Thursday, February 25, 2010

sem saber

Já não sabia mais de tamanhos, nem promessas, nem planos. Já não sabia mais de correções. Já não sabia mais se pintava dentro da linha, se correspondia aos fatos, se fazia sucesso. Perdeu o senso do que os outros gostariam, e ganhou seu próprio senso. Correspondeu a sí mesma. Pintou um múltiplo de cores. E no fundo, ficou parada, sentindo...só sentindo!

Monday, February 22, 2010

plano A

Em 2010 nós declararemos independência absoluta de certos sapos engolidos, e de incertas parcerias profissionais. Em 2010, chegaremos ao ponto de poder dizer não muito obrigado, para esses a que dedico, é que eu estou com muito trabalho e ganhando imensamente bem!

Obrigada, volte sempre, e não peça para que eu ajude a abrir uma portinha, porque esse dia vai chegar em breve, e eu vou simplesmente ter a mesma atitude que você.

Entendeu?

Espero que sim!

[risada maligna]

Sunday, February 21, 2010

uma cápsula...

Uma cápsula. Dessas de esconder coração, cabeça, alma, intenção, explicação, gente. Enfiava dos pés a cabeça. E ficava. Sem decidir nada, sem dizer nada à ninguém, sem precisar ir além do que se sente. Uma cápsula onde não existam certas cobranças, onde se possa amar do tamanho que se é capaz, sem que pareça pouco. Uma cápsula de proteger gente querida. Uma cápsula para deixar fora a energia alheia. Uma cápsula de proteção à zica. Uma cápsula pra entrar e ficar quietinho. Uma cápsula patrocinadora do silêncio...

Wednesday, February 17, 2010

schhhhh!

Daí que todo tempo ruim, dá pra ver alguma coisa boa. Não, não, falando melhor, tem tempo ruim que é só ruim mesmo. Não foi o caso desse. Eu lembrei que eu nunca gostei de falar da minha vida, de contar tudo, de abrir a boca, de soltar o verbo, de abrir o livro. Aí que eu tranquei as fotos do orkut, aí que eu coloquei meu pé no perfil, aí que eu fiquei em silêncio, e lembrei, que o maior pacto sempre foi comigo mesma, me respeitar acima de tudo. Daí eu fiquei quietinha, quietinha, e abri a janela da leveza de novo, e pensei que daqui a pouco, se algumas coisas não mudarem, eu mudo, eu troco de calçada, e vou pruma roda diferente. Porque eu tenho meus sonhos, meus ideais, a minha estrada, e nela eu aposto a minha vida. Por hora, o negócio é fazer silêncio, que assim dá pra escutar a vida, e de quebra deixar a inveja do lado de lá!

Xô olho gordo!

Tuesday, February 09, 2010

quereres

Ela queria aprender a pedir favores. Queria aprender a dizer fica comigo, só comigo, joga o resto do seu mundo pro alto, só por um feriado, e fica comigo. Fica comigo porque talvez eu goste de você, mais do que eu tivesse planejado, ou porque, há pouco, eu tenha percebido que estou apaixonada por você, por inteiro. Queria aprender a entrar na porta aberta da sua melhor amiga, e esparramar-se toda. Sentia que deveria fazer isso. Algumas vezes tentava. Quebrava a cara por subsequência, e covardemente desistia. Assim, a sua melhor amiga parecia-lhe sempre distante em algum ponto do sentimento, e o seu amor, ia se perdendo, no emaranhado de confusões que provocava a sua insegurança camuflada. Difícil parecer cem por cento bem resolvida, quando no fundo, a única coisa que se deseja é colo, ombro, ajuda, e um abraço!

Monday, February 08, 2010

traquitana de iludir corações

Não se sabia. Avistou na loja uma traquitana de iludir corações e desejou poder comprá-la. Não queria iludir o coração de ninguém não, a não ser o seu próprio. Queria cobrir os olhos com uma leve tecitura rosa, dessas que muda a cor de tudo o que se vê.
Essa vida era dada a ilusões. Olhar e ver as coisas sem subterfúgios, era como tomar um remédio amargo sem tampar o nariz. Nada parecia fazer sentido. Quase nenhuma das pessoas. Era tudo muito esquivo, muito egocêntrico, muito hipócrita. Pisava nos lugares que fingia conhecer, com pés que pisam ovos. Padecia do medo de explodir tudo por onde andasse. O chão que pisava nào era sólido.
Deparou-se com a inusitada dúvida a respeito do todo. Aqueles que lhe pareciam fiéis, lhe inspiravam receios. Não conseguia sentir-se à vontade, a ponto de pedir um favor. Outros lhe pareciam ambíguos. Alguns lhe pareciam passageiros.
Ela estava sobressaltada. Fazia muito calor naquele dia confuso, e desejou por alguns minutos, trocar de roupa, e mergulhar no mar.

Wednesday, February 03, 2010

presente

Das perguntas sobre os parafusos de asas, ela fugia. De qualquer ponto de interrogação ela fugia. Andava fazendo das reticências a corda bamba da sua vida. Pé ante pé, naquele ritmo de quem pode cair. A diferença é que andava sem medo de quedas. Andava desprovida. Andava toda ausente. Os besouros de repinbocas lhe exigiam certezas. As formigas de anedotas lhe exigiam sucessos. Os cavalos além mar, pareciam lhe exigir o mínimo de fracasso, pra que se tornasse humana. O seu amor de bala jujuba lhe exigia presença. E de todas as coisas, a mais difícil era a presença. Tão logo, seu amor, era o único a sofrer com a falta de pertencimento ao seu mundo. Fazer o quê?! Ela não andava presente nem de sí mesma. Presente. Ou talvez ela andasse tão presente nas coisas, na vida, que o seu amor, achando querer presença, queria era futuro, lhe exigia o segundo que vinha depois do agora, e isso ela não conseguia dar. Era tanta presença que a vida lhe exigia, e era tanta presença que ela queria dar, que seu amor, de maneira estranha, perdeu-se num labirinto de expectativas, e expectativas, como todos sabem, pintam o futuro. Seu amor, sem saber, lhe queria amanhã, muito mais que hoje. Seu amor lhe queria versos de pertencimento. Versos de amanhã, segundo após segundo, construindo um pra sempre felizes, que jamais poderia dar. Jamais poderia dar porque era amanhã demais, para uma pessoa que vivia no hoje cada respiro do seu pulmão...

ps: isso continua, porque o pensamento anda começando a fazer sentido....

Tuesday, February 02, 2010

já?

Já percebeu que se reconhece um oriental até de costas?

Já descobriu que amar alguém é fácil, o difícil é se relacionar com esse alguém?

Já reparou que a vida depende da boa vontade?

Já viu que quanto mais pressa se tem, mais o computador trava?

Já se deu conta que, realizar-se profissionalmente é mais trabalhoso que ficar rico?

Já sacou que muitas vezes não são as coisas que envelhecem, mas sim o nosso olhar sobre elas?

Já teve vontade de não ser nada?

Já quis chamar pedra de árvore e passarinho de gaiola?

Já tentou ficar suspenso no ar?

Já se deu conta que chiclete é um pedaço de nada?

Já ficou na dúvida total?

Já quis dizer não e dizer sim?

Já perdeu alguém?

Já dançou sem saber?

Já mudou de casa, rua, bairro, cidade, estado, país...de mundo?

Já foi ao cinema essa semana?

Já pensou em tudo oue tem para ser feito até sexta?

Já tomou uma cerveja?

Já gritou no túnel?

Já abraçou alguém?

Já?