Wednesday, September 03, 2008

ritual

Ando revendo meus conceitos aqui nessa cidade maravilhosamente cheia de novidades. Sempre achei essa coisa de ritual um pé no saco. Ritual pra quem casa, ritual pra quem morre, ritual pra "enterrar" alguém, ritual do fim do namoro, ritual do blá blá blá...
Mas hoje eu vivenciei o ritual de uma morte antiga, que ainda não havia sido oficializada. E vou dizer que essa coisa de oficializar funciona mesmo, parece que reafirma, sublinha, pinta de roxo o fim de algo que já não é mais.

"Quando cansei de amar e esperar por você"






"Uma, qualquer uma que pelo menos dure enquanto é carnaval"...


"Eu sambo mesmo, eu sambo sim"




Meu ritual foi regado à música, cor, gente bonita. Regado a palavras e tons que antes me despertavam confusões, sentimentos estranho, palpitações no bendito coração, e hoje só tiveram o significado do momento presente - ali e agora. É claro que me lembraram rostos queridos, momentos queridos, histórias queridas, mas foi o ritual simbólico que faltou, no dia que eu enterrei o resto de amor mal cultivado que havia em mim.


Feita a oficialização, já podemos preparar o novo ritual que vai oficializar a porta nova que anda se abrindo, o riso novo que anda rasgando a boca, o embalo novo que anda fazendo o sono ser mais leve: "Vem meu novo amorrrrr vou deixar a porta aberta"...


Canta Roberta, canta...que eu sigo, com possíveis futuras borboletas na boca...do estômago!!

Amém.

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