Saturday, July 14, 2007

(2)

estranho não conseguir escrever os sentimentos - pra mim pelo menos é - .
o coração tá se vendo no meio de um turbilhão embaraçoso. eis que me ví mulher, assim, de repente. numa situação inisitada, eu ví que crescí, e que andava de forma ridícula, tentando preservar as crises e as bobices de uma garotinha medrosa - por puro medo de me ver mulher. é duro isso de crescer. mais duro ainda porque você já não admira mais o qua antes lhe parecia perfeito. decepção? talvez seja uma palavra forte demais. prefiro usar a tal da "descoberta"... eu descobri que talvez os caminhos não sejam esses...
já não dá mais pra exigir então o que estava exigindo antes. já não dá mais tempo para as mesmas expectativas. eu queria ser pipa ou balão agora, pra poder voar. queria os devaneios de uma paixão tórrida...sim, elas me comovem, me mantém em turbilhão, me elevam ao nível do desespero bom. Acho que também quero um amor seguro, dá pra reunir os dois numa só pessoa?! quero alguém sem medo de compartilhar, alguém que possa segurar na minha mão, e que mesmo sentindo todos os medos que eu, ainda assim, escolha trilhar esse caminho louco de ser dois. dois. (2). é difícil. eita coração cmplicadinho. eita vida. eita. gostar deveria bastar. mas não basta. a gente quer compartilhar. a gente precisa de mais. a gente quer segurança, mesmo que não possa dar muita. a gente quer alguém que nos suporte. alguém com um bocado de alma. alguém que não seja totalmente superficial, mas que também não aprofunde tanto quanto a gente. mas no fundo a gente quer é amor. desses bem clichês. desses bem melosos. é a porção mulherzinha aflorando. sempre aflora. que vontade de abraçar e sentir calafrios. que vontade de olhar no outro olhar e sentir o caminho visto ao longe. que vontade de alguém que não perca o entusiasmo depois da conquista. o povo gosta mesmo é de jogo, é de flertar, é de galantear..cansei disso. quero alguém que consiga manter o frescor do início por mais tempo. alguém que não seja bacaninha só enquanto tá no perigo de perder - até porque esse perigo é eminente pra sempre. não sei...eu devo ser demais ventania, dessas que passa, modifica e vai embora. acho mesmo que ocasiono tempestades...nem sempre é bom. vamos crescer para ser passarinho como diria o Manoel de Barros. e quem sabe passarinhos, nós consigamos entender o porque de tanto medo de voar!!!

dois. (2).

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