Saturday, March 31, 2007

imensidão

No meio da madrugada eu lanço a pergunta: o que você fotografaria se o tema fosse imensidão?

Eu fotografaria um ator em cena, ou simplesmente o palco, nú, vazio, somente com um foco aceso. Quer mais imensidão que isso. Fotografaria o mar, e se desse pra captar o vento também, mas o vento, não as coisas que ele carrega. Eu talvez fotografasse algum cheiro, se desse, mas aí já não era mais fotografia...
Eu fotografaria um abraço, um frio na barriga, uma hora passando. Fotografaria o céu e suas estrelas, se fosse de dia uma pipa vermelha voando. Eu fotografaria o centro de uma cidade tipo São Paulo, o pôr do sol, o horizonte e uma flor abrindo.
Mas eu também iria fotografar as bolinhas d'água que formam quando a gente solta ar no mergulho...


Fotografava a tristeza, que num olhar se torna imensa, e cheia de sutilezas...

Wednesday, March 28, 2007

abertura...

A vida se mostra cada vez mais surpreendente. Vem que nem vento, leva algumas idéias que pareciam fixas, e de mansinho vai te mostrando novos horizontes, novos sonhos, novas oportunidade. O quu antes parecia a única alternativa de felicidade, logo se mostra como mais uma, entre todas as outras que começam a cair na cabeça andante.
A gente vai desacreditado, achando que não é o mais legal, a gente vai cheio de preconceito, a gente vai fechado, porque a gente acredita que nossas ideias e escolhas são as mais legais. Que tolice, o mais legal é ter idéias e escolhas, e nem por isso deixar de estar aberto para as mudanças que vão se colocando em nossa frente. O que antes era uma indiferença, aliás mais que isso, uma birra, hoje vai se colocando aos poucos, como uma possível futura paixão, uma escolha de vida!!!
Eu não sei do amanhã. Não sei se vai dar certo ou não. O mais imoprtante já aconteceu, minha visão e meus horizontes se ampliaram, e isso não tem preço que pague!!!

Wednesday, March 21, 2007

será...

Todo o mundo sente as mesmas coisas. Tem os mesmos medos. E passa por situações iguais. Não tem erro. Por isso eu acho bom compartilhar, mesmo que através de palavras, o que a gente pensa da vida. Creio que ajuda a diminuir nossas culpas, e nossos medos do inesperado.

Será que antes de mudanças radicais a vida pára, vira estátua, só pra contrabalançar?
Será que o tempo é relativo?
Será que...?


Meconildoooooooooooooo, adoro quando tu aparece aqui de surpresa.
bj grande.

Friday, March 16, 2007

teclando dr

Eu tenho achado engraçado como as pessoas fogem das relações [não só as de casal] não superficiais. É sério, se reparar bem, você verá um toró de desculpa caindo por aí. "Ai não gosto de cobranças", "Ui detesto ter obrigação", "Ai que saco essas relações que sufocam"!!! Até aí tudo bem, concordo em número gênero e grau, mas o problema é que as pessoas andam querendo muito mais ou menos que isso.
A raça quer pessoas descomprometidas com o lado chato da coisa, mas absolutamente comprometidas com a hora boa, ou com a hora da necessidade [quando a raça precisa]. Tenho ouvido muita balela por aí, tenho visto muita babaquice, e tenho deixado tudo passar perto ou longe de mim. Não ligo mais, só escuto e penso, então tá né, o tempo é o senhor da razão [já diria o orkut].
Noutros tempos eu debateria a questão, eu argumentaria, mas hoje em dia, nem falo nada. Aprendi que na vida é assim, tem quem está com a gente [muito poucos] e tem quem nunca esteve [muitos muitos]. As distâncias são relativas, depende de quem está ao longe, e da vontade que você tem de vê-lo. Sentir-se sufocado, tem mais a ver com a sua falta de capacidade de se entregar [e isso vale pra mim também, que me sufoco tão fácil] do que com a carência da outra pessoa.
Obrigação não cabe em relações sinceras, se você sente-se obrigado, acredite, é porque você ama de menos, não a pessoa que exerce algo sobre você [afinal ninguém faz nada, que não queira, para o qual não receba he he he].
Andei cansando das desculpas que as pessoas inventam. E andei aprendendo sobre mim mesma, que tantas vezes inventei estas desculpas. Andei pensando que se eu não convido alguém pra sair é porque não tenho vontade, e isso quer dizer algo. Acho que convivência é coisa procurada, e a falta dela [quando a distância física não se impõem] também o é.
Ah sei lá...
Só sei que ando cansada por demais dessa coisa de amizade. Dessa coisa de ter um ombro amigo. Dessa coisa de confiança. Dessa coisa toda. Talvez seja muito melhor adotar a fórmula dos que têm um ou dois melhores amigos e nada mais, esse troço de dizer que todos são meus amigos, tem me parecido muito frágil. Cansei!!!
Ah, mas eu tenho duzentos e poucos amigos no orkut, vai ver a relação mais legal hoje em dia seja mesma a de scraps. Vamos teclar uma dr?

Sunday, March 11, 2007

dia internacional da mulher. [ecca]

Eu detesto o dia da mulher!!!
Fato consumado. Verdade gente. Me diz pra quê comemorar um monte de mulher morrendo queimada numa fábrica? E me diz pra quê dia da mulher, se todo mundo prega a igualdade de direitos? Hipocrisia!!!
Ganhar rosinhas vermelhas, correntes via orkut, parabéns em plena rua, e sorrisos gratuitos, inclusive dos machões de plantão, que quando chegam em casa tratam suas mães e/ou mulheres pior que capacho. Tô fora meu irmão!!!
Mulher não tem que ter dia não. Somos todos iguais né, então vamos valorizar o sexo feminino, que de frágil nada tem, todos os dias. Até porque ganhar igualdade ao inverso, inventando um dia para o homem, daria muito mais trabalho. E daríamos o quê? Bolas de futebol? Charutos? Cuecas? Eu hein!!!
Espero que as minhas filhas não achem bacana ganhar rosas vermelhas, espero aliás, que elas nem precisem comemorar a porra dos churrasquinhos da mulherada na fábrica, espero mesmo que elas ganhem a tão sonhada igualdade, que na verdade que dizer: sim somos diferentes e por isso merecemos todos o mesmo respeito, saca?

Sunday, March 04, 2007

tempestade cerebral

Mestrado na USP, curso em Sampa, Rio de Janeiro, oportunidades de trabalho como atriz, como encontrar um apê em menos de quatro dias?, como levar todas as minhas coisas?, como escolher quais as que ficarão?, como viver sem internet?, preciso providenciar um dvd, é preciso pensar qual o melhor bairro, e tem a grana, hummm a grana da intervenção médica também, tem que pensar daí no projeto, e pensar também em como se desfazer das coisas que ficam, tem que aprender a fazer rancho no super, limpar a casa, descobrir lugares bacanas, e conhecer amigos novos, tem que ter como se comunicar com os qua ficaram, será que vai dar pra ter um telefone?, e se o gás não for central eu vou ter que trocar?, ai meu deus ainda tem que pensar que tenho que juntar grana, e estudar, tenho que ver os dois livros que preciso pro projeto, tenho que arrumar uma peça pra fazer quando eu chegar, preciso ver com quem trabalhar, e preciso continuar escrevendo, meu celular está desligado, porque mesmo?, eu não ando afim de me comunicar, porque mesmo?, eu renovei o blog num domingo meio chato, deixei minha bola de vôlei cair na vizinha, saco, não posso me esquecer de ir buscar, e não devo esquecer de pegar meus dvds e fitas com o Bruno, e preciso marcar a consulta amanhã, tenho dentista fim do mês, talvez mais viagem, ah é mesmo quarta tenho que estar cedo no aeroporto, preciso comprar um jornal pra pesquisar preços, preciso me desfazer de coisas velhas, preciso limpar meu armário de bolsas, deveria ter ficado mais tempo na piscina, agora o que eu faço no fim do domingo?, cansei de pensar...

viajei

Ontem mesmo, eu estava sentada no boteco, um boteco normalzinho, aqui na Ilhota mesmo, com alguns amigos ao redor, bebendo, conversando, recebendo e enviando mensagens, e eis que eu viajei. Não no sentido de viajar na maionese. Não! É no sentido de estar noutro lugar já. No lugar que eu posso estar daqui a menos de um mês.
Senti o clima, o ritmo, as pessoas, senti a sensação como se estivesse lá. É como se já fosse uma prova do que encontrarei. Uma intuição talvez. Aliás, intuitivamente tenho sentido que minha vida dará uma virada. E isso tem a ver com estar noutro lugar.
Pensando bem, aqui eu não estou mais mesmo. Meu pensamento vagueia [como diria a Marisa], minha alma flutua, e meu futuro se projeta noutros mares, noutras terras, e que assim seja. Não há como adiar o inadiável. Não há como manter o fluxo do tempo parado. Não há como deixar os medos congelarem as ações. Só precisamos ter um pouco mais de paciência [tá difícil] e um muito mais de coragem.
Amém.