Sunday, January 11, 2009

a arte da preguiça alheia

Sim, uma mistura de aconchego com segurança. Um quê de poder ficar sem pedir. Daquilo que foi sem partir. Daquilo que É!!! Um riso frouxo dos olhos que já se conhecem em todos os ângulos. Uma quietude dos corações que já se afligiram tanto, e no entanto, estiveram sempre próximos. Uma alegria ao acompanhar o sucesso. Um doçura por ter por perto. Uma ansiedade num futuro, certamente unido de alguma forma. Nesse tempo meio "arisco". Nesse tempo em que eu to mais pra observar certas pessoas, do que pra tê-las por perto. Nesse momento que eu to bem desconfiada das atitudes alheias - mas sem neurose. Nesse momento de preguiça dessa superficialidade que parece reinar em volta. Nesse momento, é bom perceber que existem coisas que o tempo não leva. Sentimentos que se constróem na base da verdade, e que perduram, apesar de...
Parece que troquei as lentes e passei a ver coisas que antes não via. Estranho demais. Não sei ao certo como, nem quando, muito menos porquê. Só sei que passei a ver algumas coisas de maneira diferenciada. E pessoas também. Sei lá, podem me chamar de chata - pra muitos devo estar numa fase tri chata mesmo. Mas não arrasto mais meus calcanhares para ver e ouvir certas mesmices e frescurites de sempre. Eu já prevejo as histórias que vou ouvir, já antecipo o fim da cena, já imagino a confetada, a floreada, e a falseada, aí desisto. Mas, eu devo confessar, que parte dessa minha nova lente, leva muito da preguiça. Não aquela que faz dormir, mas aquela que faz acordar. Tipo assim: pra quê gente, pra quê eu vou fingir que gosto de quem finge que gosta de mim?!

ps: saiu!!!

1 comment:

Letícia do Ó said...

Óteeeemo!
Agora também penso assim...
Chega de fingimentos!

Beijos