Tuesday, March 31, 2009

cansei

Ultimamente não sei. Essa é a minha expressão: NÃO SEI!!!! Principalmente no campo afetivo. Não sei se existe amor que dê certo, não sei se acredito em amor, não sei se amo, não sei se quero, não sei de nada. Faz tempo que não aparece alguém que me faça tremer, faz tempo que não aparece alguém que me impulsione, nunca apareceu alguém que ficasse. Muitas vezes já me perguntei se o problema era eu. Ultimamente nem me pergunto mais. Só sei que o mundo anda muito arredio, eu ando encontrando pessoas erradas, e o coração tá carente.

ps: um post desabafo no meio da madruga, pelo simples fatos de estar: CANSADA!!!!!!!!!!!!!!!

Saturday, March 28, 2009

nós

nos somos mas não nos sabemos a medida
sugamos todo o ar, falta-nos o que respirar
pesas teus pés sobre os meus, caminho lentamente
a direção escolho
a velocidade determinas
nossas mãos se desprendem com facilidade
a facilidade de quem olha
me vês, mas não dizes
te sigo, mas não mostro
nos somos, sem saber a medida
nos temos sem saber a palavra
nos abraçamos, de maneira que ninguém descubra
te sonho
me tomas
guardas em ti o que de mim pulou pra fora, em suicídio
nada do que me gritas me cala
me roubas a alma
te entrego o perdão!

marina monteiro

Thursday, March 26, 2009

CURITIBa

FEITO. Mais um passo do "a" nessa nossa direção maluca e artística. Festival de Curitiba cumprido. Saldos positivos e negativos, coisas boas, muito boas, novas experiências, bons contatos, platéia, grana curta, perrengues, cansaço, Festival mal organizado e talvez muito comercial, boas críticas, elogios, uma platéia só de mulheres, estar com os meus amores, e por aí vai...
Confesso, já estou com saudade da minha casa. Quero a minha cama gigante, meu banheiro, minhas roupas todas, meu dvd, enfim, meu canto, mas estou feliz. Foi sem dúvida uma grande experiência. Nosso trabalho tá maduro, e lindo. Claro, que vamos vendo mudançcas a serem feitas, justamente pela maturidade, mas é lindo poder manter um espetáculo por tantos anos,e ainda conseguir inovar, sentir o solo fértil, criar novos desafios. Lindas nossas quatro apresentações, com uma média de público boa, se considerarmos a quantidade de peçcas que existem na Fringe [umas 209 mais ou menos] e a desorganização do festival, que destina 'a galera da Fringe um espaço marginalizado e em total desordem, de comunicação e estrutura. Salvo isso, que acredito tenha que ser repensado, caso contrário o festival não sobreviverá por muito tempo, e salvo a grana, que está deveras curta, ainda assim, foi uma puta experiência.
Saímos de lá experimentando apresentar só para mulheres, coisa que queríamos ter executado há um tempo já. Aconteceu assim, sem querer, quando vimos só mulheres na platéia. Uma apresentação mais cúmplice, suave, diferente. Jovens jornalistas que nos fizeram boas perguntas, senhoras psicólogas que se sentiram instigadas, moças, meninas, mulheres... Além disso saímos de lá com uma crítica muito bacana pro currículo pessoal e do espetáculo. Pra mim, particularmente, a última apresentação foi a melhor. Nunca me senti tão solta e presente em cena, como ontem. Depois de tanto tempo, ainda sentir-se assim, dizendo o mesmo texto, é incrível. Cada vez mais o palco é o meu lugar.
Fora isso ainda tiveram os felizes encontros. A acolhida mais que carinhosa do boi Grazi - valeu querida, amo você! Jeanzito e sua peça que vai longe ainda. Pessoas novas muito queridas e divertidas que encontramos. Enfim...
Além disso matei a saudade dos meus amores, amigos, parceiros. Montando cenário, baladeando, tomando chopinho. "comendo berbigão", falando com o "Guilérrrrrme", tirando muuuuuuuuuuitas fotos, maquiando no camarim, colocando surpresinha na cena, ensaiando, alongando, mudando cena, passando luz, olhando no olho, dançando, dormindo, comendo, se aturando, se irritando, fazendo reunião, contando os trocados, planejando, assistindo peças, dando risada... Nada disso tem preço, coisa mais querida. E as minhas companheironas de palco, de alma, de vida, que eu tava morrendo de saudade. Que parceria essa nossa. Só de olhar no olho, só de respirar diferente, a gente já sabe o que tá pegando. Bom ter em quem confiar incondicionalmente, bom ter atrizes tão competentes ao lado. Um deleite vê-las em cena. Um amor poder segurar a barra uma da outra, e saber que pra qualquer momento estamos juntas. É lindo e raro quando se encontra talento, profissionalismo, vocação, dedicação, lealdade, respeito, amor e amizade numa parceria artística. Amoooo vocês.

trilha sonora: "no cabelelero, no ixtixtixtixta!!!!! rsrsrsrsrs

Abaixo segue a crítica feita ao nosso espetáculo. Vamo que vamo. Beijo em todo mundo, agora to de volta ao mundo "normal".

"a" ousa com humor e drama agradar a “menina má” de todas nós

Vanessa Martins de Souza
24.03.2009
A, de artigo feminino, veio da linda Floripa para tirar um ácido, criativo e bem humorado retrato do que é ser mulher ao longo da vida. Classificada como comédia dramática, A foi feita para fazer a “menina má” que toda mulher tem (e tantas mulheres talvez nem sonhem em colocar para fora), ir à forra. Pelo drama e pelo riso.
Porém, parece que a plateia presente no dia 23, um pequeno grupo de moças e mulheres, levou a montagem com excessiva seriedade. Praticamente não ouviu-se risos, ou viu-se sequer o esboçar de sorrisos em quem estava na plateia. No máximo, um ou dois murmúrios nesse sentido puderam ser ouvidos, durante os 55 minutos da apresentação. O que é uma incompreensível falta de senso de humor. Pois, a montagem do N. A. T. (Núcleo Ação Teatral) é muito sarcástica, de um humor corrosivo, tanto na excelente linguagem textual quanto na estonteante linguagem corporal com que as atrizes Luciana Machoski Holanda, Maria Amélia Gimmler Netto e Marina Almeida se apropriam sem inibições.
Elas se revezam, com um adorável descaramento, em monólogos inesquecíveis sobre três momentos da mulher: a infância, a sexualidade e a maternidade. O surreal também está presente numa surpreendente história envolvendo pedofilia. Uma vingança macabra contra os pedófilos.
As três não se acanham em, além do texto, inspirado livremente em Dario Fo e Franca Rame, explorar também o corpo, as mãos, o chão, para expressar as frustrações, chateações, dilemas, fantasias e desejos próprios do sexo feminino. Em tom de protesto, vingança, provocação ou desabafo sarcástico, A também é denúncia, uma espécie de manifesto feminista, trazendo informações sobre violência doméstica, infanticídio feminino, entre outras. Mas não se apresse em classificá-la de feminista. Não se pode chamar de feminista uma dramaturgia que considera a hipótese de alergia feminina ao látex da camisinha, bem como os efeitos colaterais que a “bomba de hormônios” da pílula do dia seguinte pode trazer.
Seria mais preciso dizer que A é absolutamente feminina, revelando a mulher em suas contradições e desafios e levantando discussões. Como uma conversa íntima de mulher pra mulher. Mas da qual os homens também podem e devem participar.


Friday, March 20, 2009

jabá

AMIGOS, QUEM PUDER, COMPAREÇA!

BEIJOS A TODOS E ATÉ A VOLTA!


ESPETÁCULO "a" EM CURITIBA:

Para completar o circuito de apresentações nas principais cidades da região sul do Brasil o N.A.T. (orgulhosamente!) participa do FRINGE / Festival de Teatro de Curitiba de 2009.

NOS VEMOS LÁ ENTÃO:

teatro falec,

Espaço Cultural Falec
Rua Mateus Leme,990
Centro/ Curitiba
dia 22 as 12horas;
dia 23 as 15 horas;
dia 24 as 18 horas;
dia 25 as 21 horas.

clip do espetáculo: http://video.google.com/videoplay?docid=-2146501858423460120
blog do espetáculo: http://espetaculoa.blogspot.com

Tuesday, March 17, 2009

skype artístico


Certas coisas só o tempo. O que fizemos ontem, por exemplo. Ensaiar pelo skype? Uma no Rio, outra em Floripa, outra em Poa...malucas? Não, a gente tem uma cumplicidade que vou te dizer. Uma finidade...uma vontade de estar juntas, uma admiração, um respeito, um zelo. A gente se sustenta, se instiga, se inventa. Cada vez é novo, mas é antigo. Elas me fazem crescer cada vez mais. E dessa vez será a melhor de todas, porque eu sou uma Marina muito diferente, e sei que elas também, pra melhor. E a saudade vai ser o maior combustível de todos. Amo vocês, amo por conseguirem transformar um ensaio virtual em tão real. Eu as ví fazendo, isso é genial!

Rumo a Curitiba!

Foto roubada da Amelinha!!!

Sunday, March 15, 2009

a renda no barro

O vestido de renda rasgada raspava no chão, tirando lasca do barro empoeirado que seguia o caminho. O branco deixava de ser. O corpo antes preparado pra festa, virava farrapo. Resquício de brilho sumia passo a passo, como um carnaval que chega ao fim. Andava, andava e andava. Temia encontrar no meio do caminho aquilo que não deseja ver tão cedo - nem tão tarde. Nunca desejou ver. O barro seco virava lama vermelha à medida que a água despencava no céu. Num ritmo que deixava de ser bênção e virava tormento. Cada gota lhe doía a alma. Afogava o resto da renda, como quem perdia a noção do cuidado. Nada lhe despertava o querer bem. Os olhos brilhavam vez ou outra. Relfexo do sol. Nos pés bolhas. Bolhas de ar, água, sangue, ausência, poeira. Os cabelos grudados no couro cabeludo. Pendia da face um tipo de suor seco. Passava o tempo e nem a própria voz fazia questão de ouvir. Não chorava. Não rezava. Não desejava. Apenas seguia, derramando sua renda pela lama, virando um pedaço de escultura que evapora com o sopro. Era uma estátua por dentro. Toda inerte. Não havia sequer expressão que pudesse dar a idéia de movimento. Era como uma pedra, congelada no meio do nada. Não havia paz. Mas também não havia guerra.

Friday, March 13, 2009

todo o sentimento

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.

Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.

Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.

CHiCo BUarqUE.

Talvez num tempo da delicadeza.....quem sabe...

Thursday, March 12, 2009

da e sobre

do cheiro de café. da pantufa do mano espalhada pela casa. da seriedade e profundidade dos que eu encontrei. das fugidinhas fúteis. dos melhores amigos. da melhor amiga. dos cantinhos. das músicas. das festas. das reuniões. dos sonhos. dos planos. das almas que me fazem ter certeza que o mundo é saudável e sincero. da leveza que há em certos olhares. das leoninas. das taurinas. dos cancerianos. da amiga de alma. das conversas infinitas. dos silêncios compartilhados. das performances do mano de supresa na porta do quarto. de dizer bah, tri e capaz. de estar entre os meus. da minha terra [muita saudade]. das minhas raízes. da minha bisa. das minhas velhinhas. da marininha. do pogobol que eu nunca tive.


sobre saudade. sobre acordar refletindo a vida. sobre colocar as coisas em dúvida. sobre não ter medo de questionar. sobre amor. sobre mim. sobre isso tudo aqui. sobre o futuro. sobre as escolhas que devem ser feitas agora. sobre a certeza de um caminho.

mesmo assim.

Sunday, March 08, 2009

acabou-se a manhã [mas não o amanhã]....

Passos. Ecos de sorrisos. Olhos ávidos. Os seus. Os meus. Cabelos molhados de água fria, doce, corrente. Estava de saída. Ainda não havia decidido o destino, mas sabia que precisava ir. O pé amarrado na cama passava sensação de pó encrustrado no vão do assoalho. Não queria se resumir a um parque de ácaros felizes. Queria ser o ácaro feliz. Queria viver, mas andava vendo. Contemplava a vida dos outros e a sua própria. Assistia, à espera de uma surpresa. Resolveu criar as próprias surpresas. Um último olhar pelo resto de porta que faltava para fechar, não sabia para onde ia, mas ali não estaria mais. Fotografou a imagem de si mesmo assim como andava, e jurou jamais refletir o mesmo olhar!


ps: texto que surgiu agora mesmo, nesse fim de manhã encalorada desse Rio de Janeiro, e pra divulgar minha versão metiiida fiz um blog pra divulgar meu trabalho, então quem quiser saber o que passa nessa vida louca de artista, dá uma olhadinha por lá. ah eu detesto essas paradas de nome assim: fulano de tal - ator, eu queria ter colocado só marinamonteiro, mas pra variar já tem um blog com esse endereço, então, tive que colocar a porra do atriz no fim rsrsrsrs. pagando pela língua talvez.

Marina Monteiro


Saturday, March 07, 2009

alma


Quando escuto alguém dizer: "Vocês me fazem chorar!!!!", entendo o real significado da arte. Se fazemos chorar, é porque, certamente, já choramos muito. De rir, de tristeza, de saudade, de emoção, por dentro, por fora, de dor, de medo, de amor, de realização. Estamos alí, por pura e total compatibilidade de alma, e quem é que tem essa possibilidade hoje em dia? Tão poucos. Só por isso, viver, tem sido um grande prazer!!!!

Wednesday, March 04, 2009

poeira

Na alma pulsa novamente o que jamais deveria ter partido. No coração leveza e certeza. Nos pés poeira. Muita poeira. Tem andado por diversos caminhos. Tem andado muito. Pousou os cotovelos em alguma janela e viu o sol se pondo. Sentiu a vida na imensidão e na simplicidade mais complexa que há. Pegou uma estrada. Desviou num caminho. Atalhos. Farpas. Mãos que suam e seguram. Mãos. Lágrimas caem perto do olho e se perdem na curva do nariz. Curva do ombro. Encontrou um olhar ali, bem ali perto. Sabia pra onde ia. Sabe mais agora. O mar andava calmo, e aprendeu a apreciar também a calmaria. Amava os seus. Admirava os seus. Andava junto. A poeira do caminho a certa altura vira purpurina. Cor de prata na noite pura. No breu. Brilhando a poeira no sapato, nos pés, nos olhos, na alma. Toda ela brilhando. Feito passarinho. Passarinho que plana, voa, pousa, cai, se solta. Soltou-se. A queda foi a maior forma de carinho que já fez a sí mesma. Profundo carinho. Na pele macia. Na face. Os olhos ávidos. Ressecados pelo vento, ainda assim encontrando lágrimas. Lágrimas salgadas feitas de água do mar. Ondas dentro de seus olhos. Que cor são seus olhos? A paz que procurava. Andava em círculos dentro do seu estômago. Quantas vezes a confundiu com fome. Mas nem era. Era mais uma espécie de encontro perdido. Um objeto que se fazia presente, embora ela nunca houvesse encontrado. Agora sim.

carisma

carisma - 1 poder , dom transmitido pela graça divina. 2 manifestação fanática de quem se julga iluminado por Deus para reformar a humanidade. 3 conjunto de qualidades que marcam um líder.


Carácter Laico

A palavra é amplamente utilizada para definir a influência e fascinação por alguma pessoa.

O carisma está ligado a forma da pessoa de ser e de agir.

Na psicanálise junguiana, o carisma é considerado como uma qualidade das chamadas oersonalidade maná.




há quem diga que pode se adquirir ao longo da vida; há quem diga que não; há quem diga que no mundo de hoje é essencial; as pessoas dizem que eu tenho, vai saber; nunca parei pra pensar sobre, mas como isso tem sido assunto recorrente, resolvi refletir; será que tenho mesmo? quem que eu conheço que tem? vou observar!!!!