Saturday, May 23, 2009

encontros

Cada vez mais fico certa de que o segredo, nada secreto, da vida, são as pessoas. Os encontros nos constróem de tal forma, que emolduram atitudes e compartamentos pela vida a fora. Os bons e maus encontros. Os encontros mornos, mesmo eles, têm algo a acrescentar, nem que seja para lhe mostrar que mornidão não lhe serve.
Encontrar pessoas é um dos motivos mais lindos da vida - pelo menos pra mim. O primeio grande encontro, é aquele que a gente estabelece com quem carrega a gente por algum tempo dentro de sí. Encontro inevitável, mesmo para os que já aprendem o que é um desencontro ainda com o cordão amarrado a sí. 
Tem os encontros secretos, os ousados, os livres, os leves, os que são pra sempre - mesmo que sempre seja sempre uma palavra muito megalomaníaca. Tem os encontros equivocados, tem os muito rápidos, tem os que só se realizam de fato muito tempo depois de terem acontecido pela primeira vez. Tem encontro que é um esbarrão. Tem encontro que machuca.
E tem gente de todo o tipo. Gente que preenche a alma e o dia da gente. Encontros. 
Pra mim o mais difícil, secreto e imensamente prazeroso, será sempre o para consigo mesmo. Esse não exige hora marcada, nem apresentações formais. Seja, talvez, o mais sincero e pleno de todos. Ao mesmo tempo o mais cruel. Quanto mais tempo existir de lacuna entre esse encontro, mais difícil ele se torna. E é quase como um encontro infinito, porque a cada dia, é necessário reavaliar os conceitos que se tinha, é necessário ser novamente introduzido nas novidades. Um encontro surpreendente, que nunca se dá por satisfeito, porque nunca conhecemos o bastante a respeito de nós!

Tem sido uma delícia me encontrar. Quanto mais mergulho dentro de mim, mais pra fora me coloco, mais olhares troco, mais abraços, mais sorrisos. Eu tenho me surpreendido muito em relação a muitas coisas, e dentre todos os pactos que já fizemos, eu e eu mesma, o mais bonito é o do respeito. Já não preciso mais me cobrá-lo, porque sempre penso se será agir com respeito a mim, antes de fazer, e às vezes, o melhor respeito a mim, é mesmo agir sem pensar. Mas isso, só o tempo e a sincera relação que se estabelece com a única coisa que realmente será pra sempre, até a morte, nas nossas vidas: esse econtro, da gente com a gente mesmo!!!!!!!!!!

1 comment:

Lu Holanda said...

Ah!!! a lucidez...

bjs