Friday, January 25, 2008

a chegada...

Pequeno o quarto. Aconchegante. Uma luz ambiente. Precisaria comprar um varal. O colchão era meia boca. Em dias de chuva talvez chovesse dentro. O teto era meio mofado, mas com sorte o dinheiro daria para a pintura. Depois de tanto medo, estava diante de suas decisões. Cheio de ansiedade, sem saber se havia feito o certo. ...Só saberia depois...
Que sorte. Tinha um tapeta, que não sabia se estava esquecido, ou se era presente do antigo morador. Era todo vermelho vivo, com pontas de pedras cintilantes, chegava perto do brega, mas fugia dele, portanto, era cheio de realidade viva. O sofá era a única coisa nova que havia se dado o luxo de comprar...comprou um lindo sofá verde. Queria-o desde sempre.
Sentou-se. Leu a carta que trazia em mãos na longa viagem. Releu.

Sorte sua ter tabém de quem sentir saudades.

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