Thursday, November 30, 2006

o desencontro!!!


Como diria o "poetinha": a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Eu me pergunto: porque?
Ó céus, porque tudo não poderia - pelo menos vez em quando - dar uma encontradinha? Às vezes é divertido as coisas não se encontrarem ou demorarem até a hora de um encontro, mas confesso, tem vezes que cansa tanto.
No campo dos sentimentos - e sentimentalismos - a arte do desencontro se faz inteiramente mais forte. Daí segue o fluxo: João que ama Maria, que ama Pedro, que está apaixonado por Clara, que anda se insinuando para Beatriz [opa, modernidade à vista - essa adpatação é por minha conta]... E segue-se aí o caminho absolutamente desconexo, de setas desviando de alvos tortos.
E já diria a música do Moska: é a seta no alvo, mas o alvo na certa não espera!!! Porque? Mas porque quando as borboletas atingem alguém, e o alvo destas é você - justamente você - porque você não se enquadra no campo de visão e tiro das pequeninas? [borboleta pequenina - mas o estrago delas é grande]. Porque a gente não é um alvo móvel, destes que se preparam pra receber as flechas? Porque ao mesmo tempo que somos alvos, não podemos ser também os instrutores dos atiradores? [ao invés disso, nós atiramos noutro alvo] Ai, ai, ai...e ai!!!
Seria tão mais fácil se pudéssemos prever, e encaixar tudo certinho no lugar. De fato, seria tudo um pouco tedioso, porém inegavelmente mais fácil [se bem que depende do modo como cada um lida com o tédio]. A ansiedade simplesmente não teria campo de ação. A insegurança do famoso "ligo ou não"? não seria mais necessária. Você não teria que aderir aos malditos joguinhos da paixão, do flerte e essas coisas todas. Malditas regras que parecem um Tratado de Tordesilhas, ninguém vê, mas todo mundo sabe que existe. Regrinhas que fazem você não ligar, porque o outro disse que ligaria, regrinhas que fazem você ter medo de parecer entregue demais.
Saco!!!
Sou totalmente a favor do: vamos dizer a verdade e ponto. Sejamos sinceros povo do meu Brasil. Sejamos verdadeiros, e que a verdade não espante, não machuque, não faça sair correndo. Que a gente não precise mais pisar em ovos, nem se sentir em um tabuleiro de xadrez. Odeio isso!!!
Às vezes acho que as pessoas deveriam ser aducadas para a verdade, isso ia facilitar, e ninguém teria medo de quem fala e diz e pronto. Pra quê ficar jogando? Pra que o lero lero? Pra que? Vamos viver minha gente, vamos falar o que se tem vontade, vamos abrir o coração.

Detesto esse estado patético de ser. Detesto e adoro estar assim. Sei lá.

[tentarei continuar sendo eu, mesmo que isso seja quase como: um filme de ação para uma mocinha romântica (ela pode sair correndo - ou não)...que saiam correndo, eu não to pra churumelas]

JURA!!!

Thursday, November 23, 2006

Felicidade tem que vir depois do sofrimento? [ou felicidade tem que vir no fim da vida]



Gosto da minha vida no atual momento. Gosto do movimento que ela anda tendo. Às vezes as coisas passam por mim como num turbilhão e me sufocam um pouco. Às vezes passam devagar e sempre, e me sufocam de novo - como boa claustrofóbica tudo me sufoca, só muda o motivo.
Gosto de ser uma autista hiperativa, porque é isso que permite com que eu vá do caos absoluto, causado pelo acúmulo de planos, afazeres, deveres, obrigações e idéias, ao ralentado ócio que me consome em alguns dias. E acredite, eu escolhi ser assim.
Um dia a dia que começa as oito da manhã e termina as oita da noite - ou mais cedo e mais tarde, enfim - definitivamente não me compra. Não quero a estabilidade de um emprego público, não quero a vida burguesa - embora queira, sim, um pouco de dinheiro - não quero um compromisso igual, e muito menos quero esperar sempre a mesma coisa do meu dia.
Também não quero que a supresa fique manjada e que nunca saber o que será o amanhã vire rotina sabe? Daí eu acho que to no caminho certo. Começando pela profissão escolhida, que super me oferece tudo isso, e por favor, não me peçam pra querer uma rotina burocrática, só porque a maioria das pessoas faz isso. Faz tempo que eu saquei que não sou parte da massa - não olhe isso como arrogante, por favor - afinal eu sou a autista mais hiperativa que eu conheço.
Faz tempo que eu descobri que meu amor é o teatro, meu amante o cinema, meu marido um trabalhinho na tv e minha amizade eternamente colorida é a escrita. E faz tempo que eu aceito isso. Não. Não pretendo aspirar por um emprego super enquadrado, por pura falta de prazer. Já ouviu falar em prazer?
Deveria ser uma palavra básica pra se viver. E aí não pensem que quem vos fala aqui, é uma super irresponsável, bem pelo contrário, sou séria demais. Mas acho que as coisas têm que ser divertidas, prazerosas e leves, e quem disse o contrário, é a mesma pessoa que inventou o capitalismo, a inquisição, a escravidão, e todas as coisas toscas e reprimidas do mundo. Ecca!!!
Quem diz pra você que viver tem que ser difícil e sofrido, que é uma saga atrás do pão de cada dia e que o mais importante é você parecer bom caráter e não ser feliz demais, é a mesma pessoa que prega que Deus e Cristo só amam os sofredores - oi?
Nunca acreditei nessa balela. Saco.
Por isso eu esteja solteira talvez. Nunca encontrei alguém que bancasse viver um relacionamento leve, livre e solto - o que não implica em infidelidade necessariamente. Mas porque as pessoas confundem tudo? Porque eu não sentir ciúmes quer dizer o mesmo que eu não amar? Porque eu não ligar o tempo todo quer dizer que eu esqueci? Porque eu não posso ligar só quando tenho vontade e alguma coisa pra dizer? Porque eu não posso achar bacana quem eu amo ser livre e feliz? Coisa bem chatinha isso!!!
Sempre quis pessoas parceiras ao meu redor, que me entendessem - e acredite eu faço o possível para colaborar - que me dessem a única coisa que eu exijo: espaço e liberdade - porque sim eu preciso muito disso. Em troca? Eu dou toda a atenção do mundo, amor, carinho e liberdade e espaço, para que estas pessoas sejam elas, sintam-se a vontade para ir e vir, para chorar e sorrir e ser o que forem.
Não quero nada. Só quero que permaneça ao meu redor quem me aceita do jeito que eu sou, e perdão pode parecer meio egoísta, mas tem coisas que eu não cedo de jeito nenhum, meu espírito é do vento, e pretendo fazê-lo permanecer assim.
Às vezes meu único desejo era comprar umas passagens para dentro de mim mesma, e dá-las às pessoas que eu amo. Assim elas finalmente entenderiam, que amor - o meu - nunca estará diretamente proporcional a minha presença física, a minha taxa de ligações diárias, ao meu nível de ciúme e a minha quantidade de sentimento de posse. Entende?
Não!!! O que envolve isso, pra mim, não é amor, e eu não quero. Será que pode ser?
Agradeço sempre ao universo por ter encontrado bons amigos que me amam e compreendem, assim do jeito que eu sou. Agradeço por ter tanta gente bacana com quem compartilhar - e eu demoro pra reconhecer como amigo mesmo, portanto o fato do meu ser antipático ter alguns bons e verdadeiros é bom sinal.
Sim, comecei a aceitar algumas coisas na minha vida. O fato de que no fundo, dane-se o que os outros pensam, na real eu to conseguindo seguir um caminho que eu quero e acho que permanecerei seguindo nele pro resto da vida. Dane-se se eu vou ficar indo de garoto em garoto até achar o parceiro, que sim eu acredito que possa existir. Dane-se minha auto estima podre, porque eu não devo ser tão uó, já que tenho tantos bons amigos e das mais diversas fontes e espécies - não sintam-se cobaias pelo "espécies".hehe...
No momento eu me encontro com borboletinhas na barriga, e talvez não dê em nada, talvez dê, talvez eu mesma as mate em breve, mas só o fato de sentir isso já vale. A Clarice bem diz, que o instante já, já não é mais, porque ele está sempre passando. E que chato uma vida 100% no futuro, ou no passado ou no presente. A vida tem que estar equilibrada entre os três, necessitando de picos exporádicos entre um e outro.
No momento eu estou com super planos de juntar dinheiro e ir pro Rio, porque eu quero muito correr atrás da minha carreira, fazê-la crescer, e se isso vai dar certo amanhã? Não sei, mas pelo menos vou ser uma velha de 93 anos que se orgulhará de ter ido atrás da vida, montado nela e dado uma corridinha. O chato, o frustrante, o inseguro, o instável e o perigoso mesmo, é o coração que não se apressa de vez em quando, é o olho que não brilha, é o estômago que não embrulha, é o bêbado que não dá uma caidinha, o filho que não grita com a mãe, a sonho que não é tentado, a vida que não é vivida, e apenas preenchida burocraticamente quem nem ficha do inss, dia após dia.

Voltei a escrever e estou muito auto-ajuda pro meu gosto. Mas dane-se isso também!!!

[e sim, tem quem não vai entender, mas não precisa, viver ultrapassa todo o entendimento, já diria Clarice, que nem sabia o quão sábia ela era].

Friday, November 10, 2006

cartas


os tempos têm sido de vislumbramento e organização dos planos - que no meu caso vão se tornando fatos apressadamente [maldita ou bendita ansiedade prática]. penso que quando estiver morando no rio, escreverei mais cartas que e-mails ou scraps - sim estou bastante influencidada pelo livro de correspondências da Clarice. escreverei cartas bonitas e minuciosas, de maneira que meu dias se tornem claros aos que não os compartilharão comigo, mas sem, no entanto, perder o tom poético, que me é tanto chegado.
mal posso esperar por ver o mar de lá, as cores e as janelas. espero ansiosamente pelos conhecimentos que me esperam. aliás espero ansiosamente por mim. sou sempre outra quando viajo - quando saio de mim [plagio].
o mundo tem me parecido bstante simples e bacaninha - tenho tentado fazer disso a ordem do caos. e de fato acho que eu tenho sido simples, e sem sofrimentos demasiados - ainda acho que trsiteza e dor fazem parte da experiência maior que é viver. tenho certeza de que o ar anda mais puro, pelo menos o que me chega.
a minha escrita anda fraca, sem som, sem cor, sem muito estímulo - seria o momento hiato? talvez [...] ando mais dada a ler do que a escrever, e tenho me encontrado mais nos escritos alheios que nos meus próprios. mas de certo que o ato de escrever já tornou-se um hábito, posto que mesmo sem inspiração, não passo um só dia sem desenhar algumas linhas que seja. e me faz bem.
ando compulsiva por comida. ando mesmo comendo de tudo. tenho tido bastante queda por comidas coloridas e absurdamente inspiradoras. cansei um pouco do trivial. eu sempre canso. achei bacana que a Clarice também reclamava da normalidade da sua vida. gosto de pessoas que precisam de emoção.
fiquei um pouco menos amiga da cerveja. o gosto já não me cai tão bem, e também não me acomete nada. medo!!! o frio ainda anda rondando o catos sul deste país, mas o sol se faz presente. confesso que gostaria mesmo é de um calor.
o mar. talvez minha maior saudade presente. preciso mergulhar nele em breve. é ele quem sempre me acalma, me desperta e me ouve. [às vezes me afoga].
perdi a vontade de ser fotógrafa, estilista, psicóloga e escritora, na verdade, as tenho pra sempre, mas nunca como vontades de vida. ganhei mais vontade do que já sou. obrigada!!! a quem? a mim mesma talvez [ minha mãe também]. não posso reclamar, a minha mãe é a pessoa mais livre, moderna, generosa, sensível e aberta para comigo, que eu já tenha visto. ainda bem.
não ando com vontade de roupas nova, o que é um milagre. estou feliz com as minhas, isso se o verão fizer calor e eu puder sair destes casacos amassados.
acho que cansei um pouco de escrever, e preciso ir lá comer algo, me parece mais agradável.
a propósito, ontem foi um dia bom. e definitivamente sou dada a correrias, adoro não ter tempo pra fazer nada com muita calma. [sim, acredite].

abraços.

Monday, November 06, 2006

saudades


Se eu pudesse, desenvolveria um super potinho pra colocar dentro todos os amores da minha vida!!! Mentira, porque no potinho eles não respirariam, não seriam felizes, nem fariam parte da minha vida...deixa eles dentro do meu coração - que é onde eles já estão.
Não sei como, não sei porque, nem de que jeito, mas eu tenho pessoas tão bacanas a minha volta. Gente de todo o tipo, de toda a cara, com todos os estilos possíveis e uma coleção de almas nobres.
Dentre tanta gente, claro, tem os que são especiais pelos momentos, pelo tempo, pelas lembranças, pelas histórias, pelo carinho e pelo infinito amor. Dentre esta gente especial, tem tantos amores meus, mas tantos, que mal cabem em mim.
Na mesma proporção deste amor e desta gente, anda a saudade. Ai quanta saudade que habita meu ser - que se torna pequeno do tamanho de um anão. Sinto tanta saudade. Saudade de todos os tipos. Saudades deste quarteto, por exemplo. Saudade do que eu sou com eles, para eles e através deles. Saudades de tudo que foi, é e será - de outra forma, mas sempre será. Meus companheiros acadêmicos, de arte e vida. Os que mais me viram, chorando e sorrindo. Amo!!!
Tem saudade dos amores especiais que eu não vejo mais, não convivo ou mesmo pouquíssimo conviví - e talvez eles nem saibam o tanto que são especiais - saudades dos que ando distante, não diminuindo nem um pouco o amor.
Saudades dos meu amores parceiros de conversas, decepções, teorias, sonhos, paixões divididas, shows, canções, brincadeiras, almas, dignidade, sorrisos, caipirinhas, bafões, pistas, carros confidentes e por aí vai...
Amo, as pessoas. Amo meus amigos. Amo quem me rodeia e faz eu ser quem sou. Esse ser meio estranho, esquisito e tosco, mas que ama.