Saturday, December 29, 2007


Que luz é essa que acabaram de acender?
De repente, o quarto ficou visível, e com ele toda sua bagunça...
Calças espalhadas, gavetas escabcaradas, meias jogadas ao léu.
Quem acendeu a luz?!

Durante o sonho...
Você mesmo, bateu sem querer no interruptor...
Você mesmo fez a bagunça...
Mas não precisaarrumar.

Dizem das pessoas organizadas que são bagunçadas na alma. Será?!

Mas ainda assim continuava achando que a luz deveria ter ficado apagada.

Mas no fundo, sabia que não!!!!

Thursday, December 27, 2007

Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro mas você não sabe se é defesa pra recuar ou atacar. E eu gosto de você porque gostar não faz sentido.

[tati bernardi]


alguém reusmiu em palavras o que eu penso!!! vou colar na testa, pros próximos já avistarem antes da aproximação...porque se forem do tipo que pensam muito...nem venham...

Saturday, December 22, 2007

!!!novo ano!!!

tempo....


(...)

ele virou mais uma folha no calendário...

tempo passava rápido....

mas nem tanto...

fazia-se novo o ano...


mas e ele?

o rapaz que andava pelas calçadas...em meio às chuvas de verão....ele era novo? ou era tdo ele? o mesmo de sempre...

não sabia...ele acreditava no movimento de tudo e todos...mas sentia-se parado...observando....e esperando....o quê ele não sabia bem.

mas era novo o ano...
pessoas pelas ruas prometiam-se vitórias, desapegos, mudanças...todas essas que esperavam o novo ano...

ele não...
sim, era um homem de fé....mas os calendários não lhe tocavam...
prefiria um bom livro, uma boa sombra, uma fotografia que guardava da moça....

já estava gasta...mas ele a contemplava com adoração...
estava longe...tão longe....que doía....mas ele quis isso num tempo passado....agora já não tinha certeza...

mas o ano era novo...então........
o rosto da moça continuava gasto no papel....ele pensava em ligar e desejar uma boa passagem...quem sabe ao ouvir sua voz, tivesse coragem de lhe dizer certas coisas.......como o quanto seu coração era puro arrependimento e saudade....e amor, acima de tudo....mas tinha medo que um outro amor atendesse....esse que poderia ser o novo ombro a embalar os sonhos de sua amada...

não tinha certeza, mas tinha mais medo que coragem...que vontade.....mais uma vez beijou a fotografia....ouviu uns fogos que estavam rompendo à beira mar....pencou que ia chorar.....mas era apenas mais um ano....

vinha o novo ano.....

ele à sombra da velha árvore.....
com um livro que era novo.....e uma foto que era velha....um sentimento que de tão intenso era atemporal.......um maldito medo de alçar vôo....e um pensamento constante.....onde andaria ela?!

a moça....será que estava no mar??? será que desejava algo??? será que pensava nele??? será que um dia lhe ligaria outra vez???

ele e o novo ano, com os velhos arrependimentos......e o sempre novo velho amor....


um dia quem sabe ele cria coragem....seja novo ou não - o ano!!!!

Monday, December 17, 2007

O Casamento de Gertrudes.
Marina Monteiro.

Gertrudes queria se casar com seu cachorro. Embora a mãe lhe dissesse que isso não era certo.

_ Mas mãe qual o problema?

_ Ora Gertrudes, onde já se viu, casar com um cachorro.

_ Mas eu o amo.

_Ama como seu cachorro. Porque ele é um cachorro.

_ E porque eu não posso casar com um cachorro?

_Ora menina. Deixe de besteiras. Vocês são de espécies diferentes.

A mãe fora enfática. Gertrudes ficou intrigada. Se a mãe lhe houvesse dito que era por causa da idade. Que ela era muito nova pra casar, ela até entenderia. Mas aquela coisa de espécie ela não entendia, ah, mas não entendia mesmo!!

Thursday, December 06, 2007

no quintal

no quintal da minha casa tem um pé de laranjeira.
que às vezes dá limão.
embora eu ontem tenha colhido goiaba.
no quintal da minha casa corre o cachorro que minha mãe me deu.
o nome dele é esquisito.
o periquito é o abraço forte.
e o peixe do aquário chama-se ilusão.
no telhado da minha casa está a minha bola que nunca fui bsucar.
um barbante envelhecido.
um carrinho vermelho.
e o batom da minha irmã.
o telhado da minha casa eu chamei de esquecimento.
e bem no fundo.
debaixo do chão.
onde mora a família do sapo verde.
tem um caramujo escondido.
fica bem dentro da casinha dele.
está sozinho junto dos sapos.
ele não é verde.
ele se chama o saudade.

perguntando...

O futuro se faz presente quando a gente pensa nele?

Porque será que Deus me deu essa sensação em forma de poesia em movimento?

Porque eu escrevo?

E porque eu choro por muita coisa e não por qualquer?

Porque na vida, às vezes, tomamos decisões que fazem mal a nós mesmos?

Porque hoje eu acordei mais triste que ontem?

E porque eu tenho que colocar tudo no papel?

Porque eu gosto de inventar gentes em cores e movimentos que são meus, mas também não são?

E porque eu acho que a arte pode ajudar a salvar o mundo?

E porque eu acho que eu nunca sou boa o bastante?

Porque eu acho que o que eu escolhi não é pra mim?

E porque às vezes eu acho que é?

Porque essa dorzinha não passa logo?

E porque não adianta colocar bandaide no coração?

Será que mertiolate sara a alma?

E será que falta tempo pra se amar?

E sobra tempo pra se dizer que ama?

E será que o meu futuro só depende de mim?

E porque será que eu vim parar aqui?

E porque eu conheço quem eu conheço?

E porque eu escrevo?

Porque eu acho que a vida é uma poesia e um monte de gente não?

Porque o mesmo perfume, dependendo do dia, nos deixa cheiros diferentes?

Porque partir é tão dolorido?

E dizer adeus?

E porque agente deixa de gostar?

De acreditar?

Porque eu prefiro picolé a sorvete, mas tem vezes que só o sorvete bem colorido me salva?

Porque eu comecei a gostar de cerveja?

Porque o sol não é verde?

E o céu de gelatina?

Porque uns morrem e outros não?

Porque uns fingem e outros não?

Porque uns passam e outros ficam?

Porque o telefone sempre toca bastante quando agente não ta a fim de falar com ninguém?

E porque que ele nunca toca quando tudo que agente quer é um alô?

Porque que as pessoas que agente gosta muito são na maioria das vezes as mais distantes?

Será que agente sempre tem que amar pouquinho?

Será que agente tem sempre que representar?

E porque eu acho que representar em cena é muitas vezes mais verdadeiro do que a própria vida?

E porque eu to aqui perguntando tudo isso?

Será que eu quero respostas?

Ou não?

Será que é só um passatempo?

Ou um tempo passa?

Será?

Monday, November 26, 2007


O Javali.

Marina Monteiro.


Fome. Assunto pra campanha de governo. Assunto pra político corrupto engabelar pobre coitado. Palavra assustadoramente pobre. De pobre. Pra pobre. Pobre coitado.

Fome de comida. Arroz e feijão. Fome de bebida. Água pura e limpa. Fome de doce. Chocolate derretido. Fome de farofa. Fome de salgado. Fome de coxinha. Fome de bala. Fome de chiclete. Fome de beijo. Fome de abraço. Fome de carinho. Fome de dignidade. Fome de amigo. Fome de saudade. Fome de sossego. Fome de informação. Fome de sabedoria. Fome de palavra. Fome de sonhos.

Fome é assunto de pobre coitado?

Então, quem nisso crê, que suba lá no alto mais alto que encontrar e grite mais alto ainda pra todo o mundo ouvir – os pobres e os ricos coitados.

Fome é assunto universal. É palavra mundial. É problema sério. E está em todo lugar. Fome jaz no corpo do sincero e do mentiroso. Do leal e do traíra. Do honesto e do sacana. Do paulista e do gaúcho. Do artista e do maluco. Da galera e do eu sozinho. Jaz em quem quer que seja. Seja rico ou pobre. Ou qualquer outro que há.

Fome é bicho que cava toca dentro do estômago e dentro da alma. É bicho atemporal. Sem qualquer pré-conceito. Bicho que ataca ferozmente fazendo com que suas vítimas pairem por sobre uma nuvem de vácuo transbordante.

Fome altera os sentidos e causa manifestações. Faz o corpo empobrecer e a cabeça esfumaçar. Fome é coisa sem sentido de tão sentida que é.

Diga lá caro irmão, aquele que se tem por desprovido desta. Aquele que puder dizer que nunca sentiu o peso, por mais leve que fosse, dessa que vos lhe digo – fome. Pois bem, eu duvido. Tal pessoa deve ser transparente-inexistente de tão impossível de ser.

Outro dia em uma aula estávamos realizando a profética tarefa da escrita. E surgiu uma junção de palavras que me fez pensar em fome. Fome dessas que todo mundo tem. A de estômago raso e a de alma profunda. Fome de distinção.

Eis que vem a mim uma palavra que combinou com fome. Javali eis a questão. Javali é palavra fomitídica. Causa e sacia fome por aí. Palavra sonora que sacia minha fome de ouvir. Palavra inteligente que sacia a minha fome sabedórica. Palavra concreta que chega no estômago e mata a fome mais profana que existe no mundo.

E como se dizia assim. O javali matava a fome. Aquela fome ali. Do momento da escrita. Daqueles seres que ali estavam tão a mercês das palavras traiçoeiras. E como dizia assim. O javali matou minha fome de pensar. E pensar que eu nunca pensei em javalis. Mas dali pra frente ele não mais saiu de mim. Como que se tornou habitante do meu corpo vago e enfeitiçado. Como que se alojou na minha cabeça, se tornando uma espécie de bicho divagador de mim mesma. O javali. Que não tinha nome. Não tinha jeito. Cara ou nem mesmo coração. Mas o javali que tinha fome. Isso tinha de certeza. O javali de tanta fome. Que causava fome em quem quer que fosse que por algum motivo o visse ali. Mas o javali. Ele era fome. E fome era o javali.

E eu acho no fim, que seja lá o que for, desde que seja comível em algum aspecto, vale pra saciar a fome dessas criaturas que por aí trafegam. Daí eu digo que um pensamento é tão belo quanto um javali assado, para quem não tem o que comer. Embora o javali assado não seja assim tão bom como eu sonhava, porque no sonho ele existia mais do que na realidade. Mas como estávamos ali sozinhos: eu e o javali, e não era mais nem sonho nem realidade...não havia outra escolha...engoli o javali dos pés a cabeça.

Sunday, November 18, 2007

Diálogos para nada!!!

Eu, tu e a tv. (ou...um caso pra São Longuinho).

Um texto de Marina Monteiro


1.Por onde você andou?

2.Aqui ou ali. Tanto faz.

1.Como aqui ou ali? Tanto faz. Tanto faz estar aqui ou ali? Aqui você não estava. Te esperei a noite toda.

2.Esperou porque quis. Eu não mandei esperar. Onde está o controle?

1.O seu controle?

2.O da televisão.

1.Ah sim. Não sei. Você foi último a usá-lo, tinha de saber onde está.

2.Mas eu não sei. Foi você quem ficou aqui a noite toda. Você é quem deveria saber.

1.Mas eu não sei. Não vejo tv. Não preciso de controle remoto. Cuide você das suas coisas.

2.Saco. Você implica comigo. Eu gosto de ver tv. E daí? Algum problema nisso. Suas amigas vivem reclamando dos maridos delas, que estão em botecos, eu estou na tv.

1.E que diferença isso faz?

2. Estou aqui. Perto de você.

1.Tanto faz pra mim. Você mesmo disse. Está aqui ou ali. Não está em lugar algum.

2.Não entendo você.

1.E precisa entender? Você é que não entende minhas amigas. O problema não é o bar ou a tv.

2.Ok. Ok. Agente não se entende mesmo. Isso é fato.

1.Desde que assim se diga. Se for fato, vira fato e pronto.

2.Porra!!! Cadê a merda do controle.

1.Você nunca teve uma porra tão forte nem por mim. A tv deve merecer mesmo.

2.Sem brinquedos lingüísticos, por favor. Você sabe que eu não gosto.

1.Nossa. Eu preferiria que você gritasse comigo. Alterasse os ânimos por mim. Mas nem isso.

2.Quer que eu bata em você?

1.Você bateria na tv?

2.Se ela não funcionasse sim.

1.Hum...E eu funciono?

2.(...)

1.Vou tomar banho. Pede pra São Longuinho, daí se você achar o controle dá três pulinhos.

2.Posso oferecer mais pulos?

1.Pode. A quantidade de pulos vai da necessidade que você tem da coisa perdida.

(dia seguinte em uma delegacia em frente ao delegado).

2.Senhor doutor delegado, são pra mais de oito horas e minha mulher sumiu.

delegado.Sinto muito. Só é considerado o desaparecimento em caso de vinte e quatro horas.

2.Mas...e se ela tiver sido seqüestrada?

delegado.Primeiro sugiro que reviste os armários. E veja se ainda há roupas dela lá dentro.Depois ligue para a casa das amigas. Em último caso ligue para sua sogra, talvez ela esteja lá. Caso nada disso tenha dado certo, bom, peça para São Longuinho e diga que se sua mulher aparecer você dará três pulinhos. Dando as vinte e quatro horas e ela ainda desaparecida, aí sim, volte aqui e registramos o caso como desaparecimento, iniciando as investigações. Passar bem.

2.(pensando alto)Serão necessários tantos pulos como ontem a noite? Ai meus pés mal agüentam o golpe.

delegado.O que foi?

2.Nada senhor doutor delegado, só estava a pensar alto. De todo modo, vou pra casa e ver se passa algo sobre o caso na tv. Passar bem.


Sunday, November 11, 2007

vamos iniciar uma nova fase aqui. mais ficcional, menos auto biográfica. se bem, que as ficções têm muito de quem escreve...ou não.

Saturday, November 10, 2007


quis ser alegre o moço
pulava entre os paralelepipidos molhados
evitava escorregar

precipitava-se por uns acúmulos de água
brincava pouco
tinha medo da água

quis ser alegre
mas não encontrava-se nem um pingo de água na bainha das calças
não se molhou
mas também não descobriu a alegria que estava guardada num daqueles "estragos" que a água lhe podia fazer
não correu o risco
saiu seco
não foi alegre
embora o quisesse ter sido

retratos de agora.

Antes eu ficava entre a cena e as palavras...hoje sei o lugar de cada uma em minha vida...em mim...
Não é fácil ter instinto para várias manifestações na vida...mas eu tenho...e ando percebendo as vantagens disso...

Quieta andando pelas ruas. Observando e sendo. A brisa que bate na nuca e fz arrepiar o pescoço. Menina, mulher, criança, séria, adulta, reservada, aberta demais...sempre uma mistura. Lembranças. Certezas. O passado que dá orgulho. O presente que ressalta a evolução. Tudo muito por dentro. Tudo muito sensível. Poesias. Notas musicais. Gostos. Arte. Quem seria se o caminho fosse outro? Malas e malas de saudade, como diria o amigo querido. Um horizonte bonito, cheio de esperanças e alegrias lá a sua espera. Vento no rosto. Ah, como é agradável o vento no rosto. Liberdade real, dessas que não anula o amor, o querer bem, que não precisa se auto afirmar. Vontade de família um dia. Filho pra fazer dormir. Parceiro pra caminhar em paralelo. Pessoas, suas respectivas vidas, algumas escolhas. Caminhos. Renúncias. Ah o coração está tranqüilo. Alma leve. Sorriso no rosto. Alegria. Apesar de tudo, sempre fora um pouco misteriosa, mas não por força, apenas por intuição.

Sunday, November 04, 2007

´´´

Pois é...
O mundo anda do cão [pobres cães]!!! Mas devo confessar que estou lidando bem com o meu mundo. O coração agradece a maturidade. Mas nem sei se tem a ver com ela - só ela. Acho que sentimento forte, no fundo do peito, dá conta de se auto resolver e ocupar os lugares certos na estante. E toda essa "correção" não sôa mal, nem sem graça, é dada aos rompantes de emoção, que jamais devem faltar!!!!

Caixas. Caixas. Caixas. Mudanças. Sorrisos. Futuro. Promessas. Esperanças. Econtros. Casa nova. Na mala os sonhos. E a maldita saudade.

São tantas as minhas saudades....

Monday, October 01, 2007

...

...entre e sinta-se à vontade. não bagunce muito, mas deixe algumas coisas fora do lugar. não se assuste, é meio barulhento por lá às vezes. não estranhe, pode parecer super lotado, mas acalme-se, em algum tempo você perceberá que existem passantes, que com cores vivas e vozes melódicas alegram o ambiente. e existem os que vivem por lá. não fique muito nostálgico por perceber que as andanças fizeram muitas recordações, trouxeram retratos na parede e pessoas queridas que já não se vê muito. não preocupe-se, isso foi uma escolha, e faz muito bem. calma, o chão às vezes se abre em abismos no meio da sala, mas acredite, é também uma opção. a parte em que se precisa de coragem para dribá-los é a melhor. adrenalina muita. você talvez se assuste em alguns momentos, onde muita gente vai olhar, onde haverá uma sensação de nervosismo e prazer, onde haverá um jeito de sentir plenitude, uma forma única - mas pra você pode parecer estranho. muitas roupas espalhadas, e não tente decifrar um estilo, vai depender do dia. não estranhe se não houver sorrisos de primeira, é que não é muito comum querer impressionar nem parecer bacana. sim, sim, bizarro né? mas quando o sorriso se abrir em flor, prepare-se, não vai mais parar. e acostume-se porque o tom é de piada o tempo todo. otimismo está presente, não tente entender de onde vem. não assuste-se com o silêncio, ele faz bem e faz parte. muitas reticências. tem um cantinho alí que você vai encontrar algumas coisas guardadas, não retire-as do lugar, tudo tem seu tempo. existem algumas coisas que você não vai entender. algumas contradições. não tente encontrar rótulos, pode ser o caminho da porta. o sofá é verde. no chão às vezes tem muito papel. o postal daquele lugar bonito irá lhe encher os olhos, e você terá vontade de ir junto, mas talvez não esteja por lá na hora da partida. tem uma salinha especial logo a esquerda. a porta está aberta. quem está ali dentro entra e sai a vontade, mas sempre deixa algo, você vai tentar entender o que é. você vai querer ficar nesta salinha. vai trancar a porta. mas acredite, só ficará quando entender que tem que sair. aliás, tirando as coisinhas guardadas naquele cantinho - que você não deve abrir - o resto é aberto, arejado e devidamente limpo. alguma bagunça é normal como já lhe foi dito. existe uma ausência que não faz tantos estragos, mas faz eco às vezes. tem uma caixinha muito bonita e brilhante, que toca uma musiquinha em determinadas situações, e faz tudo parecer muito claro. não toque nela. apenas observe. suspire, isso vai ser normal. não se impressione com o papel de parede, ele é bonito - dizem - mas não é o principal, e com o tempo certamente terá algumas avariações. mas não queira trocá-lo completamente, ele terá histórias pra contar. ah, você viu a estante de livros? alguns são intocáveis. talvez algumas palavras lhe derrubem, lhe sacudam. elas andam livremente por lá, e podem ser perigosas, mas voam também. tem uma águinha salgada volta e meia. o lugar é quente. cheiro de hortelã. você terá medo. mas terá coragem. você se sentirá em casa, depois de um tempo. a direita existe uma cadeira toda bordada, ali senta-se um menino bonita e sereno. você se perguntará porque ele fica alí. então um dia você perceberá que ao lado dele existe uma janela com muitos pássaros, um vento fresco, barulho de água e umas palavras doces. você perceberá que ele está ali e está em outros tantos lugares quanto queira. ele vôa, e permanece. você entenderá algo sobre o amor. mas pegue o livro mais velhinho da estante e leia, nas sábias palavras da senhora de língua presa, que viver ultrapassa todo o entendimento. e volte enfim a perambular pelo ambiente...

Wednesday, September 05, 2007

carente...

Pode parecer arrogante, mas eu não gosto de restos...
O pior resto que alguém pode ofecerer pra outro alguém é o de sentimento. Não suporto resto de amor. Taí uma coisa que foi feita pra se dar inteira, intesa e plena. Pedacinho de amor não existe. Amor usado não se doa...
Detesto a sensação de que o amor de alguém por mim é caridade. EU NÃO SOU CARENTE!!! Obrigada.

aspas

Últimos segundos (Tati Bernardi)

Não deixe quebrar, não deixe romper, não deixe virar grafite envelhecido e esquecido como qualquer contrato sem alma. Corra e cole os pedaços, corra e segure meus pés no chão porque eu estou quase voando, ou me faça voar novamente com você. Venha logo, traga de volta a minha certeza, não deixe, por favor, não deixe. Traga um agasalho para esquentar a minha falta de amor e ganhe em troca um ingresso para a minha fidelidade. Não espere o horário do trânsito livre, não espere ouvir o que você não quer, não espere a vida dar merda para colocar a culpa na vida. Eu ainda estou aqui por você, limpa, ilesa, sua. Mas cada milímetro do meu corpo me implora por vida, por magia, por encantamento. Por favor, me roube, não deixe, não esqueça do nosso pacto em não ser mais um daqueles casais que não conversam no restaurante e reparam tristes nos outros.
Outro dia ouvi a música do Closer e lembrei o tanto que eu te amava, o tanto que ainda te amo, mas havia esquecido. Eu lembrei que enxergar sem pretensões você dormindo, com o seu ombro caído pra frente fazendo bochechas de criança na sua cara feliz, é a visão do paraíso pra mim. Eu preciso de força, eu preciso de ajuda, eu preciso que você me lembre de que eu não preciso de mais nada, que mais nada é tão perfeito e que podemos ser um casal imbatível. Caso tudo isso seja um trabalho inconsciente para me perder, parabéns, você está conseguindo. Mas se ainda existir dentro de você alguma esperança, eu preciso demais que você me abrace e me faça sentir aquilo novamente. É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto. Venha agora, não espere o músculo, a piada, o botão, o calo, a saudade, o arrependimento, o vazio. Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego.
Tudo o que eu quero, quando ele me olha sem pressa e sorri nervoso sem saber porque a gente procura se perder, é que você desligue o DVD e me diga que esse filme é batido e não tem final feliz. Eu quero que você grite dentro da minha cabeça que não precisamos disso e que, por alguma razão, quando a gente se afasta a dor é maior do que todo o mundo que nos espera. Eu ainda preciso que você me ache bonita, se surpreenda, me comemore e esqueça um pouco de todo o resto pra se encantar sem medo do tempo. Não me tire a razão, não me tire a honra, não me faça estragar tudo só para sentir o vento na cara de novo e a música alta. Berre e assopre em mim enquanto é tempo. Me coma na cozinha, quebre a mesa, faça um escândalo, qualquer coisa para tirar o cheiro de velório do meu ventre. Eu ainda quero viver para você. Venha agora, ganhe a corrida, passe todo o resto pra trás, é você quem eu continuo eternamente esperando na linha final.

Tuesday, August 28, 2007

guarda-se amor???

Às vezes eu pergunto pra mim se vale mesmo à pena??!! Essa pergunta se desenha sobre e em decorrência de vários aspectos e situações... Ultimamente se faz em relação ao amor!!!

Vale à pena conservar o amor dentro do peito? E será que temos esse direito/poder??? Será mesmo que isso é possível. Tem momento que o nosso caminho cruza com o de alguém que nos faz tão bem, que realmente queremos preservar o amor que sentimos. Temos a impressão – sempre temos esta impressão – de que se deixarmos este passar, jamais teremos nosso peito tão bem habitado.

Mas será que o amor se dá aos guardados? Até que ponto podemos colocar sentimentos em fundos de armários da alma e retira-los quando bem nos aprouver??? Até que ponto, estes mesmos sentimentos, saem ilesos, sem bolor e ricos de espontaneidade e frescor?

Como podem ver, tenho mais perguntas que respostas, o que não é de todo mal! Talvez, eu penso, que amor não tenha muito a ver com vontade apenas...mas se fosse só sentimento sem consciência, aí seria a paixão, e essa via num zum rápido... Sim, amor requer ações conscientes. A tal tolerância, a tal aceitação dos defeitos, a tal paciência, o tal respeito, e quem sabe, porque não, a tal vontade...têm-se vontade em amar alguém.

E têm-se vontade em preservar este amor...

Só não sei até que ponto os prazos valem nesse quesito. Talvez seja o prazo de um novo amor. Um novo balanço. Um novo olhar. Ou talvez o prazo do esquecimento...

Reticente esquecimento.

rottina

Ando levemente cansada de minha rotina. A mãe que entra sem bater. As roupas que são usadas sem pedir. O irmão que pega o que quer e não visa. As vozes em tempos de se querer silêncio. As companhias quando se quer estar consigo mesmo – ou só!!!
Os olhos curiosos quando buscamos reserva e introspecção. A guerra, quando é paz que o ato de escrever precisa. O desejo dos outros de terem companhia, quando nós, mal podemos estar em nós.
A tristeza quando estamos pulsando de alegria. As lágrimas quando desfilamos em sorrisos. A reprovação quando somos inteiros entregues aos devaneios. O pessimismo quando estamos romanticamente otimistas.
Definitivamente não é fácil estar o tempo todo em torno de outros. É pedir demais pra alma. É muita observação. São tantas as perguntas. Respostas. É muito difícil dividir-se o tempo todo. Muito. Muito difícil, porque temos que nos colocar constantemente no exercício da tolerância, da generosidade, do abster, do adiar, do calar, do...
Um leve cansaço...desses que perturbam um pouco! Eu queria mesmo que fosse tempo de ser somente eu, eu e eu!!! À vezes estamos tão apaixonados por nós mesmos, que não cabe dividir!!!

Friday, August 17, 2007

à la roberta....

...tem uma musiquinha do novo cd da Roberta Sá que diz assim:

..."não deixe idéia de não ou talvez
que talvez atrapalha
não deixe idéia de não ou talvez
que talvez atrapalha"...

...nas reticências de um talvez a gente perde o bem que conquistou...o talvez perdido no furtivo tempo - ah o tempo - se espalha num mundo de dúvidas, cansa, destrói o coração, a alma e a cabeça. Destrói pelo cansaço, pela apatia, pelo que não vem, pela porta que não abre, pelo olho que não vê, pela voz que não se escuta, e principalmente, pelo coração que não se faz ouvir - falta de coragem?
Deixar idéia de não também não faz. Idéia é quase sempre algo vago. Não só funciona quando é não mesmo. Dito com LETRAS maiúsculas, taxativo, acrescido de exclamações!!! Não que é meio sim, meio talvez, meio quem sabe, é quase pior que o fim...porque acaba virando um fim, pelo mesmo cansaço.
Na dúvida masi vale arriscar, nas certezas. Mesmo quando duvidosas. Mais vale um sim que titubeas só no eco do oco da alma - lá dentro onde ninguém escuta, só quem sente. Mais vale um não dito com a dúvida de quem ainda não sabe se é não...pelo menos este não tem volta, o outro não mascarado de talvez, esse cansa, e cansaço é pior que dor, pior que mágoa, pior que briga, pior que raiva, e muito pior que tristeza. Cansaço é coisa desgastada, é coisa que perdeu a cor, é coisa que se usou demais, é coisa velha na essência, é coisa que perdeu a validade...
Melhor não ralentar ao cansaço. Melhor permanecer o frescor. Melhor ser algum ponto, menos reticente. Nesse caso até a interrogação tá valendo mais.


...e tem uma outra - música - cujo texto fala disso:

..."cansei de esperar você"...

Mas continuo acreditando que se a espera fosse por algo menos vago que um talvez, ela certamente não teria se cansado!!!!

Wednesday, August 01, 2007

saudade

saudade

saudaaaaade

saudade

um dia ainda faço essa maldita tatuagem...no pé não mais [dizem que dói horrores]...se bem que todos os lugares que penso em fazer dizem doer muito...saudade dói até quando escrita na pele pra virar poesia ilustrativa daquilo que se carrega ao peito.

eu até queria fazer uma poesia sobre ela...

mas sentir saudade é como que só saber falar sobre o nada...

se bem que saudade é tudo. tudo o que falta?! tudo o que sobra. transborda. afunda. a alma. derruba o peito. afoga o olho. e sorrí o coração. feliz aquele que tem de quem sentir saudade. ah a saudade...

Tuesday, July 24, 2007

você...

se eu pudesse eu te fazia ver, sentir, perceber, ter certeza, do quanto eu estou aqui, com você, pro que der e vier...
nunca encontrei assim...um jeito tão querido de compartilhar, nunca tive vontade de estar junto ao longe, de planos, de olhar horizontes junto...nunca pensei em estar com alguém, com tanta força. se eu pudesse, eu te pegava pela mão e te fazia ver que o mundo é bonito demais, que a vida é movimento, que tudo tem jeito, que defnitivo só a morte - e que mesmo pra ela, deram um jeito de arrumar subterfúgios.
ah se eu te pudesse. se pudesse retirar de você essa confusão tamanha. esse sentimento que não faz bem pra alma. se eu pudesse eu faria você leve. eu faria você sorrir. eu te mostrava que o futuro se faz com astúcia, calma, serenidade, decisões, escolhas, parcerias, com desapegos, enfim... mas eu que sei disso hoje, só sei porque um dia também fui pura confusão, fui tristeza, fui sem chão, sem nada... eu um dia também andei perdida pela rua, sem saber quem eu era. hoje eu sei, mas foi à duras penas, e só eu mesma pude fazer isso por mim. reconheço hoje, as pessoas que também tiveram a mesma vontade que eu tenho de te ajudar, vejo quem queria num abraço levar tudo isso embora de mim...algumas destas ficaram pra sempre, até hoje. estão aqui compartilhando dos momentos bons que tenho vivido. outras eu perdí no tempo da indecisão, da espera, das sentimentos estranhos...perdí pra vida!!! faz parte.
espero que eu consiga ser pra você, daqueles seres que sobrevivem as ondas altas e turbulentas, e que no fim, a gente sente na praia e curta o sol, com água de côco!!!

Friday, July 20, 2007

na palavra ombro.

é naquele lugarzinho do ombro que encontro um pouco de paz no meio dessa confusão do mundo. ao mesmo tempo é alí que eu encontro a negação de muitas teorias minhas. teorias feministas e moderninhas, que na real servem bem pra quando a gente só tem mesmo o travesseiro.
os ombros foram feitos pra recolher. as pessoas. secar as lágrimas. repousar as confusões. diminuir a confusões. reconfortar os corações. alí, na cruvinha sombria do ombro. de alguém que passa ao seu redor. de vários amores queridos.
ombro de mãe daqueles que repousam nosso sono de infância. que apaziguam nossas lágrimas pelo joelho ralado. que amparam nossas dores adultas. que nos transportam novamente pro mundo da nossa fantasia de gente pequena. ombro de irmão que faz a gente se sentir em casa sempre, independente o lugar. que traz à tona as rivalidades. que às vezes serve pra dar umas ombradas que dóem. mas que na maioria das vezes nos fazem sorrir por poder ter alguém, talvez o único alguém que você em cinco minutos pode dizer que odeia e logo em seguida morrer de amor, sem perder a credibilidade. ombro de amigo. daqueles cheio de histórias pra contar. aquele que nos carrega meio bambos pelas ruas. aquele da lágrima secreta. aquele do apoio total. e às vezes dos chacoalhões necessários. ombro do silêncio amigo, já diria o nome. ombro de namorado. há, esse parece feito pra nossa cabeça em tamanha exatidão que assusta. a maioria persegue sem parar o dia do encontro com o ombrinho perfeito. pra colocar a cabeça e sentir tudo aquilo que se sente. o lugar onde se pode repousar de uma só vez, os pensamentos, o coração, a alma e o carinho. ombro de alguém que encontrou a gente. ombro perfeito.
deve ser por isso que a gente passa perfume no pescoço. só pra chegar no ombro. e então fazer mais aconchegante esse lugarzinho especial. o ombro é no fundo o pedaço mais imoprtante da gente. nele se carrega a carga da mochila que muitas vezes leva a liberdade na estrada. nele que se carrega o peso das coisas chatas da vida. nele que se carrega os sentimentos. - viu, um pouco mais acima do coração - .

alegriaaa...

Eu sou feliz!!! Durante algum tempo em minha vida eu vestí a máscara dos que sofrem, e têm crises complexas, vestí a máscara do olhar triste, não sei se eu achava que isso combinava mais com a artista intelecualóide que eu etsava virando, ou se eu achava que gente feliz era prática de mais, bem resolvida demais, otimista demais, infinita demais, enfim feliz...
O estar bem torna a gente infinito, já reparou? É. Você quando está feliz, bem e tal, cai igual, leva pancadas da vida na mesma intensidade, sofre, perde amores, vê tudo dar errado, mas ainda assim você levanta, você se ergue com uma força e velocidade absolutas. Quando bem, nós nos tornamos infinitos, porque a gente sempre volta, sempre vem, sempre retorna do ponto de partida, com a mesma força e o mesmo sorriso.
É engraçado isso. Porque parando bem pra pensar, feliz a gente consegue ver todos os lados da situação, o que diminiu em muito os motivos pra chorar e ter raiva. Tudo é absolutamente relativo. Até perder alguém - pra sempre ou não!!! Mas tá, os felizes têm mania de auto ajuda, e isso eu continuo achando péssimo. Os tristes são mais poéticos - pelo menos isso.

Wednesday, July 18, 2007

Monday, July 16, 2007

aÇucarado...

catapora. arara. avião. eu jogava bola no campinho do joão. hoje acordei com mania de rima. mania de palavra. mania de ar.

a bola rolando o chão batido. areia. terra. poeira. espirro. água pra lavar o joelho depois. poesia é besteira de gente inteligente. futilidade poética.
rima pra quê? palavra onde? som? espécie de trauma na alma. invasão abusiva. tormento de pensar. aquilo que eleva a mim. a ti. a nós. sai. agora é hora. eu não posso ter tudo o que reconheço como bonito. eu posso inventar as minhas belezas.

a permanência merece um brinde. aquilo que permanece fica. aquilo que vôa vai. e vai. e vai... nem tudo o que vai volta. nem tudo o que foi solta. nem tudo roda. nem tudo é roda. de samba que roda. na saia que brota. saudade do samba. o samba canta a saudade. coração rasgado. a palavra rasgado me engana. parece boa. mas no fundo é má. maldade. leva no coração a bondade. tristeza é beleza rara pra quem consegue ver. eu jamais diria segredos. pé de laranjeira. pitanga fresca. atores em cena. cheiro de maquiagem. o camarim. a espera ansiosa. o pé no chão. o palco. a alma. o olho. olho. olho. tipo um eco da alma.

trouxe o açúcar!!!

bESteirIssÍMas

vamos a ver...
hoje é segunda feira. de um dia cinza aqui no sul do brasil. dia de frio. aliás que frio chato. quando eu for uma velha aposentada acho que me mudo pra bahia. quero o verão na veia. mar, sol, bronze e calor.
segue-se lá uma atriz pensando que caminho seguir primeiro. eu gosto mesmo é do teatro e sua profundidade. mas quero viver dessa paranóia. daí que a tv talvez seja mesmo um bom caminho. vamos pro rio? ou sampa? que que a gente faz? grita?
vôa passarinho.
o que me salva é a voz da marisa.
aliás, a marisa traz consigo o chiadinho carioca. aiai...

se a gente seguisse só o croação, já tinha decidido.

"tá afim você aí de um café quente?
você não sabe nada sobre marcas de cigarros? é porque ontem eu precisei fazer um slogan para uma fábrica, mas de cigarros não entendo.
cafés. fumaças. cigarros. fogueiras. isso esquenta?!"

mas eu não fumo não.

quantas besteiras!!!

Saturday, July 14, 2007

(2)

estranho não conseguir escrever os sentimentos - pra mim pelo menos é - .
o coração tá se vendo no meio de um turbilhão embaraçoso. eis que me ví mulher, assim, de repente. numa situação inisitada, eu ví que crescí, e que andava de forma ridícula, tentando preservar as crises e as bobices de uma garotinha medrosa - por puro medo de me ver mulher. é duro isso de crescer. mais duro ainda porque você já não admira mais o qua antes lhe parecia perfeito. decepção? talvez seja uma palavra forte demais. prefiro usar a tal da "descoberta"... eu descobri que talvez os caminhos não sejam esses...
já não dá mais pra exigir então o que estava exigindo antes. já não dá mais tempo para as mesmas expectativas. eu queria ser pipa ou balão agora, pra poder voar. queria os devaneios de uma paixão tórrida...sim, elas me comovem, me mantém em turbilhão, me elevam ao nível do desespero bom. Acho que também quero um amor seguro, dá pra reunir os dois numa só pessoa?! quero alguém sem medo de compartilhar, alguém que possa segurar na minha mão, e que mesmo sentindo todos os medos que eu, ainda assim, escolha trilhar esse caminho louco de ser dois. dois. (2). é difícil. eita coração cmplicadinho. eita vida. eita. gostar deveria bastar. mas não basta. a gente quer compartilhar. a gente precisa de mais. a gente quer segurança, mesmo que não possa dar muita. a gente quer alguém que nos suporte. alguém com um bocado de alma. alguém que não seja totalmente superficial, mas que também não aprofunde tanto quanto a gente. mas no fundo a gente quer é amor. desses bem clichês. desses bem melosos. é a porção mulherzinha aflorando. sempre aflora. que vontade de abraçar e sentir calafrios. que vontade de olhar no outro olhar e sentir o caminho visto ao longe. que vontade de alguém que não perca o entusiasmo depois da conquista. o povo gosta mesmo é de jogo, é de flertar, é de galantear..cansei disso. quero alguém que consiga manter o frescor do início por mais tempo. alguém que não seja bacaninha só enquanto tá no perigo de perder - até porque esse perigo é eminente pra sempre. não sei...eu devo ser demais ventania, dessas que passa, modifica e vai embora. acho mesmo que ocasiono tempestades...nem sempre é bom. vamos crescer para ser passarinho como diria o Manoel de Barros. e quem sabe passarinhos, nós consigamos entender o porque de tanto medo de voar!!!

dois. (2).

Thursday, July 12, 2007


cara de banana e chocolate quente pra espantar o frio dá dor de barriga num desafio de escrevinhar sem parar nem pontuar eu preferiria que houvesse sol e que ele me esquentasse a pela que está fria nas batidas do coração esse que pulsa e faz sorrir...

Monday, June 04, 2007

palavrinhas...

atônita
a vida passando
onda de mar
azul
verde
amarelo também
vontade de dizer palavras soltas
ah, a felicidade
de momento em momento
se forem muitos, daí se é feliz pra sempre
sempre, sempre e sempre
existe
pra quem recorda
pra quem ama
pra quem arrisca
pra quem se joga
alma intensa
fé, coragem e muita leveza
nunca na vida ví tão belas flores
nunca na vida tantos amores
agora, basta caminhar!!!

Friday, June 01, 2007

Pausa para o vôo!!!

pausa para o vôo
voei eu?
pra "donde"?!
bate as asas borboleta
bate as asas e vai-te embora
gosto de tudo aquilo que vai
sinal bom de quando volta
sinal de que sempre ficou
ficando do jeito mais meigo
dentro da liberdade do pensar
enquanto a gente pensa
e ama
existe
e isso é ponto final!!!

Thursday, May 31, 2007

garotinhos

Eu sempre me perguntava, porque os garotos mais legais do mundo viram meus amigos? Ou será que eram os meus amigos que viravam os garotos mais legais do mundo? Ou será que os outros garotos que chegavam perto de mim para outros fins é que não eram legais?
NADA disso. Os emus amigos eram os mais legais, e na verdade, eu que logo virava amiga deles, porque eu era bem espertinha e sabia, que mais valia a amizade certa do que um amor vago por aí. Saí no lucro, porque os amores vieram e se foram, e os amigos mais legais estão aqui até hoje.
Ah, mas eu desenvolvi também o dom de transformar alguns ex-amores em grandes amigos mais legais do mundo. [mas isso é outra história]...
É outra história, porque depois de um tempo, eu comecei a topar com meninos muito bacanas no meio do caminho, experimentar as borboletas na barriga que eles me proporcionavam, e depois de nada ter dado certo, eu aprendi a guardá-los na minha vida pra sempre - mas só os mais legais do mundo!!!
Minhas últimas borboletas na barriga vieram através de os olhos msiteriosos de um rapaz bonito, de uma boniteza dessas que vem de dentro, que é misteriosa, que ninguém entende muito porque é tão forte. Boniteza que vem da cabeça livre, leve e solta. Esse menino me libertou de um monte de coisas. Me fez ver que a vida pode ser muito divertida ao lado de um par, e que namorar não é prisão. Ele era aventureiro e livre como eu, só que muito mais, e tinha necessidade de voar de minuto em minuto - agora tá lá, voando longe...
Ele abriu as portas da minha leveza, da paixão sem encanação, e me fez tomar iniciativas, me fez dizer ao que eu vinhas, me botou pra trabalhar - hehehehe, uffa!!! Depois dele - como sempre - eu achava que não encontraria ninguém com quem me sentisse tão a vontade. achei que nunquinha mais eu encontraria uma mão tão solta que eu tivesse vontade de segurar. Achei que jamais acharia um garoto tão bonito, tão legal, tão sexy, tão inteligente, tão bom ator [ehhehe], tão divertido, tão companheiro, tão sincero...
A vida tá aí pra provar pra gente que nada é nada!!! Fecha-se uma porta e já estava lá, abertinha uma janela. Quando ví, já estava eu no meio das mensagens mais queridas do mundo, e mais necessárias. Quando me dei conta já tinha um novo garoto mais legal pra beber e falar besteira, pra dançar, pra conversar, pra segurar a mão, pra ser companheiro de madrugadas longas, pra dividir os sonhos, os gostos, e o humor - muito ácido!!! Quando me dei conta já estava eu pensando noutros olhos, noutras palavras, cantando outras musiquinhas.
Sim, eu encontrei outro garoto mais legal do mundo, bonito, querido, inteligente, companheiro pra todas as horas. E com ele também é legal andar de mãos dadas pela rua. ele também é digno de colocar no meio dos meus amigos todos, ´pra dançar, beber e fofocar. Com ele parace que não tem ninguém em volta. Eu não me sinto presa, nem pressionada. Com ele eu me divirto, o tempo passa e eu tenho crises compulsivas de riso. A gente fica horas só conversando, como dois grandes amigos...
Borboletas novas na barriga - meio confusas, as minhas sempre são - voando e voando!!!

Thursday, April 05, 2007

fraternidade

Falta verticalização, falta aprofundamento. A atual organização humana tem tendido à superficialidade, ao raso, à fuga. As pessoas ficam, e fogem do envolvimento. As pessoas colecionam contatos, e carcam pé da palavra "melhor amigo". As pessoas estimam, simpatizam, acham gente fina, mas não amam.
Não é difícil de entender, posto que toda verticalização exige, consequentemente, responsabilidade. Citando a boba raposa do pequeno príncipe: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. E as pessoas fogem, confundindo [muito oportunamente] a responsabilidade com prisão. Incluindo a melhor lorota: mas quem é amigo de verdade não exige nada em troca.
De fato não exige, mas pensando na entrevista que eu ví outro dia na gnt, o Marcos Caruso dizia: eu prefiro os fraternos aos generosos, porque os generosos fazem por um tempo, os fraternos são!!! Já diria Clarice, que ser é mais importante. E no ser não cabe a palavra prisão, no ser não cabe o medo de cobranças, no ser não cabem as pré-ocupações das mentes tão fúteis e medíocres do mundo atual.
Eu prefiro os que amam, os que são, os que se entregam. Os que me falam de liberdade [fiz parte desse time a bem pouco tempo atrás], geralmente encontram-se presos. Presos às próprias normas, aos medos, às encanações, aos traumas e às superficialidades da própria vida.
Troca-se um olhar por um msn, e perde-se um abraço e um beijo de lambuja. Prefere-se um oi orkutiano, do que um estou contigo pro que der e vier ao vivo. Aliás, cada um sabe de sí não é mesmo? Poucos tão, e quase nenhum pro que der e vier - ou melhor, pro que vier tem muitos.
As pessoas mais legais são as que não cobram, são as que não sentem saudades, são as que esquecem de ser amigos, e se tornam companheiros de noitadas e farras, esporadicamente marcadas por intensidade de sentimento. Os amigos mais legais são os que não nos conhecem, e portanto, não nos desvendam num simples olhar. São os que não sabem do nosso passado, e aqueles aos quais a gente não tem o sentimento de dívida - responsabilidade seria o termo certo. Os melhores amigos, são os que não são espelhos de nós mesmos, sempre nos impondo aquilo que somos e muitas vezes não gostaríamos de ver. Melhor lidar com quem nunca vai me exigir nada a mais do que eu possa dar. Melhor lidar com o morno, do que com a vida verdadeira em seus picos de emoção.
Uma realidade rápida, passageira, fugaz. Um tempo de ir trocando de amigos. A regra é o teor de verdade. Uma fase para ser livre, livre de uma liberdade presa, pelo mesmo desejo de ser livre. Oi?
O "eu te amo" nunca foi tão fácil e tão rápido, pena que tão falso. O "te cuida", "tu quem sabe" e "fica bem", nunca foi tão usado. Já o "eu cuido de você", "eu sei" e o "vou te ajudar a ficar bem", foram considerados antiguidades sem propérios. Inutilidades. O mundo voa. E com o vôo do mundo, o ser humano [ no sentido de ser um humano] passa rápido, tão rápido que ninguém entende. E já diria Clarice que ser ultrapassa todo o entendimento.
Ligar pra saber como a pessoa está? Assim, sem querer pedir favor, ou sem precisar de um desabafo? É coisa rara, que nem arara na floresta. A mão estendida, por si só, bah!!!? Gente que a gente olha e sente com todo o coração, que realmente está ali ao lado, em alma e corpo [as ciências modernas não gostam da divisão, nem eu, mas é só pra entender], é quase uma relíquia.
Pessoas fraternas. Nunca tinha parado pra pensar, mas são elas que fazem falta nesse mundo de cão. Não é quem mata, não é quem rouba, não é quem maltrata que comete o maior crime. É quem passa pela vida, tão aprisionado ao EGOísmo que não se dá conta, que o grande lance e aprendizado, está em não ser o único, e em ter outros para trocar a própria vida!!! Se fosse pra ser uma relação entre você e você mesmo, viria uma cápsula junto, destas que isola.
O que resta? Os fraternos que se encontrem.
E que se distanciem dos livres, estes andam me dando agonia tamanha a prisão.

Monday, April 02, 2007

Tereza...

Tereza

Terezinha

Dá-me um pote de alecrim


Terezaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Amor meu
Traz logo o "cházim"


Tereza tão serena, olhos d'água

Tereza que não chora, que não grita, não faz nada

Tereza dos meus sonhos
Tereza é uma fada
Traz pra mim logo todos os sonhos
Antes que se finde a minha estrada.

Saturday, March 31, 2007

imensidão

No meio da madrugada eu lanço a pergunta: o que você fotografaria se o tema fosse imensidão?

Eu fotografaria um ator em cena, ou simplesmente o palco, nú, vazio, somente com um foco aceso. Quer mais imensidão que isso. Fotografaria o mar, e se desse pra captar o vento também, mas o vento, não as coisas que ele carrega. Eu talvez fotografasse algum cheiro, se desse, mas aí já não era mais fotografia...
Eu fotografaria um abraço, um frio na barriga, uma hora passando. Fotografaria o céu e suas estrelas, se fosse de dia uma pipa vermelha voando. Eu fotografaria o centro de uma cidade tipo São Paulo, o pôr do sol, o horizonte e uma flor abrindo.
Mas eu também iria fotografar as bolinhas d'água que formam quando a gente solta ar no mergulho...


Fotografava a tristeza, que num olhar se torna imensa, e cheia de sutilezas...

Wednesday, March 28, 2007

abertura...

A vida se mostra cada vez mais surpreendente. Vem que nem vento, leva algumas idéias que pareciam fixas, e de mansinho vai te mostrando novos horizontes, novos sonhos, novas oportunidade. O quu antes parecia a única alternativa de felicidade, logo se mostra como mais uma, entre todas as outras que começam a cair na cabeça andante.
A gente vai desacreditado, achando que não é o mais legal, a gente vai cheio de preconceito, a gente vai fechado, porque a gente acredita que nossas ideias e escolhas são as mais legais. Que tolice, o mais legal é ter idéias e escolhas, e nem por isso deixar de estar aberto para as mudanças que vão se colocando em nossa frente. O que antes era uma indiferença, aliás mais que isso, uma birra, hoje vai se colocando aos poucos, como uma possível futura paixão, uma escolha de vida!!!
Eu não sei do amanhã. Não sei se vai dar certo ou não. O mais imoprtante já aconteceu, minha visão e meus horizontes se ampliaram, e isso não tem preço que pague!!!

Wednesday, March 21, 2007

será...

Todo o mundo sente as mesmas coisas. Tem os mesmos medos. E passa por situações iguais. Não tem erro. Por isso eu acho bom compartilhar, mesmo que através de palavras, o que a gente pensa da vida. Creio que ajuda a diminuir nossas culpas, e nossos medos do inesperado.

Será que antes de mudanças radicais a vida pára, vira estátua, só pra contrabalançar?
Será que o tempo é relativo?
Será que...?


Meconildoooooooooooooo, adoro quando tu aparece aqui de surpresa.
bj grande.

Friday, March 16, 2007

teclando dr

Eu tenho achado engraçado como as pessoas fogem das relações [não só as de casal] não superficiais. É sério, se reparar bem, você verá um toró de desculpa caindo por aí. "Ai não gosto de cobranças", "Ui detesto ter obrigação", "Ai que saco essas relações que sufocam"!!! Até aí tudo bem, concordo em número gênero e grau, mas o problema é que as pessoas andam querendo muito mais ou menos que isso.
A raça quer pessoas descomprometidas com o lado chato da coisa, mas absolutamente comprometidas com a hora boa, ou com a hora da necessidade [quando a raça precisa]. Tenho ouvido muita balela por aí, tenho visto muita babaquice, e tenho deixado tudo passar perto ou longe de mim. Não ligo mais, só escuto e penso, então tá né, o tempo é o senhor da razão [já diria o orkut].
Noutros tempos eu debateria a questão, eu argumentaria, mas hoje em dia, nem falo nada. Aprendi que na vida é assim, tem quem está com a gente [muito poucos] e tem quem nunca esteve [muitos muitos]. As distâncias são relativas, depende de quem está ao longe, e da vontade que você tem de vê-lo. Sentir-se sufocado, tem mais a ver com a sua falta de capacidade de se entregar [e isso vale pra mim também, que me sufoco tão fácil] do que com a carência da outra pessoa.
Obrigação não cabe em relações sinceras, se você sente-se obrigado, acredite, é porque você ama de menos, não a pessoa que exerce algo sobre você [afinal ninguém faz nada, que não queira, para o qual não receba he he he].
Andei cansando das desculpas que as pessoas inventam. E andei aprendendo sobre mim mesma, que tantas vezes inventei estas desculpas. Andei pensando que se eu não convido alguém pra sair é porque não tenho vontade, e isso quer dizer algo. Acho que convivência é coisa procurada, e a falta dela [quando a distância física não se impõem] também o é.
Ah sei lá...
Só sei que ando cansada por demais dessa coisa de amizade. Dessa coisa de ter um ombro amigo. Dessa coisa de confiança. Dessa coisa toda. Talvez seja muito melhor adotar a fórmula dos que têm um ou dois melhores amigos e nada mais, esse troço de dizer que todos são meus amigos, tem me parecido muito frágil. Cansei!!!
Ah, mas eu tenho duzentos e poucos amigos no orkut, vai ver a relação mais legal hoje em dia seja mesma a de scraps. Vamos teclar uma dr?

Sunday, March 11, 2007

dia internacional da mulher. [ecca]

Eu detesto o dia da mulher!!!
Fato consumado. Verdade gente. Me diz pra quê comemorar um monte de mulher morrendo queimada numa fábrica? E me diz pra quê dia da mulher, se todo mundo prega a igualdade de direitos? Hipocrisia!!!
Ganhar rosinhas vermelhas, correntes via orkut, parabéns em plena rua, e sorrisos gratuitos, inclusive dos machões de plantão, que quando chegam em casa tratam suas mães e/ou mulheres pior que capacho. Tô fora meu irmão!!!
Mulher não tem que ter dia não. Somos todos iguais né, então vamos valorizar o sexo feminino, que de frágil nada tem, todos os dias. Até porque ganhar igualdade ao inverso, inventando um dia para o homem, daria muito mais trabalho. E daríamos o quê? Bolas de futebol? Charutos? Cuecas? Eu hein!!!
Espero que as minhas filhas não achem bacana ganhar rosas vermelhas, espero aliás, que elas nem precisem comemorar a porra dos churrasquinhos da mulherada na fábrica, espero mesmo que elas ganhem a tão sonhada igualdade, que na verdade que dizer: sim somos diferentes e por isso merecemos todos o mesmo respeito, saca?

Sunday, March 04, 2007

tempestade cerebral

Mestrado na USP, curso em Sampa, Rio de Janeiro, oportunidades de trabalho como atriz, como encontrar um apê em menos de quatro dias?, como levar todas as minhas coisas?, como escolher quais as que ficarão?, como viver sem internet?, preciso providenciar um dvd, é preciso pensar qual o melhor bairro, e tem a grana, hummm a grana da intervenção médica também, tem que pensar daí no projeto, e pensar também em como se desfazer das coisas que ficam, tem que aprender a fazer rancho no super, limpar a casa, descobrir lugares bacanas, e conhecer amigos novos, tem que ter como se comunicar com os qua ficaram, será que vai dar pra ter um telefone?, e se o gás não for central eu vou ter que trocar?, ai meu deus ainda tem que pensar que tenho que juntar grana, e estudar, tenho que ver os dois livros que preciso pro projeto, tenho que arrumar uma peça pra fazer quando eu chegar, preciso ver com quem trabalhar, e preciso continuar escrevendo, meu celular está desligado, porque mesmo?, eu não ando afim de me comunicar, porque mesmo?, eu renovei o blog num domingo meio chato, deixei minha bola de vôlei cair na vizinha, saco, não posso me esquecer de ir buscar, e não devo esquecer de pegar meus dvds e fitas com o Bruno, e preciso marcar a consulta amanhã, tenho dentista fim do mês, talvez mais viagem, ah é mesmo quarta tenho que estar cedo no aeroporto, preciso comprar um jornal pra pesquisar preços, preciso me desfazer de coisas velhas, preciso limpar meu armário de bolsas, deveria ter ficado mais tempo na piscina, agora o que eu faço no fim do domingo?, cansei de pensar...

viajei

Ontem mesmo, eu estava sentada no boteco, um boteco normalzinho, aqui na Ilhota mesmo, com alguns amigos ao redor, bebendo, conversando, recebendo e enviando mensagens, e eis que eu viajei. Não no sentido de viajar na maionese. Não! É no sentido de estar noutro lugar já. No lugar que eu posso estar daqui a menos de um mês.
Senti o clima, o ritmo, as pessoas, senti a sensação como se estivesse lá. É como se já fosse uma prova do que encontrarei. Uma intuição talvez. Aliás, intuitivamente tenho sentido que minha vida dará uma virada. E isso tem a ver com estar noutro lugar.
Pensando bem, aqui eu não estou mais mesmo. Meu pensamento vagueia [como diria a Marisa], minha alma flutua, e meu futuro se projeta noutros mares, noutras terras, e que assim seja. Não há como adiar o inadiável. Não há como manter o fluxo do tempo parado. Não há como deixar os medos congelarem as ações. Só precisamos ter um pouco mais de paciência [tá difícil] e um muito mais de coragem.
Amém.