Saturday, May 30, 2009

caminhos

Eu tinha escrito um texto sobre mistérios. Mas aí fui no blog da Grazy e ví um link que leva a um outro blog, que tinha um post lindo e muito certeiro, que parecia estar esperando que o lesse! Bingo, apaguei meu post sobre o mistério, porque ele estava banal, e comecei a escrever isso que to escrevendo aqui agora.
E eu não sei ao certo pra onde essa escrita vai me levar, e nem sei se alguém por aí afora vai achar que esse texto é pra fulano, ou beltrano, ou pra sí mesmo, mas saibam, que mesmo que eu não saiba onde vão dar estas palavras, elas são antes de tudo, pra mim mesma!
Ponto, era aí que eu precisava chegar, há muito tempo: a mim mesma!!! Às vezes me jogo no meio do furacão ou do oceano perdido, para não me sentir má! Não sei se pelo apelido [Má] ou se porque tive algum trauma do qual não me lembro, mas eu sofro muito com a possibilidade de sentir que fui má com alguém. Maldade mesmo!!! Vai ver li muitos contos de fadas e me senti mal por gostar muito mais da bruxa má do que da princesa que lavava o chão. Enfim...
Caminhos, caminhos que nos levam a algum lugar e às vezes nos fazem com que nos percamos de nós mesmos. Ou então vai ver que a gente foge. De alguma vontade de ser má.
Sinto que muitas vezes eu só devia ter seguido meu instinto. Ter batido a porta na cara de alguém, ter calado a boca do fulano, ter partido, sem pena de partir o coração de alguém. E não é?!
Não que eu leve desaforos pra casa, bem pelo contrário, eu sou daquelas calminhas que quando se esquentam dá até medo; mas em alguns fatos da vida, eu não agi de acordo com meus instintos, por puro e simples medo de ser má. Quando na verdade, eram nesses momentos que eu deveria ter chutado a barraca, o pau e o acampamento inteiro.
Alguns momentos na vida são únicos. E neles é que a gente deve dizer um Não ou um Sim bem sonoros. Não dá pra tentar ir levando e ver como fica. Faz mal pra gente. Faz mal pro mundo.
Infelizmente não dá pra voltar atrás, e alguns nãos, quando não ditos na hora, se transformam em eternos fins de frases mal resolvidos. RETICÊNCIAS.
Se eu pudesse mudar alguma coisa em alguns momentos da minha vida, eu juro que teria escolhido ser mais MÁ!!! Muitas vezes a maldade genuína é melhor que uma bondade mascarada.
E isso não tem muito a ver com o texto do blog citado. Não tentem achar conexões. Aliás não tentem nada. Absolutamente nada. Eu ando muito pouco pra explicações. Eu ando muito pouco pra quem quer saber muito, ou tentar saber.
Mas o texto bateu em mim, bem no meio da cara. E pensei que às vezes é melhor interromper algo, é melhor dizer não, é melhor ser mau, pelo pacto que se tem para consigo mesmo. As pessoas passam por cima dos nossos desejos, e nem por mal, mas porque elas têm os próprios desejos. Isso sim!!! Maldade? Não, sobrevivência talvez. Mas uma pessoa só continua passando por cima dos nossos desejos enquanto a gente deixa. Fato. E eu deixei isso acontecer muitas vezes.
Pra não ser má com o outro? Talvez. Mas o fato é que ando sendo má comigo mesma, e isso definitvamente não deve continuar. Nem sempre é possível abrir portas, para quem só as quer entrar pela metade.
Nesse exato momento da minha vida, eu penso que : ou mergulha junto comigo, ou cai fora de vez.
Isso serve para todo o tipo de relação!
De mim para MIM mesma. Afinal o blog é meu, e eu escrevo pra mim sempre que quiser, ou precisar.

2 comments:

Raquel Stüpp said...

gostei muito desse post.

very very

said...

às vezes temos que dar ouvidos aos nossos desejos e não só apoiar o desejo dos outros, né?