Saturday, March 29, 2008

...

Pra te Lembrar

Composição: Nei Lisboa

"Que é que eu vou fazer pra te esquecer?
Sempre que já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar...

Que é que eu vou fazer pra te deixar?
Sempre que eu apresso o passo, passas por mim
E um silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar

Que é que eu vou fazer pra te lembrar?
Como tantos que eu conheço e esqueço de amar
Em que espelho teu, sou eu que vou estar?
A te ver sorrindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar..."

(...)

Esse meio termo entre frio e calor me relembra alguns momentos intensamente românticos que já vivi. Não só românticos no sentido duplinha, mas no sentido geral. Muitas memórias de bons tempos vêm à tona, quando bate essa brisa que gela o pé, mas aquece a alma.

A moça sentiu vontade de se apaixonar...

Sinal de coração livre...


ai essa música é toda Porto Alegre...me lembra tanto...saudades!!!!

Saturday, March 22, 2008

Que mundo.

O que anda acontecendo com essa gente?

Nossa, não sei se estou virando paranóica - devido ao contexto - mas as pessoas andam muito descompassadas. Eu tenho pavor toda hora que o ônibus pára no terminal - saudades do meu carro - porque a raça mal espera você sair e já vai entrando, parecem boiada sendo tocada pelos peões, só que nesse caso acho que os bois são mais ordeiros e cuidadosos uns com os outros. Em datas comemorativas então nem se fala. Pouco importa a dignidade ou relevância da mesma, a galera fecha a cara, briga na fila, se estressa à toa, e inclusive, agride a fulaninha que demorar demais no caixa eletrônico - fato ocorrido e registrado hoje, no supermercado!!!
Eu tenho medo. Acho maior hipocrisia esse mesmo povo parar na frente da TV, e ficar indignado com o fato de uma menina ser torturada pela mãe adotiva, ou com a bala perdida que deixou alguém sem movimento. Hipocrisia porque essa gente dissemina violência por aí, em filas de bancos, em supermercados lotados, e caras feias, em falta de agradecimento, esquecendo de pedr licença, achando que é único no mundo, e que só sua vida tem importância.
Foda-se se você está atrasado e precisa passar rápido suas compras, aguarde seu lugar na fila - aliás odeio fila, não tem coisa mais selvagem e desordeira que fila. Foda-se se você quer ir até seu destino sentado no ônibus, para isso vale empurrar todo mundo? Pra isso vale derrubar alguém?
O que eu posso esperar de alguém que passa por cima de alguém pra sentar num mísero lugar de ônibus? Que esse mesmo alguém pode até matar por coisa maior...
Eu detesto hipocrisia. Detesto quem julga, quem se ofende, quem se indigna com certos atos alheios, e partica em sua vida coisas parecidas. Claro que tirar a vida de alguém é muito diferente de fazer cara feia numa fila, ou esbarrar em alguém no ônibus, mas o princípio é o mesmo: não enxergar o outro. Quem mata não se toca que não tem o direito de tirar a vida de ninguém, não se toca que muita gente vai ser atingida por seu ato, não se toca que o outro vem do mesmo lugar que ele - e inclusive vai pro mesmo lugar. Quem esbarra no ônibus, não pára pra pensar que de repente, o fulaninho ali trabalhou muito mais que você, ou que a fulaninha ali, vai chegar em casa e ter que cuidar da filha doente, mesmo que cansada. Quem faz cara feia em fila, não se dá conta que não está sozinho ali - caso contrário não seria fila -, não se dá conta que todo mundo tem motivos pra fizar de mau humor, mas nem todo mundo fica.
Não é sempre que a gente amplia o zoom, e tira o foco do próprio umbigo, mas tem gente que não faz isso nunca. Detesto gente assim, cada vez mais. Detesto quem pensa só em sí. No seu cansaço, no trabalho que vai ter, na função que vai ser, no stress que vai enfrentar. Antes de pensar isso, este tipo de gente deveria olhar pro OUTRO, pensar no OUTRO, e refletir sobre si mesmo. Esse tipo de gente deveria olhar pra trás e ver se nunca precisou de alguém - besteira, todo mundo precisa - , se nunca necessitou da mesma ajuda que nega agora, se nunca sentiu o mesmo que o outro reclama.
To meio cansada desse mundo de bolhas. De gente obsecada por si mesma. De gente que cultua a beleza, o dinheiro, a porra da posição, a babaquice do ego, e não se toca que nada disso engrandece, nada disso proporciona felicidade, nada disso faz evoluir.
As pessoas mais ditas perfeitas, sempre foram as que mais me decepcionaram. Detesto quem se acha muito bom, detesto quem só aponta o erro do outro e mascara o seu. Detesto gente arrogante, pseudo intelectual, metida à besta. Detesto gente recalcada - nada pior que pobre recalcado. Detesto inveja, mentira, falsidade, injustiça, hipocrisia...
Onde esse mundo vai parar? Até quando o povo vai ficar pregando fé, se assutando diante da TV, mal dizendo os políticos corruptos, se apavorando com a maldade humana, e fazendo o mesmo - em maior ou menor grau - em seu dia a dia???????????????

Chega uma hora, que a gente cansa de fingir que todo mundo é bacana, principalmente quando alguém carimba na nossa testa que nunca foi!!!!!!!!!!


Acordando pra vida, porém, sem amarguras e sem deixar o otimismo de lado, porque eu odeio mais ainda dar poder pra gente desse tipo!!!!!

Friday, March 21, 2008

uma cambalhota e meia

Então que eu não sei. Não sei ao certo pra quem eu estou escrevendo, só sei que escrevo, assim, por sorte de desencantar. Queira o universo que eu desencante em cada palavra, e que o mundo se coloque novamente num giro compassado, de forma que eu dê conta. Você aí me escuta? Se escuta por favor responda...

Mas ele calava. É ele ou é você???? E porque raios o coração vem com defeito? E porque eu estou dizendo isso agora? Mas eu nem sei quem vai ler. Aquele. Ele. Você. Nós. Os passeios noturnos são agradáveis, porém confusos. A cabeça da moça que já é toda em voltas, resolve girar em cambalhotas, e tudo parece espetáculo. Tem lado bom, mas tem lado ruim. Em espetáculo exposto, porém aplaudido. Não sei se o risco da queda vale. Mas não sei se há queda neste risco. O risco. Os olhos que parecem cada vez mais revelar algo que a moça não consegue captar. Porque tão aparentemente insensível ela se tornara logo agora?! A moça que só pensa em sair dançando pela rua molhada, abre a porta e nega o beijo. Sai. Sai como quem sai pro samba de amanhã mais tarde. O samba vazio de gente, mas cheio de amor. Ah o amor. Quem dera o fosse um bicho solto, desses que escorrega vez ou outra e não pede passagem, nem satisfação. Mas quem ama pede. Desfaz o encanto. Mas o que quero dizer exatamente?

Não sei. Só sei que o sol se vê em horizonte. E que o vento ruma para um lugar bonito de viver. E que isso lá se tem certeza. Da moça. Mas de resto, só restam dúvidas, e algumas incertezas puras. Peço então que leia. Mas com muita calma estas que lhe escrevo. Embora ainda não saiba ao certo de que você eu falo. Mas sei que lês, que escutas e que pensas. De alguma forma. Então ajuda a moça. Em algum sopro de ilusão. Abranda o coração e faz sorrir uma calmaria. Não importa se é fugaz, se é enlouquecedor, se é raso ou profundo. Não interessa se vem na forma do furacão, só basta que esteja a porta aberta, entre o que tiver que entrar.

(...)

Mas a vitrola emperrou na música da ontem. Que droga. Liga-se o rádio meu bem. Vinho tinto por favor. Não atende o telefone não. Fica aqui, entre a gente.

(...)

Então, ontem foi amanhã. E amanhã talvez seja hoje.

(...)

Não quisera saber...

Tuesday, March 11, 2008

Ultimamente eu tenho sentido os degraus firmes nos meus pés. Pisando em chão sólido, e mesmo que nublado às vezes, tendo a certeza de que existe algo ali noutro lado - e também pelo caminho. Intuitivamente fui destruindo alguns degraus, e resconstruindo outros, ao longo do tempo, e acabei indo mais na direção desejada. Hoje eu sei que o tempo deve ser utilizado ao meu favor, de maneira que eu domino ele, e jamais o contrário. E é com tempo que a gente constrói esses degraus sólidos, firmes, que levam a algum lugar de fato.
Maturidade?
Sei lá...

Friday, March 07, 2008

ARMÁRIO

A moça resolveu fazer um balanço das sua relações. [pausa para uma filosofia de boteco: às vezes a vida é que nem armário, ou faz uma limpeza, ou acumula pó!!!!]. Então a moça reslveu fazer uma limpeza. Mas claro que na vida não é tão fácil que nem no ármario - é se bem que no caso do armário depende do desapego de cada um. Geralmente o que leva à limpeza do ármario é uma mudança de estação, uma simples falta de espaço ou uma síndrome repentina de Madre Tereza de Calcutá. Já na vida, geralmente, o que designa uma limpeza, são frustrações, desilusões, decepções, e vários ões...
Pode até ter uma ou outra excessão, se você está num momento extramamente espiritualizado e resolve, assim, sem maiores motivos, fazer uma reflexão a respeito dos que o cercam. Ou então a limpeza se dá automaticamente, sem que você precise pensar, assim, pelo simples fato de que algumas pessoas deixam de significar algo. A limpeza mais difícil, portanto, continua sendo a movida pelos ões!!!!
Ao mesmo tempo que é a mais difícil, é também a mais definitiva. A moçca, pelo menos, não costma devolver gente pro seu armário, principalmente quando o motivo da retirada é registrado sob o protocolo da mágoa. Às vezes gente do mau faz a vida ficar mais emocionante - já diria a teoria do drama, onde o conflito é necessário - mas quando essa gente do mau aparece disfarçado de um amigo aí o bicho pega.
Amigo não daqueles de pouca data, de festa, de vez em quando, amigo daqueles de muito tempo, que você julga conhecer, e jura que te conhece, amigo daqueles que já viu, ouviu, e viveu tanta coisa com você, que parece pouco provável um dia deixar cair a máscara - mas pode acontecer!!! A moça pensa então que esse tipo de evento, acontece na vida pra lembrar que nada é definitivamente. Que o pra sempre sempre acaba como diria a canção, e que surpresas vêm de todos os lados - boas e ruins. Mas a moça pensa também que esse tipo de evento acontece pra ressaltar os poucos e bons - pouquíssimos, melhor dizendo - amigos verdadeiros que se faz por aí.

E TENHO DITO!!!!!
JÁ VAI TARDE Ô ROUPA VELHA!!!!!

Tuesday, March 04, 2008

em terras estranhas

.em terras estranhas a gente nunca sabe bem como agir....e se deixa levar por conselhos, mapas, dicionários, leituras...tudo tão superficial às vezes. em terras estranhas a gente sente dificuldade em encontrar um porto seguro, e ser a gente, do jeito que a gente é. em terras estranhas, a gente tem vontade de voltar pra casa. existem terras estranhas que nos obrigam. existem terras estranhas que nos conquistam. existem terras estranhas que nós conquistamos. existem terras estranhas dentro de nós mesmos. existem terras estranhas nos sentimentos. existem terras estranhas nos outros. nós somos terras estranhas. o outro é terra estranha. desbravamos (nos) ? abandonamos (nos) ? o que fazemos em terras estranhas? aprendemos uma outra língua, e nos tornamos, nós também estranhos?