Tuesday, May 12, 2009

crônica de um fim de semana 0o0o0o0ooo

Fins podem ser começos.
Mesmo pensando nisso, fins são sempre fins. Mesmo quando a gente mesmo determina que chegou o fim, ainda assim, isso não perde o peso. Vai lá que nada na vida é definitivo, mas quando se determina um fim, pelo menos por algum tempo estaremos sobre os efeitos da ausência de alguém ou de algo. Ao passo que, somente em lugar vazio senta nova bunda - rsrsrsrs super chulo isso adooooro -, portanto, não dá muito pra querer começar tudo e não finalizar nada. Quem muito acumula não caminha.
O momento anda bem pra esse lado. Seguir adiante e lançar mão de várias coisas. Posturas manjadas, roupas surradas, amores passados, pessoas ultrapassadas, e também coisas que ainda têm e sempre terão valor, mas no momento chegam a um certo fim.
Agora o mais bonito nos fins, são mesmo as pequenas eternidades que a eles superam. Muitos cilcos se findam ao longo de uma vida, porém, muitas coisas desses ciclos tornam-se eternas e atemporais. Felizmente, nem tudo na vida tem seu fim, tipo queridas amizades, verdadeiras parcerias, amores sinceros e admirações.
Pode ser que por hora seja um fim, mas espero que nos repitamos muitas vezes, em três, em quatro, cinco ou mais, o importante é a pequena eternidade que nos tornamos!!!!!
Passado esse momento the end do texto, vale ressaltar que voltar pra casa tem um gosto muito bom. A minha rua já tinha até um cheiro pra mim, e eu ainda não sabia. Voltei pra correria [oba], pras novas emoções [ai!] e pro que der e vier. Uma certa era de indagações invade a pobre moça, que perambula só pelas ruas escuras da cidade grande, será ou não será? Apenas que soe a música que aquieta o coração, porque nós só queremos dançar até mais tarde, sem que falte companhia!!!!
E agora, imitando o Galeano, segue uma poesia furtada com olhar numa das janelas de ônibus de Porto Alegre [minha cidade amada, que desta vez me pareceu suja, violenta e escura]:
" A intensidade dos ventos se mede com a vontade de ficar". Paulo Madureira
ps: só um adendo sobre o fim: é que hoje morreu junto com uma certa ilusão tola, também um respeito e uma admiração. morreram todos juntos com meia dúzia de palavras que devem ter sido ditas pela pressa de querer ser algo que não se foi. morreu toda uma delicadeza de uma lembrança, todo o afeto, todo o preciosimo que havia em pensar que um dia andaram juntos, por qualquer calçada. nas palavras vieram um fim dolorido no ego e na alma. naquelas palavras que chegaram com o vento, e levaram embora um coração antigo!!!! é uma pena que as pessoas nem sempre saibam reconhecer a vida diante delas...

4 comments:

Mariana said...

Trocou o Rio por Porto Alegre??
enfim, que os ciclos passem e que a gente sobreviva a eles sempre, mais fortes, mais felizes e mais sabias!
um bju e tudo de bom onde quer que estejas!!!

Raquel Stüpp said...

enfim....

skype?

Misterious Girl said...

homens sao tao vazios em palavras e sentimentos... falam e prometem com a maior facilidade, e nós, tolas e romantica, nos submetemos a isso!
Força pra ti!

Roberto Ney said...

a vida é assim... as flores morrem para que outras nascam em seu lugar. O importante é regar sempre o jardim.
abraço e gostei daqui!
vou ficar, (: