Thursday, August 17, 2006

ilha paradisíaca


ah eu sou gaúcho!!!
porque tem quem pense que isso é arrogância, bairrismo, ou qualquer coisa pejorativa?
porque não pode o resto do povo do país pensar que isso é amor ao sua terra, amor aliás, que vem faltando do por parte do brasileiro.
porque tem que ser algo, necessariamente ruim?
não concordo. moro na "paradisíaca" - se é que se pode acreditar nisso - ilha de florianópolis, e aqui tem muito bairrismo sim, um bairrismo que atrasa, que impede o progresso, que diexa tudo ficar como está desde os idos de mil e trocentos e coisinhas...
aqui o turista é dito haole. na verdade eles fingem que gostam dos turistas, mas a melhor forma de espantar é a falta de infraestrutura que reside nessa cidade inteira. nas praias daqui, pouco se pode fazer, além de tomar banho de mar. se chove? bom, aí tem que se espremer em uma fila para o shopping beira-mar (ou merda), que aliás, por enquanto, é o único que aqui existe. se vai de ônibus? muito pior. tenho até pena de quem depende "disso" para aqui ter o direito d eir e vir. ou não se vem, ou não se vai. porque é caro, porque é desorganizado, porque é desintegrado e porque quase sempre está em greve. sem contar o trânsito de cidade grande, numa cidade com tamanho e cabeça de interior. uma província. e ainda falam que o nosso "eu sou gaúcho" é prepotência.
ainda bem que eu sou gaúcha. ainda bem. se eles trocassem esse bairrismo "tolo" ( no bom linguajar deles) e passassem a ter verdadeiro amor por esta terra, eles veriam tudo com outros olhos, posto que amor não é egoísta e não impede o ser amado de crescer. se eu fosse turista, eu não viria mais, e faria uma campanha para mais nenhum turita vir. sabe no que daria? em um mês não haveria mais ninguém habitando a ilha. ou estariam mortos de fome ou teriam fugido para algum lugar que não dependa só da praia e do comércio. ah tá, mas os funcionários públicos, estes ainda ficariam aqui, por algum tempo. eles sempre ficam.
se trocassem o bairrismo pelo amor, certamente eles não estariam nesse coronelismo ridículo e nem nessa ignorância política que aqui se instalou. por aqui as coisas ainda caminham muito no esquema do cabresto, no esquema da palmatória, no esquema do milho. você até quer tentar votar bacana, mas não adianta, primeiro porque não tem muita opção, segundo porque sempre ganha quem tá no esquema. eu digo, me sinto numa novela de época da globo. eca!!!
centro de cultura? tem um. e sabe quanto custa o estacionamento? três reais. pode? quase ninguém gosta muito de cultura por aqui, se for pra pagar isso de estacionamento aí memso que não dá. e parece que iam transformar o antgo presídio em outro centro de cultura (parece muito né?), mas preferiram um condmínio de luxo - gente estamos na paradisíaca ilha da magia. parece que mágica exclui arte e cultura. eu hein?!
educação? quer que eu fale disso mesmo? o método mais utilizado por esse povo é o fantástico método da decoreba. sim sim. e digo porque sofri disso. eu não sabia decorar, queria entender, aí eles queriam me fuder na escola. eca!!! mas também, pra onde eles vão? ou vão pra fora, ou então pra fazer um concurso público - sem desmerecer, mas é que pouco me conforma o conformismo e a comodidade com que caminham assim. e o pior é achar que isso é um paraíso.
cidade úmida, com tempo inconstante. péssimas lojas e pouca opção. salva-se o camarão, o peixe e o sirí. nisso eles são bons. mas se nem nisso fossem.
e eles não gostam dos gaúchos. nós somos bairristas? somos, mas o nosso - bairrismo - nos leva pra frente e não faz de nós novos hiler's que pensam ser a raça mais forte e única. me polpe. sai fora haole? e de que vocês viveriam se não fossem os haloes? hein?!
mas tudo bem. eles t~em umaponte que é literalmente um cartão posta - aliás só isso, aproxime-se dela e de um assoprão que ela vem abaixo, e qual seria o próximo cartão? a estátua da havan?
aiai.

1 comment:

Desmontagem Cênica said...

assino e dou fé! ehhehehehe