Tuesday, November 25, 2008

exercitando!!!

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Monday, November 24, 2008

textotextotexto

Feliz? Não sei se essa palavra é a certa. Só sei que ando bem, muito bem. E sem medo de cantar aos quatro ventos, porque eu não acredito em tanto poder de coisa ruim, principalmente porque não emano isso pro universo. Não há melhor sensação do que esta de se sentir absolutamente responsável pelo próprio caminho. Se um dia eu acordar achando tudo uma bosta, detestando cada escolha e não me encontrando mais, terei a plena certeza de que é tudo responsabilidade minha. Foram as minhas escolhas, os meus passos, as minhas renúncias, os meus desejos. Nunca fui de dar muita "bola" pra gente que se mete no sonho da gente, principalmente porque sonho é uma das raras coisas que a gente não consegue comprar em loja, e uma vez destruído, dificilmente se recupera, e também vida sem sonhos é muito sem graça. Sempre tentei escutar minha intuição e meu coração pra tomar minhas decisões e optar pelos caminhos e direções.
Sigo na minha. Quietinha, fazendo o que gosto e acredito. Sempre com fé nos seres humanos, até porque tenho muita sorte de atrair os melhores da espécie pra perto de mim. Sempre com fé na boa educação, no caráter firme, na honestidade, na gentileza, na arte, na humildade, na sinceridade, na lealdade, no sorriso, no afeto e no amor. Eu sou um ser humano super brega no fundo, e adoro isso!!! Acho que cada dia vale à pena, e o que acaba ficando são as coisas mais simples mesmo. Não me preocupo em cativar zilhões de pessoas, nem em parecer legal, quem me conhece sabe. Sem querer acabo agregando as pessoas, e levando gente boa ao meu lado por anos e anos, independente a distância. Mas não faço esforço maior que ser educada e simplesmente sincera com meus sentimentos. Se eu gosto eu gosto e pronto, fica estampado no meu ser inteiro. Também nunca me preocupei em gostar de alguém pelo cargo, nome, posição, atributo físico ou ajuda qualquer que pudesse me oferecer. Nem pensar, pessoas pra mim são pra acrescentar coisa que a gente não encontra fácil, são para ensinar e fazer crescer, são pro abraço, pro beijo, pro ombro, pra lembrança boa, pro erro!!! Sou contra aproximações interesseiras, sou contra bajulações, mesmo mesmo!!!
Procuro conseguir minhas conquistas sendo eu mesma e com as ferramentas que possuo, procuro trilhar meu caminho de maneira que não pise em ninguém, que não humilhe ninguém, que não passe por cima de ninguém. Vou em silêncio seguindo o vento, e aos poucos vou alcançando meus objetivos. Não me faço, nem nunca me fiz dos elogios que recebo e recebí, nunca achei que fosse melhor que ninguém, sempre procurei focar em evoluir como pessoa e artista, sem maiores frutices. Aliás, tenho uma preocupação com meu ego imensa, e quando acho que ele dá um infladinha eu vou lá e chicoteio. É uma opção, porque eu detesto ego inflado, acho que não leva a nada.
Sabe outra coisa que eu detesto? Mentira, injustiça, traição, pobreza de espírito!!! Mas também estou longe de ser perfeita. Aliás tenho zilhões de defeitos, essa que é a verdade. Mas aprendi, acho que com minha mãe, que é preciso olhar pro outro, enxergar as pessoas ao redor, e que o mundo não se resume a nós!!! COLETIVIDADE, é tão fácil exercê-la, e podemos fazer a todo o momento.
Ai ai...
Hoje eu queria agradecer eu acho. Às pessoas queridas que fazem parte da minha vida, que me icentivam, dão força, estão comigo independente o momento. Obrigada mesmo. Sei lá, eu acho que não se chega em lugar algum sozinho, e se estou vivendo uma fase assim na vida, tão promissora, devo muito, a muitos!!!

Aqui segue uma cartinha que minha mãe me escreveu quando eu tinha o quê, uns oito anos:

"Marininha,

"Hoje ouço ao longe o grito do amor. Mas perto de mim tenho a coisa mais bela - você Marina, minha paz e felicidade."
Filha sabes que sou e serei sempre a tua melhor amiga, aquela que poderás contar sempre nos bons e maus momentos.
Gostar de ti não significa te dizer sempre sim, fingir que não vejo as coisas erradas, sou tua amiga sim quando também digo "não"e te mostro o certo e o errado.
Sabes que a mãe jamais te mentiu, pois a mentira nos deixa viver num mundo de falsidade.
Procuro sempre te oferecer tudo o que é de melhor: amor, compreensão, educação e carinho.
Espero que continues sendo essa pessoinha maravilhosa que és: amiga, amável, sincera, estudiosa e sobre tudo respeitando todas as pessoas que estão a tua volta.
Filha nunca tenhas medo de falar as coisas que tens dentro de ti, pois sempre terei tempo para ouvir, pois te amo acima de qualquer coisa neste mundo.
Nunca valorize as coisas materiais, em primeiro lugar estão as pessoas e nossos sentimentos.
Não esqueça que acima de nós existe alguém tão maravilhoso que nso criou e nos deu o direito de viver e por isso precisamos acreditar na bondade e no amor.
Filhinha procure sempre viver com amor, bondade, sinceridade e então serás uma pessoa feliz, um ser humano cmpleto.

Te amo muito e há muito tempo

Da amiga e mãe Bárbara
Acredite sempre em mim e te quero muito".

Enfim, a gente se torna muito da educação que recebe. Obrigada mãe, por tudo e principalmente por sempre ter deixado aberto o espaço para a minha individualidade. Assim, cresci crendo na bondade e no amor, e pude fazer minhas próprias escolhas, ter minhas próprias crenças (que não incluem esse ser acima de nós como o dela) e seguir meus próprios caminhos!!!!

Friday, November 21, 2008

...

Não é uma simples separação que me dói, não é o fato de alguém sair da minha vida - e eu sair da vida de alguém. O que me causa um certo eco na alma é perceber que o amor foi embora mesmo, e que já não se guarda mais nem a esperança de um dia revivê-lo - aquele amor -, porque perdeu-se a vontade, e ele virou um amor gasto, sem cor... Aquilo que antes parecia o seu mundo inteiro, virou uma espécie de lembrança que cada vez provoca menos sensações, menos emoções, e por fim menos lembranças. Pra mim é um luto. E a foto segue sem nexo no mural, só pra constar o que um dia foi especial.

A sina de quem ama mais o ato de amar, do que a pessoa amada...seja talvez sofrer por não estar mais sofrendo...

caiu ele?

Então senhor, devia ele mergulhar, saltando toda a distância, sem saber o que vinha logo abaixo - ao longe - ? Podia ser que o salto fosse lindo e lhe causasse imensas euforias, mas podia ser que fosse nervoso e tenso. Podia ser que ao fundo houvesse muita água, que na profundidade infinita nadasse solto, quase voando, e quem sabe fosse tudo muito cristalino em nem precisasse fechar os olhos. Mas podia ser que não, que houvesse pouca água e lhe sangrasse a cabeça.
Impulsivamente pularia, racionalmente não. Se não pulasse os sensatos o aprovariam, os impulsivos não - vice versa. Mas nenhum ser no planeta poderia julgá-lo, porque ninguém sabia de fato o que havia ao fim da queda, cabia a cada um afirmar suas teorias e defender suas teses, mas certeza, ninguém...
Talvez fosse a vida sempre assim, ausente de certezas e presente de fatos, decisões e escolhas. Renúncias por conseqüência, escolhas pelo outro lado. Nem melhor, nem pior, apenas um caminho ou outro, e em ambos poderiam existir coisas boas e ruins, desde que a escolha fosse feita de coração aberto e verdade em mãos. Nada mais se exigia dele, apenas que vivesse de acordo com suas vontades - não seus impulsos ou suas coerências - apenas suas vontades, que poderiam variar entre pular ou não...

ps: ah, só mais um "adendo", é sabido também que sua vontade não deveria ser guiada pelo medo, pelo olhar do outro, e muito menos, mas muito menos, por comparações com experiências anteriores, porque todos ali tinham conhecimento de que cada pulo constituia-se numa experiência diferente da outra, repleta de particularidades e características infinitas e fora do eixo das repetições. Como crédito de novela: "a semelhança com fatos reais é mera coicidência"...assim também as repetições, nesse caso, seriam obras do puro e total - as vezes maldito - acaso!!!!

Tuesday, November 18, 2008

mudando...

No começo mudanças parecem muito difíceis. Antes do começo até acho que parecem mais difíceis ainda. Chegar num lugar novo, com gente nova, novos desafios é nada fácil. E a saudade, e o vazio, e o medo de deixar pra trás aquilo que se havia construído - uma certa reputação, um certo caminho profissional, certos amigos, certa família, certas lembranças.
No início a qualquer momento parece que a gente vai fraquejar e voltar correndo, sedento pelo abraço e pelo olhar já conhecido. Quantas vezes pensei nisso, chorando no quarto lembrando o tempo remoto...Hoje parei pra pensar quanta coisa eu teria perdido se não tivesse vindo parar onde estou, ou se tivesse cedido aos primeiros soluços. Quanta gente eu não teria conhecido, gente que hoje já começa a ser indispensável na vida. Quanta coisa eu não teria feito e experiências novas eu não teria vivido.
A gente larga toda uma carga de vida num lugar, coloca os pés noutro sem nada construído, e passado poucos meses você já tem toda uma nova carga. E o mais interessante é que o que ficou pra trás, só ficou geograficamente falando, porque vem junto com a gente, a reputação, o caminho profissional, os amigos, a família, as lembranças...tudo fazendo parte do que a gente é.
Hoje eu já penso na saudade que eu vou sentir dos daqui quando eu for pra lá tirar umas férias, e quando eu estou aqui sinto falta dos que ficaram lá, no fim a saudade só aumenta, e isso é bom demais.
Ando conhecendo gente muito bacana, no começo eu achava que isso era impossível - maldito fechamento que a gente se impõem às vezes. Ando cada vez mais gostando de morar nessa cidade maluca com todos os seus defeitos, alagamentos, assaltos...mas também todas as suas qualidades, a leveza das pessoas que andam nas ruas, a beleza, o sol, os sorrisos, o colorido, a mistura maluca de gente diferente... Aqui eu tenho encontrado um pouco mais a mim mesma, de uma maneira diferente. Aqui eu tenho mergulhado mais no meu caminho, descoberto que o mundo tá cheio de pessoa do bem e graças ao universo eu tenho a sorte de atraí-las. Aqui eu tenho sido mais leve!!!
Hoje eu não sei mais viver noutro lugar, não sei mais viver sem agregar aos meus outros queridos, os queridos que encontrei aqui, não sei mais não fazer a arte que faço aqui, não me imagino mais como a Marina que eu fui.
A gente resiste tanto às mudanças, e no fim a gente esquece que a vida é feita de não saber como será o amanhã. Então porque tanto medo de mudar, se tudo já muda mesmo?

"É preciso mudar muito para ser sempre o mesmo"
E não é?


*texto ruim. mas vá lá.

Friday, November 14, 2008

"passa tudo"!!!

Não sei se eu tenho a síndrome do "vamos pegar o caminho mais difícil" ou o quê, mas sei que sempre me vejo apegada na pedra da montanha mais íngrime, a um fio de me estabacar no chão. Pior que aparento ser uma pessoinha que programa bem as ações e planeja cada passo, mas no fim, eu sou uma impulsiva maluca que se joga naquilo que o coração ou a intuição manda. Lá vai a Marina pra mais uma empreitada que ela podia muito bem viver sem. E podia mesmo? Já não sei mais até que ponto eu escolho ou acabo sendo vítima das minhas escolhas. Já não sei mais até que ponto minha intuição me salva ou me liberta.
É como se o "cara" [pivete estúpido, cuja alma foi roubada pela vida, ou sabe-se lá pelo quê] tivesse me levado muito mais do que levou [as coisas a gente compra de novo e dinheiro vem, às vezes às duras penas, mas vem...]. Saí dalí meio vazia por inteiro. Vazia de sensação que prestasse pra alguma coisa. Vazia mesmo. Saí pensando pra qual caminho meus pés seguiam. Que tipo de música estava tocando ultimamente. Qual era o ritmo do coração. O que de fato andava valendo à pena. Saí pensando na minha verdade. E pensei em um monte de mentiras.
Saí dali cheia de dúvidas, inquietações, trsitezas, lamentos. O mundo anda como? E o que eu faço por ele? Ou o que eu ando fazendo pelo meu mundo? To me sentindo polvo com várias mãos, mas sem agarrar nada. O que adianta saber fazer uma porção de coisas e insistir numa mesma? Ou não saber o que fazer com as outras? O que adianta ter tanto amor no coração se eu insisto em ser meio consumida por uma meia dúzia desses que arrasam a vida? O que adianta se aventurar, pra depois entrar numa onda de marasmo que pela madrugada me irrita [assim sem vírgula mesmo].
Daqui um ano, por onde meus pés andarão? E o que de bacana eu terei feito na vida? Aliás, o que de bacana fiz até agora? O que eu construí de fato? O que eu pretendo de mim? Às vezes essas coisa de seguir rumo ao vento me deixa confusa.
Eu sempre quis fazer grandes feitos, viver grandes amores, conhecer grandes lugares. Eu tenho mania de grande. Mas eu gosto muito do pequeno também, e muitas coisas significativas na minha vida vieram de coisas quase invisíveis... Mas eu penso que ando muito confusa, em todos os setores, eu penso que o chão tá meio espumoso. Parece que achei uma grande droga e viajei nela sem parar - o efeito não passa.
"O que tem pra perder aí? O que tem pra perder aí?" Não sei "amigo", vai depender do que realmente importa pra mim e pra você. Talvez pra você eu tenha pra perder uns vinte contos, um celular, um mp3 e mais alguma ou outra coisa bagaceira que lhe seja útil, pra depois você ir comprar a sua droga, de efeito mais rápido que a minha. Mas o que eu tenho pra perder? Bom, uns amigos bons e raros, uma família, uma dignidade, uns princípios, uma meia dúzia de sonhos, e uma alma. Quer levar?
Até que ele foi educado porque ele perguntou o que eu tinha pra perder, e também ele chegou já dizendo ao que vinha: "passa TUDO". E quem leva tudo sem nem avisar? Quem leva a paz de espírito? O amor? O coração todo rasgado? Quem leva o ar que a gente respira? Já me levaram isso algumas vezes, talvez porque eu tenha "marcado toca", e andado de noite distraída. Mas se tivessem me avisado, como ele, talvez eu tivesse preferido não passar tudo - assim como fiz com ele - e tivesse me dado o privilégio de entregar somente o que eu achava que não fosse me causar muitos problemas depois.
E quando eu não ando distraída, eu ando embebida da tal droga que me invade, e me faz abrir todas as portas fechadas, querendo curiosamente saber o que se esconde em cada uma delas. Já não tinham tantas portas abertas Marina? Pra que mais uma? E vai dar conta de administrar todas? Já te disseram que você pensa demais? E agora? Ando distraída ou ando olhando tudo curiosamente? E se me pedirem de novo: "passa tudo"!!! E se não pedirem??????

Que que tu tem pra perder ai??? Hein???

Wednesday, November 12, 2008

clarice, sempre clarice...

Berna, 2 de janeiro de 1947

Querida,

Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso — nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades — depois disso fica-se um pouco um trapo.

Eu queria tanto, tanto estar junto de você e conversar e contar experiências minhas e de outros. Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Eu mesma não queria contar a você como estou agora, porque achei inútil. Pretendia apenas lhe contar o meu novo caráter, ou falta de caráter, um mês antes de irmos para o Brasil, para você estar prevenida. Mas espero de tal forma que no navio ou avião que nos leva de volta eu me transforme instantaneamente na antiga que eu era, que talvez nem fosse necessário contar. Querida, quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu… em que pese a dura comparação… Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões — cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante. Espero que no navio que me leve de volta, só a idéia de ver você e de retomar um pouco minha vida — que não era maravilhosa mas era uma vida — eu me transforme inteiramente.

Uma amiga, um dia, encheu-se de coragem, como ela disse, e me perguntou: "Você era muito diferente, não era?" Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora se disse: ou esta calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinqüenta anos. Tudo isso você não vai ver nem sentir, queira Deus. Não haveria necessidade de lhe dizer, então. Mas não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você — respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você — pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita — não copie uma pessoa ideal, copie você mesma — é esse o único meio de viver.

Juro por Deus que se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia — será punida e irá para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não será punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Espero em Deus que você acredite em mim. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Isso seria uma lição para mim. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade de alma.

Tua

Clarice




*então, a menina, que sempre preferiu se jogar e dar com a cabeça na pedra, do que permanecer a salvo, hoje descobriu quem nunca tinha se jogado de tão alto como nos últimos tempos...e assim, hoje, ela é mais leve, mais faceira e mais borboleta que ontem...

Saturday, November 08, 2008

são só palavras

não faça bem mas que também não faça mal...

to com vontade de escrever, mas não tenho nada pra dizer, assim, propriamente dito. já disse muita coisa por aqui...ou pelo menos tentei. eu tenho essa mania de escrever, que eu não sei até que ponto me encurrala ou me liberta. eu me irrito às vezes - anarquista sempre - com essa mania que o povo tem de transformar tudo em dinheiro. talvez eu não sirva pra esse mundo que vivo, mas eu não curto muito essa nóia não. "marina mas você escreve tão bem, profissionalize isso", "marina você tem tudo pra dirigir muito bem", "criatura ai como fotografa, investe"...caraca, não dá pra me deixar ser aqui a atriz que eu sou levando junto todo esse resto que me acompanha? como a clarice bem dizia, pra que dar nome? e eu não pretendo mesmo ganhar dinheiro escrevendo. porque aí eu ganhava dinheiro mas perdia a minha terapia constante, aliás, a única que me limpa a alma de verdade. sempre escreví, e sempre ficaram visando futuros em cima disso. mas a louca da marina resolveu ser atriz, gostar da coisa e acreditar, o que era pior. a louca da marina se lançou numa faculdade de teatro. a louca da marina que podia ter sido médica, dentista, advogada, ou qualquer outra coisa, virou uma maluca assumida. graças a deus. deus? enfim...e nessa corda bamba de não ter dinheiro hoje pra ter amanhã, de não saber como se acorda no dia seguinte, de fatigar numa semana e ociar na outra...enfim...essa corda bamba que é o real equilíbrio da minha vida...talvez o único. conhecí muita gente por aí. e carrego muitos comigo. gente boa. e passei a escrever mais. mas se me perguntarem onde esse caminho vai me levar...eu respondo perguntando: e precisa levar pra algum lugar? já não é um caminho? maldita mania do amanhã, maldita mania do resultado..e o processo, e o hoje...AGORA!!! não sou a melhor pessoa pra isso, mas confesso, se já dá pra notar uma diferença na marina que deixou a ilhota perdida, essa diferença é a leveza adquirida por viver mais agora que amanhã. o instante é quase lá...mas quase, vira o que não foi, não é...enfim...ouvi los hermanos demais hoje, e senti na alma o quanto a vida pode ser, de fato, bem vivida, se a gente não liga tanto pra fora. mas aí cinco minutos depois eu já andava pensando que precisa arrumar um jeito de ter estabilidade. estabilidade? mas não é justamente isso que eu detesto? vai saber...essa música da roberta (cicatrizes) me transporta pra um passado remoto, de maneira tão verdadeira, que posso sentir tudo outra vez...e pra quê? não sei...algumas coisas na minha vida eu desisti de entender. são. ponto. e se nem tudo é perfeito, eu que não carrego mais aquela saudade agoniante (até porque em breve revejo o povo), carrego aquela saudade constante, que em alguns minutos consome. talvez não derrame tantas lágrimas quanto antes, mas sinto cada ausência, nos bons e nos maus momentos, e penso que naquele refrão faltou quem gritasse junto comigo...


*um texto meio estranho, mas vá lá...






nada sei...

aqui

mais tarde

ontem passou na tv


oi?

nós

eu

onde foram?

não sei no silêncio
a música tocava e passava um vento


pegaram a minha mão
levaram pra perto
longe
ao certo
vem aqui logo
sai
agora eu que não sei de mais nada
só sei que nada sei, já diria o filósofo....

Thursday, November 06, 2008

possibilidades

a possibilidade de uma paixão. tema de peça de teatro. me fez pensar...

olha só, já parou pra pensar quantos encontros, ou melhor quase encontros, te escaparam na vida? aquelas pessoas que às vezes, só numa olhada, pareciam te rpotencial pra ser o amor da sua vida. mas são tantos motivos pra seguir em frente e deixar pra próxima. ou porque o coração já pertence a outro. ou porque há algo mais importante para se fazer. ou por falta de coragem. ou por se estar desligado. ou, ou, ou...e nessa imensidão de ou's a gente talvez deixe de viver absurdamente várias experiências. é mas tudo não dá pra viver mesmo...

mas não era sobre isso que eu queria falar ou escrever. mas a possibilidade da paixão. ou a própria paixão. que mexe com cada fio de cabelo e com cada canto da alma. viver desapaixonado é muito morno. e a tendência é mesmo a anestesia...o povo não vai sentir mais nada. mas e quando a gente sente e não sabe o que fazer. e sente mesmo? e quando o melhor da paixão é só ficar no talvez, ou no e se tivesse sido????

muitas dúvidas...

Wednesday, November 05, 2008

tempo tempo

tudo tem sua hora, mas a vida, no entanto, não se trata de uma espera passiva...talvez esteja mais para uma seqüência de ações pacientes...vezes planejadas, outras nem tanto...mas o certo é que alguns momentos são evidentemente mais certos que outros, e entra em hamornia quem souber captá-los a tempo...

isso nunca fez tanto sentindo na minha vida quanto agora...o tempo...sábio tempo...e sabidos nós quando conseguimos trabalhar a favor dele...