pode arredondar bem cheio, aproveita que é ano de Copa, e arredonda tudo logo de uma vez, pra não decair a decoração. 23:00 e por aí se vão os minutos, e eu aqui, constatando de novo, que ou eu pego mesmo o leme e seguro firme, ou a coisa desanda. Talvez tenha vindo acompanhada de uma carta de nascência, ou algo parecido, onde ficava esclarecido o fato, ou carma, como quiserem, de que eu sempre tenho que estar sozinha quando a maioria implora por estar em companhia de alguém. Fato - ou carma! E não sei porquê, mas ultimamente a vida tem me lembrado disso frequentemente, talvez, justamente, pelo fato de não estar mais sozinha, convencionalmente falando, e ficar à mercê da armadilha da falsa não solidão. Eu que sempre achei muito divertido estar comigo mesma, agora me pego cometendo essas gafes, vai entender...
Tudo certo, eu já to sacando que é isso aí, como encarar um mergulho em águas geladas da Noruéga. Faz lembrar que a gente tem corpo. Nesse caso, faz lembrar que eu sou uma só. E isso não é uma constatação triste, pelo menos nunca foi. Sempre me virei muito bem sozinha, não sei porque raios o espanto agora.
É véspera de feriado, amanhã eu tenho um dia cheio - embora seja feriado - e supostamente, eu adoraria que a noite de ontem tivesse sido hoje, ou pudesse ter se repetido hoje, infinitas vezes , talvez... Por outro lado, é bom esse mergulho nas águas gélidas da Noruéga, pra fazer lembrar que existem outros universos dos quais, possivelmente, esteja me afastando. Ok, não sei bem ao certo. Só sei que hoje, deveria ter sido ontem, para que eu pudesse ter a companhia no vinho, no ouvido, no abraço... Porque hoje era aquele dia, ou melhor, aquela noite, de não semear o vazio na cama, nem no olhar...
Fiquemos por aqui, senão eu me estendo demais!

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