Friday, May 07, 2010

dizem por aí...

Eu sou estranha! Nãooooo, isso não é uma crise magalomaníaca, de alguém que se acha no direito de se achar tão diferente do restante, a ponto de se dizer a estranha. Não é isso não - bom avisar né, porque esse povo ultimamente, adora defender teses de como você não deve reduzir nada. Teses à parte, reduções são absolutamente necessárias a sobrevivência humana! Ok, voltarei para o assunto.
Eu tenho chegado a esta conclusão ao longo do anos que já viví, tudo bem, não são cinquenta e poucos, mas já são vinte e sete, e como boa estranha, fujo da maioria, e acho que experiência não se adquire só com tempo não, mas com diversidade de vivências. Mas eu exclamei essa conclusão (!!!) nas últimas duas semanas.
O povo vive por aí, precisando muito namorar, casar, encontrar um grande amor, taí, não tenho essa necessidade. É bom encontrar alguém, mas eu sou do tipo difíicil mesmo, de agradar, de aturar, de entender, e eu até aprendi a ceder com o tempo, mas eu jamais prometo mudanças, porque se tiver que decidir entre a pessoa e eu mesma, é sempre comigo que eu fico no fim!
As pessoas não gostam, em geral, de solidão. Mas eu penso que essas pessoas enxergam na solidão um desespero e um martírio que não me parece justo. Adoro pessoas, amigos, família, mas não abro mão de morar sozinha um tempo pra provar o silêncio de chegar em casa, não largo do pé daquele momento de não precisar dar satisfação alguma, pra pessoa nenhuma, piro caso me tirem a minha horinha diária de silêncio. A minha solidão eu compartilho comigo, e sempre acho que nunca querer estar só, é como aqueles encontros indigestos, onde o silêncio é constrangedor, aquelas relações gastas, onde é preciso arranjar palavras aleatórias para preencher o vazio...
Dizem por aí, que tudo o que eu acredito, sonho e gosto agora, não terão sentido no futuro. Que quando se envelhece, quando se vira mãe, quando isso, ou quando aquilo, nós mudamos, nós nos arrependemos de ter dito, nós queremos aquilo que não queríamos, mas eu rebato com a seguinte pergunta: eu, vivo agora ou amanhã? Pois é, hoje eu sou assim, possivelmente amanhã não serei mais, mas não necessariamente preciso me arrepender, ou desdizer, ou me culpar. Não sei viver sob a perspectiva daquele horizonte que alguém já viu, é como se me privassem de viver, de saborear, mesmo que o gosto seja ruim.
O povo por aí espera pela notícia ruim, pelo desastre, pela doença, pelo fim. O povo se prepara pra isso, o povo teme isso tudo. Eu tenho medo é dessa espera. Aliás, de qualquer espera. Principalmente de quem espera alguma coisa de mim. Não vim ao mundo pra suprir expectativas alheias, acredite, as minhas próprias expectativas já são suficientemente altas.
Ultimamente eu só ando pedindo um pouco de simplicidade do mundo à minha volta. Só isso. Dinheiro vem, vai, beleza cria marca, feiúra não existe, perdas todo mundo sofre, trauma todo mundo tem ou teve, problema se resolve, passado se relembra com gostinho de sorriso, futuro se rabisca com cor de esperança, mas o agora, senão vivido, vira papel em branco solto no meio do livro, sem nada a declarar!

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