Friday, November 13, 2009

não estorva nem sobra pra fora do lugar

É grande!!! Mas não é pesado, nem estorva, nem sobra pra fora do lugar. É imenso, e voa! Não é sério!!! Mas é importante, é frequente, é único!Não tem futuro!!! Mas é presente, é agora, é sempre. Não é nada do que eu costumo encontrar por aí, nas minhas andanças. Ri da minha cara, me esculacha, me encanta. Canta que só. Aliás, é muita risada compartilhada. E eu tenho espaço para ser muito ruim de mentirinha, e posso ser adocicada, e derramar todo meu clichê, toda minha breguice, sabendo que serei querida, ainda assim. É diferente, mais do que pelo diferentismo óbvio que traça. É diferente de um diferente desses que são naturais. Rompe a distância sem agonia, pelo contrário, com calma e sorriso no rosto, com balanço bom de tarde de verão fresquinha, com uma água bem gelada depois da areia quente. Rompe a distância, porque talvez a mesma nem exista. Sobrepõem um pouco minhas idéias, e me deixa numa confusão boa. E eu fico entre a ridícula necessidade imposta de verter tudo em nome e sobrenome, e a natural vontade de apenas viver. E vivemos. Cada vez mais sem necessidade do alheio. Só do vento pra quebrar o calor e de uma trilha sonora. Feita a mão!!! É gostoso de brincar. E sossegado de dormir, embora às vezes role umas sabotagens. Faz tempo que sinto vontade de escrever sobre, mas acho que não se encaixa nada forçado por aí. Então tinham que ser palavras brotadas num ímpeto estranho, numa necessidade, quase violenta, de dizer, de um jeito bem discreto e descontraído, tudo o que eu sinto passar pelo meu pescoço. O pescoço e a curva dele. É bem ali que se esconde o meu recanto. Não sei se é pacífico, mas é qualquer coisa que não se tolera, e ao mesmo tempo se acata. Não é uma ordem. Não chega a ser um caos. Às vezes eu penso que pode ser um costume. Se bem que não, viu, porque não é hábito, é querer bem. É uma situação. É quase um retrato tremido. Desses que a maioria das pessoas jogaria fora, e eu guardo, porque ví algo que vai além da nitidez, e certamente, vale mais que ela. Nem tudo que é nítido é aprazível aos olhos. Eu prefiro o borrão, desde que ele seja todo feito dessa loucura lúcida, e dessa comodidade desconfortável, que insiste em me distrair do trabalho!

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