Friday, November 21, 2008

caiu ele?

Então senhor, devia ele mergulhar, saltando toda a distância, sem saber o que vinha logo abaixo - ao longe - ? Podia ser que o salto fosse lindo e lhe causasse imensas euforias, mas podia ser que fosse nervoso e tenso. Podia ser que ao fundo houvesse muita água, que na profundidade infinita nadasse solto, quase voando, e quem sabe fosse tudo muito cristalino em nem precisasse fechar os olhos. Mas podia ser que não, que houvesse pouca água e lhe sangrasse a cabeça.
Impulsivamente pularia, racionalmente não. Se não pulasse os sensatos o aprovariam, os impulsivos não - vice versa. Mas nenhum ser no planeta poderia julgá-lo, porque ninguém sabia de fato o que havia ao fim da queda, cabia a cada um afirmar suas teorias e defender suas teses, mas certeza, ninguém...
Talvez fosse a vida sempre assim, ausente de certezas e presente de fatos, decisões e escolhas. Renúncias por conseqüência, escolhas pelo outro lado. Nem melhor, nem pior, apenas um caminho ou outro, e em ambos poderiam existir coisas boas e ruins, desde que a escolha fosse feita de coração aberto e verdade em mãos. Nada mais se exigia dele, apenas que vivesse de acordo com suas vontades - não seus impulsos ou suas coerências - apenas suas vontades, que poderiam variar entre pular ou não...

ps: ah, só mais um "adendo", é sabido também que sua vontade não deveria ser guiada pelo medo, pelo olhar do outro, e muito menos, mas muito menos, por comparações com experiências anteriores, porque todos ali tinham conhecimento de que cada pulo constituia-se numa experiência diferente da outra, repleta de particularidades e características infinitas e fora do eixo das repetições. Como crédito de novela: "a semelhança com fatos reais é mera coicidência"...assim também as repetições, nesse caso, seriam obras do puro e total - as vezes maldito - acaso!!!!

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