Monday, August 24, 2009

pintura

Pegou o vermelho, lambeu a tela com uma parte da cor. Passou os dedos levando um risco de uma ponta à outra.
Agora pingava o amarelo. Alguns pingos que se espalhavam em espiral indo do centro para os lados. Pingava. Pingava. Pingava.
O branco escorreu sem querer, mas achou que valeu à pena. O branco abriu uma fenda de esperança, bem no meio de tudo aquilo. Quase um vulcão gelado.
Abaixo uma raspa de preto. Esfumaçado. Tornando uma semi borda de passagem. Era como se por ali, só passasse um fiapo de luz. Era como se resguardasse todo o resto.

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porque através das palavras eu acredito que se pode ver, sentir, saborear...ouvir e entender é sempre muito pouco...

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