Saturday, November 08, 2008

são só palavras

não faça bem mas que também não faça mal...

to com vontade de escrever, mas não tenho nada pra dizer, assim, propriamente dito. já disse muita coisa por aqui...ou pelo menos tentei. eu tenho essa mania de escrever, que eu não sei até que ponto me encurrala ou me liberta. eu me irrito às vezes - anarquista sempre - com essa mania que o povo tem de transformar tudo em dinheiro. talvez eu não sirva pra esse mundo que vivo, mas eu não curto muito essa nóia não. "marina mas você escreve tão bem, profissionalize isso", "marina você tem tudo pra dirigir muito bem", "criatura ai como fotografa, investe"...caraca, não dá pra me deixar ser aqui a atriz que eu sou levando junto todo esse resto que me acompanha? como a clarice bem dizia, pra que dar nome? e eu não pretendo mesmo ganhar dinheiro escrevendo. porque aí eu ganhava dinheiro mas perdia a minha terapia constante, aliás, a única que me limpa a alma de verdade. sempre escreví, e sempre ficaram visando futuros em cima disso. mas a louca da marina resolveu ser atriz, gostar da coisa e acreditar, o que era pior. a louca da marina se lançou numa faculdade de teatro. a louca da marina que podia ter sido médica, dentista, advogada, ou qualquer outra coisa, virou uma maluca assumida. graças a deus. deus? enfim...e nessa corda bamba de não ter dinheiro hoje pra ter amanhã, de não saber como se acorda no dia seguinte, de fatigar numa semana e ociar na outra...enfim...essa corda bamba que é o real equilíbrio da minha vida...talvez o único. conhecí muita gente por aí. e carrego muitos comigo. gente boa. e passei a escrever mais. mas se me perguntarem onde esse caminho vai me levar...eu respondo perguntando: e precisa levar pra algum lugar? já não é um caminho? maldita mania do amanhã, maldita mania do resultado..e o processo, e o hoje...AGORA!!! não sou a melhor pessoa pra isso, mas confesso, se já dá pra notar uma diferença na marina que deixou a ilhota perdida, essa diferença é a leveza adquirida por viver mais agora que amanhã. o instante é quase lá...mas quase, vira o que não foi, não é...enfim...ouvi los hermanos demais hoje, e senti na alma o quanto a vida pode ser, de fato, bem vivida, se a gente não liga tanto pra fora. mas aí cinco minutos depois eu já andava pensando que precisa arrumar um jeito de ter estabilidade. estabilidade? mas não é justamente isso que eu detesto? vai saber...essa música da roberta (cicatrizes) me transporta pra um passado remoto, de maneira tão verdadeira, que posso sentir tudo outra vez...e pra quê? não sei...algumas coisas na minha vida eu desisti de entender. são. ponto. e se nem tudo é perfeito, eu que não carrego mais aquela saudade agoniante (até porque em breve revejo o povo), carrego aquela saudade constante, que em alguns minutos consome. talvez não derrame tantas lágrimas quanto antes, mas sinto cada ausência, nos bons e nos maus momentos, e penso que naquele refrão faltou quem gritasse junto comigo...


*um texto meio estranho, mas vá lá...






3 comments:

Lu Holanda said...

... estranho? VIVA a turbulência poética. Viva o caos criativo...
bjs

Ila said...

amo textos estranhos. se indentifico. Aliás, isso é muito frequente!

espero chegares por essas bandas e combinemos uma prainha e um choppinho!

saudade gigantes. e vou surtir te ouvindo falar carioqueixx! hihihi!

Ila said...

ops. eu quis dizer Curtir, e não Surtir!