Wednesday, February 13, 2008

foi um rio que passou em minha vida...

Estranho, muito estranho. Ultimamente tenho achado tudo muito estranho. O meu mundo ganhou uma repaginada - inesperada - absurdamente tranformadora em menos de dois meses, e muitas coisas mudaram por aqui. Eu me assusto. Principalmente com o fato de perceber o quanto eu gosto de alimentar coisas que não são tão importantes, e dar tamanho pra pessoas que não estão no tempo de crescer pra mim - ou não encontram espaço nesse meu mundo estranho.
Me assusta perceber como algo que me era tão importante, virou pó, virou página amarela de livro que não se quer reler, virou lembrança vaga. Estranho, muito estranho. A cadeira perto da janela - quem acompanha essa naba já vai lembrar dela - está vazia, ou melhor, talvez até tenha sido ocupada novamente, de uma forma estranhíssima. Tem coisas que acontecem e a gente definitivamente não consegue explicar!!!
Acho que só oxigênio é, de fato, imprescindível e insubstituível. Acho que só sem ar a gente morre mesmo. A falta de ar forjada pelo coração, assusta, mas não mata, e depois nem deixa vestígios. E de repente o rosto gasto na foto, vira mais um rosto que um dia fez parte da sua vida, um dia disparou seu coração, um dia lhe fez voar, e hoje não causa absolutamente mais nada. E você descobre que o rosto gasto de verdade, nunca é gasto realmente, nunca lhe faz voar pra tão longe, nunca lhe faz ferver a alma, mas está sempre ao seu lado, e surge na calmaria do mar...e no momento que você até tem medo ainda, mas já não tem mais audácia de fugir...

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