Wednesday, June 30, 2010

Espinha

O som percorreu a espinha
Dobrou a avenida central do seu coração
Pediu passagem na passarela de samba da sua cabeça

Deixou um recadinho na geladeira
Mas as palavras foram ganhando vida
E o que era pra ser só um aviso
Virou uma poesia de domingo
Início de dia
Início de vida

Ela nasceu pro mundo hoje
Ela gritou bem alto
Achou melhor que chorar
Ela vestiu sua blusa de flores
E saiu de mãos dadas

Os amores todos
Aquela canção lhe fez ousar no verbo
Usou o amor
Usou a paixão
Borrou o batom

Tuesday, June 29, 2010

E agora?

Livro lançado, e agora? O fato é que fui invadida por um desejo de que pessoas além do meu círculo tenham acesso a ele, possam ler as palavras que pintei ali, possam voar com as borboletas...
Então, o próximo passo é cuidar da distribuição do danado, e de deixá-lo em mãos que pensem e sintam, e olhem para o bichinho com seriedade. Quero opiniões, quero críticas, quero tudo o que vier. Quero continuar escrevendo. Quero novos livros. Quero entrar de vez nesse mundo!

Pra quem tiver interesse em adquirir um exemplar, chega ali na Editora Multifoco - por enquanto único local a disponibilizar o livro, bemmm por enquanto - ou pelo site da mesma: http://www.editoramultifoco.com.br/

E soltem seus comentários por aqui, eu quero saber o que as borboletas provocam!

Beijos!

Thursday, June 24, 2010

Um bater de asas!


Nasceu! E pedindo a licença, vou me autocitar: "Pensou em escrever, mas não lhe sobravam palavras".

Monday, June 21, 2010

O tédio.

Tédio tédio tédio tédio, jogou pro lado do prédio todo seu. No canteiro passava uma moça e o tédio caiu em cima da cabeça dela. Ela que ficou com o tédio esmagado no meio da testa. Entediada voltou pra casa. Não encontrou nada ali que lhe fizesse descolar aquele tédio macilento e violento que grudava nela feito sanguessuga. O tédio do prédio da menina do canteiro. Ela que não via amor, não via diversão, não via cor. A casa toda cinzentada. Cimentada. Afogada de tédio. Ela toda ela. O tédio. Ele todo ele. O tédio que vestia o mesmo terno cinza todo santo dia, de segunda a segunda. Ela que andava de mãos dadas com o tédio. Desistiu de mandá-lo embora. De voz rouca. Ela, não o tédio. O tédio não tinha voz, nem fazia sinais, não mandava mensagens. Mas pulava de prédios e se alojava no meio da testa da menina. A menina que apenas caminhava. O prédio. O tédio. A menina.

Saturday, June 19, 2010

.Ele. Ela.

O tempo, para eles, não estava sendo nem terno, nem leve, nem belo, nem simples. Se a cumplicidade aumentava em certos pontos, noutros abismos de imcompreensão, vinham com o tempo. Ela olhava para ele e tentava encontrar o garoto pelo qual se apaixonou, justo o garoto que agora ela olhava e não encontrava, e só encontrava o garoto, mas não o que ela se apaixonou. Ele, como que numa cápsula estranha, protegido, num sorriso que não lhe pertencia, num discurso que torturava e feria, ele, distante dela léguas e léguas, ele num tempo que não era o deles. Ela que a cada cinco minutos tomava decisão e "destomava", ela que pensava em partir, mas chorava, ela que amava, amava e amava, e pensava que era justo isso que estragava. Ele preso, imóvel, vendo as coisas corriqueiras do seu dia a dia, colocando o lixo pra rua, ajeitando a sala pra receber os amigos, respondendo e-mails. Ela recebendo cantadas, flertes perdidos, promessas que ela jogava todas fora. Ele num ritmo de um tempo que ela não conseguia acompanhar. Ela num ritmo de tempo que ele não alcançava. Ela. Ele. Dois. Já foram um dia, hoje eram um e um. Ele e Ela, que não eram eles. Ele e Ela, perdidos no meio de um monte de insignificâncias, no meio de um monte de besteiras. Ela amando, ele também, mas ambos presos, cada qual ao seu paradigma. Presos, atados. Ela sentia que ia, ele ia, ela ia. Ele sabia que as direções eram opostas? Ele achava que ela não o via, não o reconhecia, não media seus esforços. Ela achava o mesmo, só que ao contrário. Eles não se entendiam. Embora houvesse imenso amor!

Thursday, June 17, 2010

tem sido solitário

Tem sido solitário. Bizarro né? Ainda bem que nunca acreditei que fosse exatamente o contrário. Parece que justo por não estar mais só, naquilo que se convencionou chamar solidão, é que se encontra a própria, em qualquer esquina da vida. É furtivo. É bizarro. Eu sabia estar mais só antigamente. Estou desaprendendo? Por isso acho que tanto relutei por andar com as mãos tão próximas as de alguém...
Tem sido solitário ultimamente...

Wednesday, June 16, 2010

Saiu sobre o livro

Atriz e dramaturga lança livro inspirado em blog

Rio - Seguindo a tendência dos novos autores, a atriz e dramaturga Marina Monteiro lança livro inspirado em blog na Editora Multifoco, no dia 23 de junho, às 19h. A obra “Comendo Borboletas Azuis” é fruto da seleção de 45 posts, do diário online homônimo, sobre poesias e pensamentos soltos.

Com alguns textos longos, contrariando a linguagem curta da internet, e outros compactos, como frases soltas voando na tela, a obra traz uma escrita com diferentes ritmos, desencadeando no leitor uma miscelânea de sensações através de uma dinâmica híbrida.

Comendo Borboletas Azuis” surgiu em 2006 em formato de blog, com a intenção de ser um espaço para a liberdade do pensamento que se transforma em poesia. Segundo a autora, “segui uma linha que investe na prosa e no poema que busca som e forma, e nas descrições de personagens e seus sentimentos mais íntimos”.

Tendo como referência de muitos recortes, a leitura de Clarice Lispector, Manoel de Barros, e tantos outros gênios da literatura, o livro “busca a cumplicidade, a investigação do sentido de um momento, um momento escrito, um sentimento capturado como se fosse uma fotografia”, explica Marina.

http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/html/2010/6/atriz_e_dramaturga_lanca_livro_inspirado_em_blog_89045.html


o par errado

Seu eu dissesse, "jamais tire o par errado pra dançar", eu estaria tentando privar alguém, da deliciosa arte de correr riscos nesta vida. Como sou adepta dos riscos, e das janelas abertas pra sorte entrar, não vou dizer isto, mas posso fazer algo tipo: O ministério da saúde adverte; pode né?
Respondi a mim mesma que sim. Então lá vai: muito cuidado ao tirar o par errado pra dançar, ele pode passar uma vida inteira pisando no seu pé, mesmo quando você já não o segura mais nos braços.
Existem pessoas com a real capacidade de se infiltrar na vida alheia de forma que jamais pensam em sair. Eis o perigo, porque mesmo quando parece que sairam, ainda continuam infernizando.
Pros distraídos de plantão - como eu em muitos casos - muito cuidado, tirar o par errado pra dançar pode ser fatal, mesmo quando você já está dançando noutros braços, e pior ainda, mesmo quando ele já baila em outros corredores, ainda assim, perigo eterno.
Se puderem evitar, caso contrário se joga aí na dança, e depois comprem uma vassoura pra mandar o safadinho pra bem longe de vocês toda vez que ele encher o saco!

ps: não me vá ler isso aqui achando que você está fazendo sucesso hein, o fato é que você já expirou em todos os sentidos e não se deu conta! mercadoria fora da data na prateleira do supermercado. vaza mané!

Wednesday, June 09, 2010

A vida ainda é um filme!

Há exatos dois anos atrás [acredite dia 09 de junho de 2008] eu estava vendo Sexy and the city - O filme 1. A diferença é que a cidade era outra, a companhia outra, e o roteiro diferente. Ok, não vou entrar aqui em méritos qualitativos da película, foda-se isso. Sempre prefiro a série aos filmes, mas tenho o primeiro gravado aqui, e esse segundo me tocou em muitos momentos.
O fato, é que as quatro amigas sempre pintam na minha memória lembranças de lugares, momentos e pessoas que me são muy queridas. Há dois anos atrás, eu estava prestes a ir pra minha própria festa de despedida, preparando-me para um vôo maior. Tantas dúvidas, tantas certezas, tantos medos...
Aquele filme me tirou até lágrimas, já que eu estava partindo, para um lugar inteiramente novo, e os meus ficando para trás. Havia uma doce companhia ao meu lado, amigo desses pra todas as horas, que possivelmente deve ter odiado o filme, mas que me ama muito.
Hoje eu já estou aqui linda e bela, com novos queridos conquistados, e cheia de experiências maravilhosas, e se não chorei - porque o momento não é tão frágil - fiquei tocada. Na hora percorreram minha mente os rostos mais amados que se possa imaginar, as piadas, as conversas, as histórias, a rede toda que construímos através de muitos sentimentos compartilhados. Senti uma mistura de saudade com orgulho. É bom ter de quem sentir saudade e se orgulhar na mesma medida.
O filme não é cult nem nada, pelo amor de Deus, e nem precisa. Hoje eu precisava de algo bem leve, e diria familiar, pra fazer com que eu me reecontrasse comigo mesma. A Marina, aquela que eu gosto e admiro, andava meio sumida, mas veio com tudo hoje, e sem medo. E quer saber? Pescar profundidade naquilo que é pura profundidade é fácil, e confesso, tem me cansado. Agora pescar profundidade naquilo que é tido como raso pelos intelectos de plantão, é bem mais desafiador e surpreendente. Ufa!
Saí do cinema pensando, pensando e sentindo. Pensando em mim, e em tudo o que fiz até agora, mas sobretudo naquilo que venho me tornando. Senti orgulho e saudade de novo. Pensei nos meus, e nos novos meus. Agora qualquer lugar terá gosto de saudade e orgulho. Pensei no quanto é ruim se prender ao passado de forma que impeça o futuro. No quanto é ruim se podar por preconceito. Pensei no quão bom é ter pessoas ao seu lado, que mais que te aceitem, te compreendam, com todos os seus defeitos e qualidades. Pensei nas jujubas que eu não tenho. Pensei no amor. Pensei na minha melhor amiga, e na saudade que eu sinto dela. Pensei nas pessoas que me conhecem só de olhar. Pensei em quem consegue me deixar errar, sem ser pra me atirar uma pedra depois. Pensei em que já me perdoou. Pensei nos amores que já viví. Pensei na minha porção má [de vilã mesmo].
Pensei no quanto é bom se sentir em casa, estando dentro da gente mesmo.

Dessa vez eu voltei pra casa, como nos velhos tempos, com trilha sonora e ângulo de trailler!
A vida ainda é um filme, que delícia!

Tuesday, June 08, 2010

Lá o desejo
Lá nossa casa
Lá...

Tão lá, que eu não consigo alcançar!

Monday, June 07, 2010

dois lados do dado!

O bom de estar longe é poder trocar emails, telefonemas e conversas para descrever a vida.

O ruim de estar longe é que as cartas estão em desuso, e mandar emails, fazer telefonemas e conversar com o intuito de descrever a vida me cansa.

O bom do cabelo curto é que ele revela um eu que nem você conhecia, moderniza tudo, deixa um tom de praticidade no ar, enfatiza o rosto e revigora o espelho.

O ruim do cabelo curto, é que o frio bate no pescoço e gela a espinha, requer um cuidado a mais com a vaidade, porque por menos você passa por molecona, e ao acordar pode provocar sustos irreversíveis.

O bom do inverno é que une mais as pernas, aquece mais a alma, e traz os amantes pra perto.

O ruim do inverno é que sempre tem muito cinza e muita chuva, dá preguiça pela manhã, veste-se mais roupa do que se quer e cansa quando chega na metade.

O bom do dia de hoje foi ficar de preguiça na cama.

O ruim do dia de hoje foi sair da preguiça da cama.

Sunday, June 06, 2010

cansaço

O cansaço às vezes mascara a alegria e até a realização. Anda faltando tempo para curtir as vitórias!

Wednesday, June 02, 2010

23:00 e os minutos...

Pois é. Que horas são? Umas 23:00 por aí. Que diferença faz os minutos? Nenhuma se quer saber. Nenhuma mesmo. Pode arredondar. Pode arredondar bem cheio, aproveita que é ano de Copa, e arredonda tudo logo de uma vez, pra não decair a decoração. 23:00 e por aí se vão os minutos, e eu aqui, constatando de novo, que ou eu pego mesmo o leme e seguro firme, ou a coisa desanda. Talvez tenha vindo acompanhada de uma carta de nascência, ou algo parecido, onde ficava esclarecido o fato, ou carma, como quiserem, de que eu sempre tenho que estar sozinha quando a maioria implora por estar em companhia de alguém. Fato - ou carma! E não sei porquê, mas ultimamente a vida tem me lembrado disso frequentemente, talvez, justamente, pelo fato de não estar mais sozinha, convencionalmente falando, e ficar à mercê da armadilha da falsa não solidão. Eu que sempre achei muito divertido estar comigo mesma, agora me pego cometendo essas gafes, vai entender...
Tudo certo, eu já to sacando que é isso aí, como encarar um mergulho em águas geladas da Noruéga. Faz lembrar que a gente tem corpo. Nesse caso, faz lembrar que eu sou uma só. E isso não é uma constatação triste, pelo menos nunca foi. Sempre me virei muito bem sozinha, não sei porque raios o espanto agora.
É véspera de feriado, amanhã eu tenho um dia cheio - embora seja feriado - e supostamente, eu adoraria que a noite de ontem tivesse sido hoje, ou pudesse ter se repetido hoje, infinitas vezes , talvez... Por outro lado, é bom esse mergulho nas águas gélidas da Noruéga, pra fazer lembrar que existem outros universos dos quais, possivelmente, esteja me afastando. Ok, não sei bem ao certo. Só sei que hoje, deveria ter sido ontem, para que eu pudesse ter a companhia no vinho, no ouvido, no abraço... Porque hoje era aquele dia, ou melhor, aquela noite, de não semear o vazio na cama, nem no olhar...
Fiquemos por aqui, senão eu me estendo demais!

Lançamento!


O vôo agora tem data! Dia 23 de Junho, as borboletas batem asas!

Queria desde já, deixar aqui um sincero agradecimento aos amigos que sempre incentivaram a minha escrita, aos professores do colégio, desde o início, até os da faculdade, que sempre souberam ver que nas minhas palavras havia um caminho. A minha mãe que sempre me comprou livros e gibis, e incentivou minhas palavras. Agradecer ao amigo Baião que foi quem me indicou a Editora Multifoco aqui no Rio, e a todas as pessoas que fazem parte da minha vida, e ajudaram a preencher este espaço virtual!

Espero quem puder estar presente no dia 23 de Junho de 2010.