Sunday, December 13, 2009

diferente

Não, nem sempre. Mas agora sim. Ou amanhã. Talvez a vida toda. Eu gosto assim, desse jeito. Não dá vontade de tirar um pingo que seja só dos i's que a gente escreve. Nem colocar nenhum ponto final, em qualquer que seja a nossa frase. Não corriqueira esta fala em mim, mas é doce. Poderia por mil anos correr cantando, e pisando os pés nessa areia invisível. Poderia mil anos estar do lado, que eu não sentiria pressa. Aliás, é essa falta de pressa que me assusta, e ao mesmo tempo me encanta. É esse não desespero que me desespera. É esse encontro de tudo e nada. É essa ausência de vontade de oráculos e bilhetes da sorte. É esse não precisar de sorte. Pelo simples fato de que somos a resposta a nós. Por mais que eu brinque de fugir, essa é a primeira vez em que não deixo a brincadeira se misturar com a realidade. É a primeira vez que eu brinco mesmo. Não fujo. Não tem essa pressa. Não tem essa necessidade de desenlace. Ao contrário. Existe sim, é uma imensa vontade, de chegar bem perto, de qualquer caminho que me aproxime ainda mais, de todo esse universo. Eu ouço as pessoas reclamarem, e eu sorrio disfarçadamente. É um porto seguro e é uma montanha russa. É exatamente do meu tamanho. Agora eu lembro das imagens e sensações que me povoavam por dentro, tempos atrás. E eu sentia que chegava, mas não sabia a hora. Eu enganei a espera, pensando encontrá-la em outros rostos. E de surpresa a espera me pega desprevenida. Me abraça. Me chama pra dançar um música inusitada. E eu vou descobrindo que a minha intuição até me assusta. Eu fico confusa, pensando: até que ponto eu já não esperava certo, ou até que ponto eu criei você, ou até que ponto é tudo uma grande casualidade?!
Não sei. E ninguém vai entender nada disso. Porque é tudo muito dentro de mim. E dentro de mim, não costuma existir uma ordem para as coisas!

Beijos!

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