Tuesday, April 27, 2010

Mary e Max

Já viu Mary e Max? Se eu fosse você, ia ver. É lindo, profundo, crítico, denso, e por vezes até rude. Lembra Clarice e lembra Valentin, duas coisas que estão na minha cabeceira!


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Direção de Adam Elliot

Desenvolvido com a técnica do stop-motion e finalizado com a ajuda da computação gráfica, o filme é baseado em fatos reais, sobre a amizade entre uma menina australiana de 8 anos e um novaiorquino de 44.

Ambos são cheios de pensamentos filosóficos sobre a vida, que só diferenciam-se pela diferença etária.

Mary e Max encantam e emocionam do começo ao fim, assim como a bela trilha sonora instrumental. Uma overdose muito bem vinda de originalidade - um drama cômico envolto por diversas camadas, que se mostram aos poucos para o público e impressiona pela densidade do roteiro e pelos rumos inesperados que a história toma.

Uma frase, aparentemente simples, dita pelo médico de Max, Dr Hazelhof, resume o filme: “a vida de todo mundo é como uma longa calçada. Algumas são bem pavimentadas, outras (…) têm fendas, cascas de banana e bitucas de cigarro”.

Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=KPULUwu0Wm8

Thursday, April 22, 2010

surpresa

Hoje caia bem uma surpresa. Dessas que faz a gente espantar a preguiça, o mau humor. Dessas que faz a gente ver as pessoas com olhos novos. As coisas quando caem no redemoinho da repetição, perdem a cor. Daí a gente começa a ver cor pra fora da janela, e nada faz mais sentido...

Thursday, April 15, 2010

Faaaaaaaaato!

Certo! Ando me orgulhando de ter pouco a dizer e responder. Aproveito pra praticar meu "esporte"favorito: a arte de observar o mundo em volta. Certo... Em tempos modernos e eleitorais, digamos que essa observação ganha um colorido a mais.
Faaaaaato, as pessoas se ocupam cada vez mais da vida dos outros, o que é auxiliado pela internet, mas também pelo excesso de exposição, que se for parar pra pensar, todos nós nos submetemos. O povo quer saber por onde você anda, com quem você anda e porquê você anda. Coisa chaaaata!
Outro faaaaaaaato, quando alguém quer esconder muito uma coisa, é preciso que faça direito, porque nesse mundo de xeretas de plantão, qualquer pista vira obviedade. Eu to num momento tipo aquele: todo mundo pede pra que eu não saiba das coisas, e no fim eu sei de todas elas, por pura ironia do destino. E vou dizer, que não vejo graça nessa coisa de voyer. Eu fico por aí fingindo que não sei de nada o que se passa, fingindo que aceito certos abraços e eu te amos, fingindo que não sei que aquilo ali está acontecendo, fingindo, fingindo, fingindo... E as pessoas jurando que eu sou assim, a bocó do ano! Que coisa chata viu?! Pior de tudo é ter que burlar quem não sabe mesmo, e isso sem dar com a língua nos dentes. Muito trabalho.
É por essas e outras que eu faço pacto extremo com a discrição, e as pessoas insistem em me chamar de misteriosa. O faaaaaato, é que eu só não to afim de tornar minha vida uma novela, pra neguinho acompanhar. Não sou entretenimento pra vida alheia, que por sinal, deve andar bem sem graça.
Outro faaaato, ninguém fala de política, mas em ano eleitoral todo mundo se sente no direito de opinar, destilar críticas, e "elogios" de fino trato a quem quer que seja o político em questão. Mas sabe uma coisa que eu aprendi? Política não se discute, pelo menos não com qualquer um. Eu por exemplo, não discuto política com meus amigos burgueses, que vêm a vida através das "notas de mil". Não, porque eles, na sua maioria, defendem apenas suas contas bancárias, e ainda por cima, não têm noção nenhuma de política, apenas reproduzem o discurso dos pais. Preguiça! Não sou a maior politizada da face da terra, mas estive a volta de discussões políticas desde pequena. Lá em casa, política sempre foi assunto no almoço, no café, no chimarrão, no encontro familiar. Então eu aprendi que política está em tudo, em todos os momentos, desde nossos menores aos nossos maiores atos, e não só no ano eleitoral. E que política não é só coisa de político, mas que passa pela gente mesmo. Por isso que esse povo que sai do armário só em ano de eleição me irrita muito, porque cheira ou a mofo ou à naftalina.
Faaaaaaaaaaato, to me cansando de gente metida e superficial. To me cansando de gente que fala mal de um quando está com você e quando está com o um fala mal de você. To me cansando da falta de sinceridade. To me cansando de "amigo" que está sempre julgando a vida do outro "amigo".
Faaaaaaaaato!

Sunday, April 11, 2010

eu moro na saudade

Eu moro na saudade. Contorno as linhas do tempo, buscando uma curva que me pause na chegada e na partida. Eu busco o que deixei pra trás, em cada coisa nova que surge. O futuro acaba sendo uma pescaria do passado. O presente. O tempo é minha casa. Eu moro no segundo, no minuto, na eternidade do infinito. Eu moro naquela linha que o amor não cessa. Eu moro na falta. Ausência e presença. Saídas. Eu moro onde todo mundo pode me encontrar. As lembranças são minhas portas. Através delas, encontro aquilo que me faz seguir andando nas horas, de maneira que eu persigo a mim mesma, para presentear quem eu amo!

Tuesday, April 06, 2010

escondo tudo

escondo tudo na ilusão
de alongar o tempo
do sorriso que se faz nascer
escondo tudo pra não deixar ninguém ver

tá escuro e a mão cobre o rosto
não deixo frases que esclareçam nada
escondo no vão da porta a sensação
finjo que sou triste, assim não se leva nada

o olhar faz de conta que não vê
e as palavras não serão reveladas
até ponto de esquecer, que a alma pode ser roubada

escondo tudo que é pra ninguém ver
o quanto existe de luz nesta sala
nesta casa, em mim, em nada...
escondo...

Saturday, April 03, 2010

de que adianta

de que adianta o amor, se as pessoas têm expectativas demais?

eternidades concretas

de que adiantam: desejos, intenções, pedidos, promessas, sentimentos, confianças, alegrias, olhares, pactos, amizades, passado, abraços, verdades, beijos, conversas, pedidos....

se as pessoas só querem: eternidades concretas....

pois é.


vamos escrever um texto novo, e a pesquisa já começa na vida.

Thursday, April 01, 2010