Tuesday, July 24, 2007

você...

se eu pudesse eu te fazia ver, sentir, perceber, ter certeza, do quanto eu estou aqui, com você, pro que der e vier...
nunca encontrei assim...um jeito tão querido de compartilhar, nunca tive vontade de estar junto ao longe, de planos, de olhar horizontes junto...nunca pensei em estar com alguém, com tanta força. se eu pudesse, eu te pegava pela mão e te fazia ver que o mundo é bonito demais, que a vida é movimento, que tudo tem jeito, que defnitivo só a morte - e que mesmo pra ela, deram um jeito de arrumar subterfúgios.
ah se eu te pudesse. se pudesse retirar de você essa confusão tamanha. esse sentimento que não faz bem pra alma. se eu pudesse eu faria você leve. eu faria você sorrir. eu te mostrava que o futuro se faz com astúcia, calma, serenidade, decisões, escolhas, parcerias, com desapegos, enfim... mas eu que sei disso hoje, só sei porque um dia também fui pura confusão, fui tristeza, fui sem chão, sem nada... eu um dia também andei perdida pela rua, sem saber quem eu era. hoje eu sei, mas foi à duras penas, e só eu mesma pude fazer isso por mim. reconheço hoje, as pessoas que também tiveram a mesma vontade que eu tenho de te ajudar, vejo quem queria num abraço levar tudo isso embora de mim...algumas destas ficaram pra sempre, até hoje. estão aqui compartilhando dos momentos bons que tenho vivido. outras eu perdí no tempo da indecisão, da espera, das sentimentos estranhos...perdí pra vida!!! faz parte.
espero que eu consiga ser pra você, daqueles seres que sobrevivem as ondas altas e turbulentas, e que no fim, a gente sente na praia e curta o sol, com água de côco!!!

Friday, July 20, 2007

na palavra ombro.

é naquele lugarzinho do ombro que encontro um pouco de paz no meio dessa confusão do mundo. ao mesmo tempo é alí que eu encontro a negação de muitas teorias minhas. teorias feministas e moderninhas, que na real servem bem pra quando a gente só tem mesmo o travesseiro.
os ombros foram feitos pra recolher. as pessoas. secar as lágrimas. repousar as confusões. diminuir a confusões. reconfortar os corações. alí, na cruvinha sombria do ombro. de alguém que passa ao seu redor. de vários amores queridos.
ombro de mãe daqueles que repousam nosso sono de infância. que apaziguam nossas lágrimas pelo joelho ralado. que amparam nossas dores adultas. que nos transportam novamente pro mundo da nossa fantasia de gente pequena. ombro de irmão que faz a gente se sentir em casa sempre, independente o lugar. que traz à tona as rivalidades. que às vezes serve pra dar umas ombradas que dóem. mas que na maioria das vezes nos fazem sorrir por poder ter alguém, talvez o único alguém que você em cinco minutos pode dizer que odeia e logo em seguida morrer de amor, sem perder a credibilidade. ombro de amigo. daqueles cheio de histórias pra contar. aquele que nos carrega meio bambos pelas ruas. aquele da lágrima secreta. aquele do apoio total. e às vezes dos chacoalhões necessários. ombro do silêncio amigo, já diria o nome. ombro de namorado. há, esse parece feito pra nossa cabeça em tamanha exatidão que assusta. a maioria persegue sem parar o dia do encontro com o ombrinho perfeito. pra colocar a cabeça e sentir tudo aquilo que se sente. o lugar onde se pode repousar de uma só vez, os pensamentos, o coração, a alma e o carinho. ombro de alguém que encontrou a gente. ombro perfeito.
deve ser por isso que a gente passa perfume no pescoço. só pra chegar no ombro. e então fazer mais aconchegante esse lugarzinho especial. o ombro é no fundo o pedaço mais imoprtante da gente. nele se carrega a carga da mochila que muitas vezes leva a liberdade na estrada. nele que se carrega o peso das coisas chatas da vida. nele que se carrega os sentimentos. - viu, um pouco mais acima do coração - .

alegriaaa...

Eu sou feliz!!! Durante algum tempo em minha vida eu vestí a máscara dos que sofrem, e têm crises complexas, vestí a máscara do olhar triste, não sei se eu achava que isso combinava mais com a artista intelecualóide que eu etsava virando, ou se eu achava que gente feliz era prática de mais, bem resolvida demais, otimista demais, infinita demais, enfim feliz...
O estar bem torna a gente infinito, já reparou? É. Você quando está feliz, bem e tal, cai igual, leva pancadas da vida na mesma intensidade, sofre, perde amores, vê tudo dar errado, mas ainda assim você levanta, você se ergue com uma força e velocidade absolutas. Quando bem, nós nos tornamos infinitos, porque a gente sempre volta, sempre vem, sempre retorna do ponto de partida, com a mesma força e o mesmo sorriso.
É engraçado isso. Porque parando bem pra pensar, feliz a gente consegue ver todos os lados da situação, o que diminiu em muito os motivos pra chorar e ter raiva. Tudo é absolutamente relativo. Até perder alguém - pra sempre ou não!!! Mas tá, os felizes têm mania de auto ajuda, e isso eu continuo achando péssimo. Os tristes são mais poéticos - pelo menos isso.

Wednesday, July 18, 2007

Monday, July 16, 2007

aÇucarado...

catapora. arara. avião. eu jogava bola no campinho do joão. hoje acordei com mania de rima. mania de palavra. mania de ar.

a bola rolando o chão batido. areia. terra. poeira. espirro. água pra lavar o joelho depois. poesia é besteira de gente inteligente. futilidade poética.
rima pra quê? palavra onde? som? espécie de trauma na alma. invasão abusiva. tormento de pensar. aquilo que eleva a mim. a ti. a nós. sai. agora é hora. eu não posso ter tudo o que reconheço como bonito. eu posso inventar as minhas belezas.

a permanência merece um brinde. aquilo que permanece fica. aquilo que vôa vai. e vai. e vai... nem tudo o que vai volta. nem tudo o que foi solta. nem tudo roda. nem tudo é roda. de samba que roda. na saia que brota. saudade do samba. o samba canta a saudade. coração rasgado. a palavra rasgado me engana. parece boa. mas no fundo é má. maldade. leva no coração a bondade. tristeza é beleza rara pra quem consegue ver. eu jamais diria segredos. pé de laranjeira. pitanga fresca. atores em cena. cheiro de maquiagem. o camarim. a espera ansiosa. o pé no chão. o palco. a alma. o olho. olho. olho. tipo um eco da alma.

trouxe o açúcar!!!

bESteirIssÍMas

vamos a ver...
hoje é segunda feira. de um dia cinza aqui no sul do brasil. dia de frio. aliás que frio chato. quando eu for uma velha aposentada acho que me mudo pra bahia. quero o verão na veia. mar, sol, bronze e calor.
segue-se lá uma atriz pensando que caminho seguir primeiro. eu gosto mesmo é do teatro e sua profundidade. mas quero viver dessa paranóia. daí que a tv talvez seja mesmo um bom caminho. vamos pro rio? ou sampa? que que a gente faz? grita?
vôa passarinho.
o que me salva é a voz da marisa.
aliás, a marisa traz consigo o chiadinho carioca. aiai...

se a gente seguisse só o croação, já tinha decidido.

"tá afim você aí de um café quente?
você não sabe nada sobre marcas de cigarros? é porque ontem eu precisei fazer um slogan para uma fábrica, mas de cigarros não entendo.
cafés. fumaças. cigarros. fogueiras. isso esquenta?!"

mas eu não fumo não.

quantas besteiras!!!

Saturday, July 14, 2007

(2)

estranho não conseguir escrever os sentimentos - pra mim pelo menos é - .
o coração tá se vendo no meio de um turbilhão embaraçoso. eis que me ví mulher, assim, de repente. numa situação inisitada, eu ví que crescí, e que andava de forma ridícula, tentando preservar as crises e as bobices de uma garotinha medrosa - por puro medo de me ver mulher. é duro isso de crescer. mais duro ainda porque você já não admira mais o qua antes lhe parecia perfeito. decepção? talvez seja uma palavra forte demais. prefiro usar a tal da "descoberta"... eu descobri que talvez os caminhos não sejam esses...
já não dá mais pra exigir então o que estava exigindo antes. já não dá mais tempo para as mesmas expectativas. eu queria ser pipa ou balão agora, pra poder voar. queria os devaneios de uma paixão tórrida...sim, elas me comovem, me mantém em turbilhão, me elevam ao nível do desespero bom. Acho que também quero um amor seguro, dá pra reunir os dois numa só pessoa?! quero alguém sem medo de compartilhar, alguém que possa segurar na minha mão, e que mesmo sentindo todos os medos que eu, ainda assim, escolha trilhar esse caminho louco de ser dois. dois. (2). é difícil. eita coração cmplicadinho. eita vida. eita. gostar deveria bastar. mas não basta. a gente quer compartilhar. a gente precisa de mais. a gente quer segurança, mesmo que não possa dar muita. a gente quer alguém que nos suporte. alguém com um bocado de alma. alguém que não seja totalmente superficial, mas que também não aprofunde tanto quanto a gente. mas no fundo a gente quer é amor. desses bem clichês. desses bem melosos. é a porção mulherzinha aflorando. sempre aflora. que vontade de abraçar e sentir calafrios. que vontade de olhar no outro olhar e sentir o caminho visto ao longe. que vontade de alguém que não perca o entusiasmo depois da conquista. o povo gosta mesmo é de jogo, é de flertar, é de galantear..cansei disso. quero alguém que consiga manter o frescor do início por mais tempo. alguém que não seja bacaninha só enquanto tá no perigo de perder - até porque esse perigo é eminente pra sempre. não sei...eu devo ser demais ventania, dessas que passa, modifica e vai embora. acho mesmo que ocasiono tempestades...nem sempre é bom. vamos crescer para ser passarinho como diria o Manoel de Barros. e quem sabe passarinhos, nós consigamos entender o porque de tanto medo de voar!!!

dois. (2).

Thursday, July 12, 2007


cara de banana e chocolate quente pra espantar o frio dá dor de barriga num desafio de escrevinhar sem parar nem pontuar eu preferiria que houvesse sol e que ele me esquentasse a pela que está fria nas batidas do coração esse que pulsa e faz sorrir...