Monday, May 31, 2010

pé na estrada

Botar o pé na estrada, em breve. Sem celular, se possível, sem e-mail, se mais possível ainda. Sem horário, sem compromisso, a não ser o para com a curiosidade. Botar o pé na estrada, e retomar meu fluxo de vida, aquele fluxo que causa uma espécie de pertencimento, sem o qual, não pertenço nem a mim mesma.

Saturday, May 29, 2010

saudade

Li o post da Lú: http://umaatriz.blogspot.com/2010/05/re-leitura.html

e senti saudades...de pessoas que amo e estão longe....longe por conta da quantidade de terra e mar que separa a gente...pelo tempo de chegada e partida....pela correria....pelo dia a dia que nos engole às vezes...

mas o amor só aumenta, e é isso que importa!

aiai...

Thursday, May 27, 2010

turbilhão

Essas fases malucas da vida. Meu mundo por uma sombra, um bom livro, e minutos de silêncio e paz interior. Tá difícil. Sem reclamações, já que o momento é de muito trabalho, mas que dá uma nostalgia de tardes no parque ou na praia, de manhãs de ócio criativo, de dias em que a inspiração corria solta e eu escrevia muito nisso aqui. Aiai... É um turbilhão de coisas acontecendo, e dessa vez, elas não estão dando aquelas pausinhas rápidas a que eram acostumadas. Não, estão vindo em série as danadas.
Não bastasse isso, a gente crescer, e aprende que vai somando problemas. No início vem o susto, com a quantidade de coisas nossas, que a vida nova manda resolver, o negócio é que quanto mais você se afasta dos vinte, mais você começa a agregar os problemas de quem está à sua volta: mãe, irmãos, pai, tios, avós, e assim vai...
Já não há tempo para pensar muito em si, pra investir no bem estar, pra dar uma pausa boa no meio da segunda feira, pra escrever sem rumo, como era costumeiro, ainda por cima, a verdade é que se precisaria do dobro de tempo, para além dos próprios problemas, dar conta dos problemas dos outros. Difícil!
Stress pouco é bobagem. Existem os bons planos de largar o mundo cotidiano por alguns dias, mas essa brevidade é lá no ano que vem, porque esse, pelo jeito, vai ter as férias enforcadas, porque finais de semana e feriados ele já nem sabe mais do que se trata.
Vou dizer, espero que os problemas à minha volta, possam ser solucionados como num passe de mágica, se eu puder ajudar melhor ainda, mas confesso, não tenho ouvidos, forças, olhos, mãos, dinheiro, nada o suficiente pra dar conta disso tudo. Mas tenho feito o meu, e me orgulhado disso.
Ah, lembrei, os dois anos de Rio de Janeiro em breve chegam. Eles eram a meta de permanência mínima, caso a cidade não me rendesse nada, talvez partisse pra outro lugar. Pergunta se eu vou partir? Só a passeio mermão - no melhor estilo carioca de ser. Só a passeio mesmo, porque aqui rendeu de tudo, e tá rendendo, e vai render cada vez mais. A distância é sempre obstáculo para algumas coisas, mas eu já aprendi a lidar com ela, e cada dia se torna mais leve.
De resto, no meio dessa loucura boa e cansativa, eu esboço um sorrisso, de quem quis algo, projetou, planejou, teve impulsos, intuiu, foi lá e fez. Ufa, pra mim, não tem coisa melhor que me sentir assim, realizada, e certa de que dei o melhor passo. Dois anos, tudo tão rápido, parece que foi ontem, ao mesmo tempo parece que moro aqui há anos. Loucura total. Muitas coisas vindo aí. Bem que me disseram que esse ano seria assim...como dizer....ah deixa pra lá!

Beijos.

ps: parece que meu livro será lançado dia 23 de junho, mas eu confirmo com mais precisão em breve!

Tuesday, May 18, 2010

ansiedade

A ansiedade muitas vezes tem cara de vergonha. As pessoas agem num ímpeto e depois não sustentam suas atitudes.

Confesso, vergonha alheia me bate nessa hora!

Friday, May 14, 2010

livro!!!!

Eu andava meio sem assunto, embora estejam acontecendo coisas aos turbilhões!!! Talvez por isso mesmo, eu ando tão atarefada, que perdi as palavras no meio do caminho.
Então hoje, por email, recebo a capa e o miolo do livro - fruto desse blog - e senti algo indescritível. Está LINDO! Exatamente como imaginei.
Nunca tive essa ambiação na vida, muito menos com esse blog. Mas são as boas surpresas do caminho, por isso o importante é sempre se colocar em ação, mesmo que no momento presente, a ação pareça quase nada. Enfim... em breve Comendo borboletas azuis será lançado!!!! É parecido com ter um filho - embora nunca tenha tido um - dá um orgulho e uma preocupação.
Ao mesmo tempo, eu já tinha meio que decidido encerrar este blog, após o lançamento do livro. Os meus posts mais queridos, até a data de outubro de 2009 estão lá presentes, os mais queridos que não foram pra lá, ficarão salvos aqui pra sempre, mas acredito que novos posts, em breve, se tornarão raros ou até extintos por aqui.
Faz parte das mudanças que venho fazendo na vida. Sei lá, de repente me pareceu que a vida útil desse blog foi até além do que ele e eu poderiamos imaginar. Gerou um filho que logo, logo nasce. Aniquilou minhas dores, e acalentou meu coração por momentos e momentos. Foi o grande companheiro de dias solitários ou muito histericamente inspiradores. Sobretudo, guarda consigo, momentos que eu quero apenas deixar a cargo daquela lembrança que a cabeça e o coração controlam. Pessoas e fatos, que eu não quero mais ler, não quero mais tocar, não quero mais levar comigo na bagagem da vida escrita. Foram. E foram bem vividos. Mas eu sinto que a hora de dizer adeus às borboletas, está chegando. Cansei um pouco de dar explicações sobre o que posto, cansei das pessoas magoadas tomando as palavras para si, cansei dessas marcas.
Vamos ver se um novo blog surge ou não, mas por enquanto, as borboletas seguem voando, até o dia do grande vôo glamuroso - rsrsrsrs!!!!

Beijos!

Friday, May 07, 2010

dizem por aí...

Eu sou estranha! Nãooooo, isso não é uma crise magalomaníaca, de alguém que se acha no direito de se achar tão diferente do restante, a ponto de se dizer a estranha. Não é isso não - bom avisar né, porque esse povo ultimamente, adora defender teses de como você não deve reduzir nada. Teses à parte, reduções são absolutamente necessárias a sobrevivência humana! Ok, voltarei para o assunto.
Eu tenho chegado a esta conclusão ao longo do anos que já viví, tudo bem, não são cinquenta e poucos, mas já são vinte e sete, e como boa estranha, fujo da maioria, e acho que experiência não se adquire só com tempo não, mas com diversidade de vivências. Mas eu exclamei essa conclusão (!!!) nas últimas duas semanas.
O povo vive por aí, precisando muito namorar, casar, encontrar um grande amor, taí, não tenho essa necessidade. É bom encontrar alguém, mas eu sou do tipo difíicil mesmo, de agradar, de aturar, de entender, e eu até aprendi a ceder com o tempo, mas eu jamais prometo mudanças, porque se tiver que decidir entre a pessoa e eu mesma, é sempre comigo que eu fico no fim!
As pessoas não gostam, em geral, de solidão. Mas eu penso que essas pessoas enxergam na solidão um desespero e um martírio que não me parece justo. Adoro pessoas, amigos, família, mas não abro mão de morar sozinha um tempo pra provar o silêncio de chegar em casa, não largo do pé daquele momento de não precisar dar satisfação alguma, pra pessoa nenhuma, piro caso me tirem a minha horinha diária de silêncio. A minha solidão eu compartilho comigo, e sempre acho que nunca querer estar só, é como aqueles encontros indigestos, onde o silêncio é constrangedor, aquelas relações gastas, onde é preciso arranjar palavras aleatórias para preencher o vazio...
Dizem por aí, que tudo o que eu acredito, sonho e gosto agora, não terão sentido no futuro. Que quando se envelhece, quando se vira mãe, quando isso, ou quando aquilo, nós mudamos, nós nos arrependemos de ter dito, nós queremos aquilo que não queríamos, mas eu rebato com a seguinte pergunta: eu, vivo agora ou amanhã? Pois é, hoje eu sou assim, possivelmente amanhã não serei mais, mas não necessariamente preciso me arrepender, ou desdizer, ou me culpar. Não sei viver sob a perspectiva daquele horizonte que alguém já viu, é como se me privassem de viver, de saborear, mesmo que o gosto seja ruim.
O povo por aí espera pela notícia ruim, pelo desastre, pela doença, pelo fim. O povo se prepara pra isso, o povo teme isso tudo. Eu tenho medo é dessa espera. Aliás, de qualquer espera. Principalmente de quem espera alguma coisa de mim. Não vim ao mundo pra suprir expectativas alheias, acredite, as minhas próprias expectativas já são suficientemente altas.
Ultimamente eu só ando pedindo um pouco de simplicidade do mundo à minha volta. Só isso. Dinheiro vem, vai, beleza cria marca, feiúra não existe, perdas todo mundo sofre, trauma todo mundo tem ou teve, problema se resolve, passado se relembra com gostinho de sorriso, futuro se rabisca com cor de esperança, mas o agora, senão vivido, vira papel em branco solto no meio do livro, sem nada a declarar!

Monday, May 03, 2010

mudanças

Lição do dia: mudanças dão trabalho. Seja mudar o visual, ou os móveis de lugar, ou de casa, ou de cidade, ou de amor....
Mudar dá muito trabalho! Sobretudo porque o mundo a sua volta não está preparado pras suas mudanças...melhor, o mundo está, os seres humanos é que não!

Mas é como eu sempre digo, é preciso mudar muito pra ser sempre o mesmo!

Fora isso, nada a declarar, já que a coisa anda meio bamba pros lados da poesia!

Beijos!