Monday, October 30, 2006

Política?!


Política e porque não?
O que fazer em uma cidade que anula seu festival de teatro? Aí descobre-se que ano que vem este mesmo festival ocorrerá em abril, para nos próximos anos passar a ocorrer em janeiro e fevereiro. Muitos devem se iludir pensando que isso é uma tentativa de florescer a cultura no verão florianopolitano, já eu duvido.
Fazer voltar o festival no verão e torná-lo competitivo de novo, não passa de uma tentaiva de ganhar custos através do verão, uma tentativa de fazer da "cultura" um cirquinho de pulgas para divertir turistas. Mas não se enganem não, quem vem pra cá, vem de cidades maiores e está acostumado com cultura o ano inteiro, não engolirá qualquer coisa não - por isso, talvez, no rebate das bolinhas, sobre um pouco de avanço a esse festival, porque os turistas, estes não engolirão qualquer coisa, e como tudo aqui é para eles...
E continuamos então com a descentralização, e a inércia por toda Santa Catarina. Que pelo menos, por mais quatro anos, atenderá pela alcunha de maior província de todo o território brasileiro. Ai ai!!! Mas os que aqui nasceram e residem, devem saber o que fazem.
Segundo o Cacau Menezes - "ícone de inteligência ilhéu" - o expressivo índice de votos nulos no Estado é um resultado que prova a necessidade de desobrigar o voto. Será que ele acha que quem votou nulo, abriria mão de seu voto se ele não fosse obrigatório? Será que não passa na cabeça dele que estas pessoas simplesmente não queriam nem o Espiridião nem o Luís Henrique? Mas ele é ícone de inteligência, quem sou eu pra contestar.
Mas meu Deus do céu. Quanta revolta.
E o Alexandre Garcia dizendo que a camada mais esclarecida da população votou no Alckimin. Oi? Ah sim, é porque ele deve ter votado e deve se considerar bastante esclarecido. Então lamento avisar mas aqueles que delcararam voto em Lula, como o Ziraldo, o Suassuna e o Chico - sim o Buarque - são todos desesclarecidos. Não ouçam mais o que eles dizem, ouçam somente o Alexandre, esse sim, sabe o que diz, até porque ele é da Globo, e a Globo é muito massa. Falou?
Como o povo engole isso? Como Alguém pode julgar as pessoas mais ou menos esclarecidas? Meio ditatorial esse gesto não? Ele parte dos seus próprios pontos de vista pra julgar aos outros. Se ele votou no fulano ou no ciclano, bom pra ele, mas não me venha dizer que o povo é burro, porque ele mesmo deve também ter ajudado a eleger o Collor e o Fernandinho, será que ele é tão esclarecido assim? E o Jabor hein? Mas devia ter ficado no teatro e na literatura ficcional, não devia tentar comentar política. Tente da próxima vez ser mais imparcial, ou pelo menos mostrar dois pontos de vista, e não impor a sua escolha em textos nitidamente manipulados. Ah, mas claro, eu havia me esquecido, ele também trabalha na Globo. Ai, ai.
Não, não se enganem, não sou partidária de ninguém, só me revolto é com essa camada que se julga intelectual, e no fundo empunha os gestos ditatoriais já tão bem conehcidos. Gente que discursa democracia, mas no fundo, através de seu mínimo poder, tenta manipular a mente dos menos esclarecidos, como eles mesmo julgam - ou dos mais esclarecidos, já que os menos não os ouviram.
Tanta incoerência. Tanta. Ás vezes preferiria não ver essas nuances, e portanto, ainda acreditar em alguma coisa boa no mundo, mas minha mãe colocou aos meus olhos muitas possibilidades, e eu acabei por conseguir distinguir quem quer me colocar goela abaixo um pensamento que não é meu.
Qualquer motivo pra não votar no Lula, eu entendo, mas menos o que ele é analfabeto e burro, porque esse, nem os Alexandres e Jabores usam mais, não cola. Burro não chegaria ali. E no mais, eu queria que tivessem inventado um outro candidato, mas talvez nem Deus dê conta do Brasil e dessa gente torta.
Quanta bravata.
[a Clarice também usa essa palavra - bravata - oi?].

Sunday, October 29, 2006

apaixonadamente


Sou uma pessoa movida à paixão. Ok, podem rir, achar brega, aracaico, romântico e o diabo a quatro, mas sou assim e assumo.
Não gosto de fazer da minha vida uma destas fichas que preenchemos pra cumprir burocracia. Nunca me preocupei com o tempo certo para nada, sempre segui meus instintos. Nunca fui dessas de embarcar na canoa do mais ou menos, só pra correr menos riscos. Não!!!
O meu trabalho me apaixona, me fascina, me encanta. Às vezes me atormenta, me desarma, me desaba, me faz ficar triste e ter as crises mais gigantescas da história - minha -, mas ainda assim, faz meu coração disparar de emoção, dá sentido a minha existência, e mesmo, faz esta existência não ser tão humilde.
A Clarice também me é apaixonante. Faz com que eu siga a vida leve, embora às vezes dê um certo peso. Quando leio suas palavras, eu me desabo em mil Marinas, seja por rir descontroladamente, por chorar, ou simplesmente por pensar que sim, eu existo e vivo verdadeiramente.
E assim, vai com tudo o que me fascina. Não gosto de mornidão - como já tanto disse. Talvez muitos pensem, "esta menina vê filmes demais, lê demais, sonha demais"... Pensem o que quiserem de novo, sou mais a minha estrada de amoções vulcânicas do que um caminho simples, reto e fácil, cheio de flores aos lados.
Nessa incoerência coerente de buscar estar apaixonada e viver a vida com fervor, encontra-se espinhos grandes, dos maiores eu diria, mas me dá um prazer arrancá-los dos meus pés. Sinto uma dor que faz bem, posto que depois dela vem a satisfção de poder seguir em frente, sempre com o brilho nos olhos de quem vai aos extremos - e gosta disso.
Sou apaixonada por escrever, e isso fica claro na minha compulsão por textos enormes e pelas infinitas descrições dos meus estados de humor. A vida pra mim, tem que ser intensa, tanto na diversão, quanto na falta dela. E isso pode parecer meio filme, meio teatro, meio atuação, mas enfim, assim sou feliz...
Não gosto de viver a vida um dia após o outro como uma simples cidadã que preenche os requisitos. Gosto de viver como se estivesse sendo filmada, vista por um público gigantesco. Como atriz, sou péssima nos ensaios, só sinto prazer pleno na hora da ação verdadeira, com a câmera ou o público pelos lados afora. Na vida, como ser humano que pretendo sempre ser, detesto me sentir em um ensaio, testando, treinando, pontuando, lapidando, pra fazer o melhor. Façamos apenas. Se sair o melhor, que bom, senão, paciência, a vida apesar de curta é longa, e tem-se tempo de consertar o que quer que seja.
Essa coisa de: "Marina você tem que tentar outras alternativas para sua vida", definitivamente não me compra, e diante das necessidades, carências e medos que eu tenho, sempre grita mais alto aquela voz que diz que sou movida pelo amor e pela paixão.
Não gosto de ser amiga das pessoas sem admirá-las antes, mas aprendi a definí-las como pessoas queridas em potencial, para não ser tão dura e radical. Não gosto de ensaiar, mas aprendi a procurar render o máximo possível para não assustar muito os diretores. Não gosto de tentar amar alguém sem estar apaixonada, porque a carência e o medo de ser a única solteira na mesa me contamina às vezes, mas aprendi a ter paciência com os que me aparecem.
Por fim, o que ando precisando mudar na minha vida, pra sentir mais paixão, é o lugar onde vivo. Tão ruim como um relacionamento sem paixão é morar em um lugar que não nos desperta muitas fascinações - não posso usar a palavra nenhuma, porque uma ilha com 42 praias, não tem como não fascinar um pouquinho.
Moraria no Rio, ou em Porto Alegre, e muitos se questionam porquê. E eu digo: por paixão. É assim que eu funciono, o que me atrai, o que me fascina, o que faz meu coração palpitar, o que me traz lembranças, o que me comove, é o que se torna válido na minha vida. Ainda tenho tantos lugares pra conhecer, que me parece uma tolice passar o resto da minha vida em um lugar que me traz adormecimento.
Aliás, ainda tenho tanto tempo na minha vida, que não preciso decidir nada com absurda seriedade. Seguir os meus instintos também faz parte da minha paixão, e é para eles que me voltarei agora. Acenderei meus insensos, irei à praia, sairei mais comigo, beberei algumas, conversarei com uns e outros, mas acima de tudo ouvirei minha voz de maneira clara, dizendo não aos medos e carências que tentam negar a mim mesma, e serei, acima de tudo, a pessoa mais apaixonada pelas minhas decisões.
E que venham montantes de palpitações, tirando pra lá essa mesmice careta!!!

Ps: e sim sou uma garotinha complicada, que gosta de não ver somente o óbvio, mas o olhar dos apaixonados é assim, vai longe, em busca das emoções, e quando estas não são óbvias, agente inventa ou procura ao longe.

Ps2: esse caminho pode ser mais difícil, mais árduo, mais complexo, mais chato às vezes, mais imcompreensível para quem está ao lado, mas é certamente, o que mais trará satisfação, porque de resto nunca se poderá dizer que tenha faltado emoção.

Ps3: uffa!!!

Monday, October 23, 2006

uma velha história de amor


As relações - humanas - são realmente muito complicadas, e não me refiro só às relações entre namorados, amantes, apaixonados ou coisa do tipo, me refiro a qualquer tipo de relação humana. As mais bonitas são as verdadeiras, que duram o pra sempre momentâneo de uma vida. As que têm a leveza do amor sincero, mas que se servem da dureza que traz consigo qualquer relação. Aquelas que são baseadas no respeito, na confiança, no olhar, na intuição, no abraço, no beijo, na parceria, na sinceridade, seja dura ou não, aquelas que têm como fundamento básico o amor: e não pensem que vocês sabem o que isso realmente significa - eu também não penso que sei.
Amor é palavra muito em voga, mas creio que nem sempre tão bem praticada. Amor hoje em dia vem vindo muito ao lado do ciúme, do egoísmo, da competição, da inveja, do interesse, mas aí já não é amor. Porque esse, liberta, salva, gargalha, estende a mão, pede perdão, perdoa, surge na hora mais precisa, some quando se precisa de tempo, faz tocar o telefone quando sente que é necessário. Amor chega sem se perceber, vem de mansinho, aos poucos, alguns a conta gotas, outros num turbilhão que quando se vê já não se vive mais separado. Há certos tipos de amor mesmo, que surgem da discórdia, vêm do não gostar, da implicância, ou por conta dos que já temos. Amor vem, chega e se instala, e acima de tudo faz bem, muito bem.
Não creio que exista amor, sem um minímo de discordância, de diferenças, de tristeza, de discução, até mesmo de bronca ou briga. Aliás acho que sem isso, nem dá pra sacar se é amor mesmo ou não. Os sentimentos hoje em dia assumem um pouco da fugacidade do mundo, e acabam nos enganando. Mas, eu também acredito no amor fugaz. Aquele que dá e passa, sem deixar de ser amor. Acredito no amor sem convivência. No amor gratuito, sem nenhuma gratidão envolvida, nem mesmo conhecimento. Acredito no amor entre pessoas praticamente estranhas. Ama-se e ponto. Seja lá o que for. Ninguém explica ao certo o que desperta o amor.
Amor pra sempre é o mais bonito, mas só aquele que mesmo pra sempre, ainda permanece amor, sem se tornar uma prisão ou algo parecido. Esse é o mais difícil, porque tem que ser cultivado eternamente enquanto dure. E não é fácil. Porque tudo que é novo nos chama mais atenção, nos aquece mais a alma, nos faz suspirar mais de graça. Amor "velho" traz consigo a dificuldade da rotina, do conhecer muito o outro, da não novidade, ou melhor, traz consigo o desafio - que eu comparo muito ao ofício do ator - de trazer a novidade sempre, para o que já é conhecido e aparentemente o mesmo.
A gente sempre se emociona com o primeiro "eu te amo" de alguém. Porque é muito bonito mesmo - nunca se sabe o quanto esse alguém ensaiou na frente do espelho, o quanto sua mão tremeu e o quanto foi difícil dizer. Pra uns é fácil, pra outros nem tanto, e tudo tem seu teor de verdade. Mas o mais maravilhoso de tudo, é quando as lágrimas não ficam dentro dos olhos por um "eu te amo" já dito mais de um milhão de vezes por um mesmo rosto, tão conhecido já. É tão bom quando se vê que podem passar anos e mesmo assim, certas pessoas nos emocionarão pra sempre.
As relações novas são muito importantes, nos refrescam a alma, nos ensinam novas formas de nós memsos, nos revelam, e sempre nos recolocam na ação de aprender a olhar a alma humana - e como é importante. As velhas, essas nos ensinam a improvisar, a buscar o novo dentro do velho, a conhecer mais a fundo - nós e os outros. Muitas nos obrigam a conviver com espelhos de nós mesmos andando por aí. Outras nos fazem ter que encontrar motivos para continuar amando, mas no fim fazem com que descubramos que não é preciso, a própria procura do motivo para amar, já é amor. É difícil, porque com o aprofundamento da intimidade, os limites se alargam, a sinceridade se estreita e às vezes o dia a dia faz ficar comum. Esquecemos de como é bom agir como se estivéssemos tentando conquistar, de como ainda é bom ligar só pra dizer oi e dar um abraço do nada. Mas isso é mais um desafio.
Acho que da vida, dessa que a gente vive, o que se leva mesmo é isso, o amor. E não devemos menosprezar sua variadas formas, tão pouco fechar os olhos pra perceber quem nos ama, e a quem amamos. Amar, isso vale à pena. Ter um sentimento bom por alguém. Querer cuidar e desejar a felicidade. Desejar a companhia e sentir saudade na ausência - e quanto mais se ama e quantos mais se ama, maior a saudade nas/das ausências.
Meio piegas, meio sentimentalóide, eu sei, mas confesso, eu sou assim. Sou "super" assim. Acho que porque a vida tem sido de fato, muito boa comigo. Tenho tanta gente me volta que eu amo. Os que me amam eu até tenho noção, mas mais importante pra mim é o amor que eu levo no peito. E eu amo tanto, mas tanto. Tem amores que estão longe. Tem os que são de anos. Tem os que são de alma, e por si sós dispensam explicação. Tem os que surgiram do nada, e nem pudram ser vividos no dia a dia, mas moram dentro da minha alam e me fazem um bem danado. Tem aqueles que dão as caras vez em quando. E tem aqueles pros quais eu dou as caras de vez em quando.Tem os que são de todos os dias. Tem os que são de todos os jeitos. Tem os da pista de danças, do cachorro quente, da lágrima, do riso, do msn, do telefone, da mensagem e da bronca. Tem os que estão nos livros. Nas músicas. Nas fotos. Tem acima de tudo os que hoje me são insdipensáveis, e se serão pra sempre não sei, mas só por serem hoje, já me bastam.
Um texto meio clichê, para todos os meus amores que andam por aí, carregando um pouco de mim no peito, no jeito, na gíria, na memória, na foto, no sorriso, nas palavras...
Desejo o melhor e mais bonito, e que sejam infinitos enquanto durem, plagiando um pouco do Vinícios...

Sunday, October 22, 2006

out.


Tenho me perguntado sobre mim mesma - insistentemente.
Queria agora um pequeno aprtamento, uma xícara de café- não gosto muito - e um roteiro para estudar.

Tuesday, October 10, 2006


uma lista de livros que eu quero ler:

as mulheres de virgínia woolf (to tão louca por esse, e pelos escritos pela virgínia tb).
a era do vazio (parece ser bom).
alguns da fernanda young (gosto mt dela).
alguma biografia do che (guevara).
correrio feminino (mas esse eu tenho que obter, é uma relação de posse).
uma aprendizagem ou o livro dos prazeres (que o boi vai me emprestar).
alguns da hilda hilst (looser hahahaha).
ah e claro, quero ler algumas bos biografias de pessoas interessantes. (adoro).


livros que eu recomendo?

bom...deixa eu ver.

ensaio sobre a cegueira (é muito bom).
mulheres que correm com lobos (um tom de psicologia, é bem bom).
aprendendo a viver (pra vida toda, pra ser relido).
o conto da ilha desconhecida(pequeno, rápido e voraz).
irmã do meu coração (um dos romances mais sensíveis que eu já vi).
um lugar ao sol (marcou minha adolescência).
o visconde partido ao meio (calvino e suas ironias).
o eu profundo e os outros eus (fernando pessoa não carece maiores detalhes).
a caverna (mais um saramago mostrando a vida como ela é).
o mundo de sofia (pra quem curte filosofia é uma viagem bacana, embora eu não tenha terminado).
comédias da vida privada(veríssimo né).
a casa dos budas ditosos (muito hilariante e herótico).
O evangelho segundo jesus cristo (pra quem como eu desconfia da igreja e até desse deus).
qq peter brook (pra quem curte teatro claro).

mas não, não, não pense que eu quero me fazer de intelectual. isso foi só pra ajudar a mim mesma a ver o que eu preciso comprar p ler. huh

bando de tolo.

meninas


meninas vamos lá. sejamos todas iguais.
pensemos todas a mesma coisa.
é feio não pensar igual.
é feito ter seus próprios conceitos.
ahhh que feio meninas, não querem lavar a louça?
meninas, meninas, olha a fogueiraaaaaaaaaa.

a fogueira do nosso tempo pode ser muito bem simbolizada pela tentaiva de uniformização do que s eleva dentro.
uauuuuuuuuu.

e não venham me torrar o saco. ok?

bjs.

Saturday, October 07, 2006

leveza


viver a vida com leveza tem a ver com aceitar o peso que a vida tem - de vez em quando sempre tem. tem a ver com saber que sim, se fica triste, se pode ficar, iclusive se deve - trsiteza é direito humano. vive a vida leve quem quem chora e pronto, quem se permite não gostar, dizer não e sim. quem sabe que pode ficar deprê e que as coisas às vezes dão errado mesmo. leva avida leve quem vive sua alegria sem vergonhas, quem saboreia uma boa comida, ou simples, quem grita se tiver vontade. quem faz bafão, dá escândalo e que admite que talvez não esteja bem - em público. quem beija se quiser beijar, que fica em casa se quiser ficar, quem senta na balada, quem tem sono e dorme ou quem apesar do sono, aguenta firme em prol da diversão e do amor amigo.
vive a vida leve quem sente raiva, quem tem lá sua vontade de matar alguém - o irmão às vezes. quem discute com a mãe, quem critica, quem aceita critica e quem não se considera sempre o máximo. vive leve quem não busca a felicidade eterna e nem o amor eterno. quem tem em sí mesmo uma ótima companhia - e assim não corre o risco de se sentir só nunca, esteja cercado ou não de gente.
vive leve a vida, quem assume seus gostos, seus erros, acertos e defeitos. quem assume quem é. quem brinca. quem é criança e nem quer crescer. quem não é do país da barbie - e acha que tem que ser feliz e sorrir pra ser bacana e aceito(porque a novela manda). vive a vida leve quem cosnquista seus amores sendo quem é, sem babar ovo, sem forçar, sem se impor. quem não mete que é de outra jeito que não o seu. quem não promete, mas cumpre. quem sente saudade. quem diz que ama. quem tenta ter cada vez menos preconceitos. quem tem amigos.
leve vida leve, leva quem tem sorriso sincero, respostas espontânea e verdade sentida. quem ouve música - seja lá qual for (se for o chico então...). quem lê bom livro (clarice?). quem dorme e não se sente perdendo tempo por isso. quem faz caminhada pra se sentir bem - não por obrigação. quem acorda tarde serm preconceito e quem acorda cedo pra aproveitar o dia. vive leve quem tira proveito do sol e da chuva. mas quem se irrita se chove demais. quem usa filtro solar e toma banho de mar. quem gosta de se vestir bem - o seu bem.
acho que vive a vida leve quem vive. quem vive sem medo. quem é. quem sente. quem ama. que simplesmente respira sem sentir-se culpado por um pecado que envolve cobra e maçã (?!).

Thursday, October 05, 2006

estado de graça


ai que a vida tem coisas interessantes - e delicadamente estranhas. estava eu hoje a noite andando pela beira mar, sozinha, em direção ao meu carro. com minha blusa de manga curta, sem bater os dentes de frio, cabelos ao vento e cabeça longe e perto ao mesmo tempo. naquele momento eu fui dona do mundo (plagiando a clarice). eu sabia, na firmeza de cada passo, que o caminho era o mais certo, eu sentia prazer com o vento no rosto e as pessoas em volta, passando apenas. eu sentia prazer naquele estar sozinha tão bem acompanhada de mim mesma. eu caminhava como que com passos de dança. embalo firme e tonto. meio torta - claro porque se trata de mim ainda - mas com um sorriso tão leve e tão merecido. nada especificamente é o causador desse efeito todo. acho que pode ser aquele raro momento da vida, de extrema beleza, em que a gente dá de cara com a felicidade em estado bruto - e puro!!! Isso não aocntece sempre, e nem mesmo dura muito. a clarice fala, que se acontecesse sempre, viraria rotina e não seria tão bonito e se ficasse por muito tempo, a gente daria um jeito de aprender o caminho e não sair nunca mais - teria deixado de ser então. (mas eu não consigo lembrar o nome exato que ela dá a isso, depois recorro ao livro e escrevo ao fim do texto).
e eu sei que nessa valsa simples eu fui, com a cabeça vazia de pensamentos e focada na felicidade momentânea. como é bom sentir-se vivo. e é nesses momentos mais rápidos e simples que mais percebemos a vida - sim estamos vivos, somos vivos!!! meninas talvez o lance da afetividade passe por aí. tem que sentir-se vivo, para então ser afetivo. uffa!!!
em momentos como esse nada mais tem sentido, a não ser o que se vive de verdade.
o filme era bobinho, mas dava pra tirar uma lição. às vezes nos perdemos em imagens mal construídas de nós mesmos, idealizamos o que não queremos ser - e é isso que somos!!! mais vale fazer o que se tem por amor e ideal, o resto - dinheiro - vem (acho eu).
gostei de ler o e-mail do meko. simples como ele sempre foi, e ao mesmo tempo repleto de uma poesia e de um amor que me fizeram, como há muito não acontecia, sentir perto dele outra vez. reunião caótica, algumas divergências, e visões opostas. nem todo mundo ao redor tá no mesmo barco, daí fica difícil. desculpem-me, mas eu preciso ir em busca, já que vocês não se mostram muito na mesma estrada.
a minha internet também sentiu saudade boi (inho). a minha alma já sempre sente saudade. o meu fígado também (eu não podia perder essa). saudade de rir da clarice e achá-la histérica. falta de ser meio tosca de tão desengonçada - de tão a gente. e vai saber, a vida tem dessas, as pessoas se tornam indispensáveis, mesmo que virtualmente.
tenho sono. preciso procurar o termo no livro - ô perfeccionismo barato!!!


"...o estado de graça de que falo não é usado para nada. é como se viesse apenas para que se soubesse que realmente se existe. nesse estado, além da tranquila felicidade que se irradia de pessoas e coisas, há uma lucidez que só chamo de leve porque na graça tudo é tão, tão leve. é um alucidez de quem não adivinha mais: sem esforço, sabe. apenas isto: sabe. não perguntem o quê, porque só posso responder do mesmo modo infantil: sem esforço, sabe-se.
e há uma bem-aventurança física que a nada se compara. o corpo se transforma num dom. e se sente que é um dom porque se está experimentando, numa fonte direta, a dádiva indubitável de existir materialmente..."

um dia escrevo o texo inteiro.

lista de necessidades:
1. cenas bizarras em bequinhos escuros.
2. caipirinhas em praias nativas.
3. e um estado - que não é o de graça - mas que faz a gente ficar uma graça: o estado alcóolico.

:P

Tuesday, October 03, 2006

Ajudante.


Sim eu confesso, sou muito melhor ajudando os outros do que a mim mesma.
Isso não me deixa infeliz ou com inveja de mim mesma (tipo aquelas frases típicas: " ai queria tanto ter uma amiga como eu"...eca!!!). Não, nenhum problema com isso. Aliás adoro ter o dom da "Madre Teresa".
Ajudo por instinto, nem é por caráter super nobre - sem vergonhas de assumir. Às vezes a peste que vive em mim até pensa: "não merece que eu ajude, já me fez tanto mal". Que nada, o meu instinto fala mais alto que a pequenina falta de caráter que tenta me invadir de vez em quando. Aí lá vou eu e ajudo, sem querer absolutamente nada em troca.
Me estranha quem acha isso raro, ou excepcional. Nada. Comece a praticar a ajuda aos outros e você verá a sensação de absurdo prazer que lhe invade a alma - mas se bem que acho que essa sensação só aparece em quem gosta de ajudar mesmo.
Não consigo entender como tem gente que não ajuda ninguém - e nem a sí mesmo. Mal sabe que passa pela vida sem provar todos os gostos dela.
Mas não pense que eu visto a máscara da boazinha. Não! Já disse que é instinto e que até tenho um toco de vilã dentro de mim (impraticável, mas tenho).
Até parei pra pensar porque não exerço o voluntariado. Mas aí é uma ajuda meio forçada. Não!!! Eu gosto mesmo é de ajudar assim, na incerteza de quem será o próximo a deitar no meu ombro. É isso que me fascina. Embora, claro, meu ombro tenha sua lista vip.

:)

converse, sorria, divirta-se e seja feliz, mesmo que a vida esteja uma bagunça.


Hoje eu tenho plena certeza que se eu tiver uma filha (o que particularmente pretendo) eu vou criá-la com quase todos os elementos que a minha mãe utilizou na minha criação. A marioria dos filhos diz que nunca vai repetir os erros dos pais, mas como diria aquela música da Elis, "...ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...". Comigo é diferente (agora!!!). Olho pra minha mãe, pra mim, e pra estrada que juntas percorremos, e a única coisa que eu consigo ver são os acertos que ela cometeu. A vida me parece muito curta e passageira pra eu tentar (como uma arrogante e imatura menina crítica) apontar os erros da minha mãe. Pra quê? A vida vem pedindo que eu me resolva entre a mulher e a menina que vive dentro de mim. Tenho que optar? Prefiro ser o revesamento das duas.
E quando penso com esse ponto de vista em relação a minha mãe, eu creio estar sendo a menina que ama (e opnto) ao invés da mulher que olha para o passado e se percebe cheia de traumas pelos erros dos pais ( e há bem pouco, eu digo bem pouco, tempo atrás eu acreditava nisso). Colocar a culpa de seus fracassos nos deslizes da eduação dos pais, é fracassar duplamente. Assuma seus erros, antes de julgar aqueles que tentaram de tudo pra lhe fazer feliz (pelo menos comigo é assim). Trauma nenhum é grande o suficiente que não possa ser superado, desde que exista amor e vontade (de viver bem).
Se eu conseguir ser metade do que minha mãe foi pra mim, para minha filha, já sou uma mãe bastante realizada.
E porque que eu tenho que pensar que minha mãe nunca me deixou parar numa única escola e com isso me impediu de ter laços afetivos mais duradouros, como uma coisa ruim? Tudo bem, fiquei um tempo da minha adolecente vida penando por não conseguir ser sociável, tendo preguiça de conhecer as pessoas e logo me separar delas (pura defesa), mas isso eu superei e em compensação ganhei de brinde uma autonomia e independência (que minha mãe odeia hehehe) que é o que me sustenta.
E porque eu vou ficar pensando que minha mãe me tirou da casa, da avó/mãe e da cidade que eu amava e me levou pra morar com ela numa ilha esquisita, com um padrasto estranho e numa escola pior ainda? Não!!! O que eu tenho que ver é que minha mãe solteira, assumiu a minha vida e me fez ser a mulher/menina que sou, mesmo ouvindo do cara que era pra ser o meu pai que ela deveria me "tirar". Porque a gente tem que ver tudo do jeito mais difícil?
Eu poderia reclamar do fato da minha mãe não ter morado comigo até os nove anos, tendo me visto só aos finais de semana. Mas eu gosto é de lembrar dos finais de semana no parque com pipoca (embora ela sempre torcesse para que eu comprasse algodão doce). Gosto de lembrar dos teatros ao fim da tarde (minha cultura se inicia aí). Jamais vou me esquecer dos finais de semana na feira do livro de Porto Alegre, em meio a todas aquelas histórias (e ela nunca me negava um livro).
Eu lembro é que a minha mãe me ensinou a ser quem eu sou ( e eu não sou ruim). Os princípios básicos dela passavam pelo respeito ao outro, pelo amor, pela confiança/lealdade, pela sinceridade, pela boa educação (prinipios básicos hoje tão esquecidos) e pelo culto as coisas boas e bonitas da vida (incluindo meu lado fútil e intelectual).
As minhas inseguranças são misturas de erros dela, com meus próprios defeitos construídos por mim mesma (DNA?), e são elas que me salvam de ser uma mulher/menina chata que se acha melhor que os outros. Até nisso minha mãe foi impecável.
Mas claro, eu brigo com minha mãe, eu discuto e eu critico, mas a gente sempre foi assim. Ela quem me ensinou a não aceitar as coisas de graça (nem as dela), e hoje ela padece no monstro que criou (eu!!!). Na verdade acho que ela até gosta quando eu digo que não concordo com ela, sinto bem no fundo do suspiro de raiva que ela solta (isso quando não são gritos) que ela se satisfaz por ter feito um trabalho melhor do que esperava.
E se a minha mãe tem um lema (que eu preciso absorver melhor) é divirta-se, sorria, converse e seja feliz, mesmo que a vida esteja uma bagunça.