Saturday, May 10, 2008

"ADULTICE""

Essa vida de adulto...
Quando a gente acha que já entrou firme nela, vem algo novo e lembra que é só o começo. Na pré-adolescência - da minha época - ter documentos na carteira, e um cartão - mesmo que fosse o da poupança com 10 pila na conta - já dava uma ilusão de "adultice" que enchia a alma de orgulho.
Bom, depois vem a faculdade e todas as responsabilidades, o primeiro trabalho, o primeiro salário, as festas, aprender a dirigir, os amores, a organização do tempo, as viagens, e toda aquela tralheira que a universidade revela, pronto somos adultos então!!!
A gente já paga conta, a gente já presta atenção nos preços, a gente já faz todas as escolhas, mas a gente ainda grita pra mãe quando a coisa aperta, e muitos da gente ainda moram com ela, ou voltaram a morar. Adultos?! Ai meu senhor...
To começando a descobrir que vem muito mais pela frente. O que mais me apavora é o tal do imposto de renda, mas esse ainda não faz parte do meu pacote porque não tenho riquezas o suficiente para declarar. Mas tem o tal do aluguel, as tais das contas, tarifas, o telefone maldiiiito, a internet - sustentar vícios custa caro - a decisão entre comprar uma super bota fina, ou aquela máquina fotográfica que se sonha há anos, ou equipar seu novo apartamento com coisas que antes você nem botava a mão, tipo a máquina de lavar, o fogão de quatro bocas e a geladeira super moderninha.
Daí as nossas escolhas de adulto nos levam a lidar com as consequências. E a gente muda pra longe, e encaixota tudo, e decide o que vai e o que fica - tudo tão importante. E lida com a saudade, com a vida nova, com a casa só sua, com a busca pelo emprego e pela carreira. As amizades. Os amores...
O manhêeeeeeee, traz minha "dedeira"!!!

Brincadeira, na real, faz bem essa coisa de virar adulto, sem necessariamente virar um chato. É muito bom perceber que as linhas são tênues, e que a gente não vira outra pessoa. Melhor ainda perceber que se está virando o que se queria virar. Que os planos estão se cumprindo, que os caminhos estão sendo trilhados, que as dificuldades são ultrapassadas, e que a gente vai se tornando até melhor do que imaginava, mais capaz, mais sereno, mantendo a alegria de criança, com o otimismo guerreiro de adulto. Eu to gostando dessa brincadeira. Fazer a própria história dá prazer, e construir uma vida cheia de estórias garante o que contar pros netos depois!!!!

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