Tuesday, August 15, 2006

sofá verde


Sofá verde de almofadas vermelhas. Ai que saudades do que eu ainda não tenho. Saudades do tempo em que eu sentava com um amigo meu, segurando na mão uma xícara de café e nós dois conversavamos sobre os nossos sofás. O dele seria vermelho com almofadas verdes. Não é com qualquer um que podemos combinar os planos do sofá e conversar leve desse jeito sem medo de ser apercebido na alma. As pessoas têm medo que suas almas se revelem, por isso gostam de conversar complexidades, assim a alma pouco se revela. No simples é que ela se mostra ampla e clara, fazendo com que a exposição seja absurdamente reveladora.
Não se encontra com que rvelar a alma assim em qualquer canto. Tenho saudades disso. DO café quente e da conversa solta. Falar sobre o verdadeiros desejos sem medo de ser analisada. As críticas que iam e vinham, se deslocavam de lá pra cá com a simplicidade do pulo de um coelho, ou sapo. Sempr eum quê de absurdo e sonho no que dizíamos, e quem é que pode com isso? Eu tenho muita saudade desse tipo de ser. Sendo.
Meu sofá verde parece um pouco longe de mim, talvez porque a última pessoa que eu tentei compartilhar esse desejo, tenha soltado grandes gargalhadas. São poucos os que entendem esse tipo de conversa.
Ai como eu tenho tido saudades daquelas pessoas pra quem eu smepre podia ligar dizendo apenas oi. O mundo ao meu redor anda um pouco velho e cansado demais pra mim. As pessoas andam críticas demais, rancorosas e rotulantes. Não consigo respirar bem assim e acordo com uma sensação de sufocamento. Isso faz mal. Isso vai mal.
Tomei meus comprimidos de alergia hoje. Acho que estou alérgica a esse tipo de gente tão repetitva, que insiste nos mesmos asusntos. Espero que o comprimido funcione, mas na verdade eu queria um que me fornecesse a invisibilidade. Ainda não inventaram eu creio. É pena, porque iria vender muito bem, ainda mais nesse tempo de hoje.
Chove aqui. Faz frio. Sou mais adépta ao calor, quebrando o clichê com que vêem quem costuma gostar de escrever e de fazer arte. Geralmente gostam do frio, porque detestam praia. Eu não. Vou no contrafluxo dos rótulos, mas não para impressionar. Detesto tudo que é feito para. Tem que ser. Oras.
Ando bem fora do círculo ao qual me encontro. Será que sou eu?

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