Tuesday, August 08, 2006


Aqui começa a história da Mariana e seu vestido verde com bolinhas vermelhas.
Uma menina doce como em qualquer outra história? Na verdade verdadeira não. Mariana é um pouco, digamos, rabugenta. Eu sei, eu sei, rabugenta não é uma boa palavra para utilizar como um adjetivo infantil, mas fazer o quê se Mariana é assim?! Sempre com a cara amarrada e reclamando de tudo - seus sete anos vão lhe pesando pelas costas. Já?! Pois é. O vestido verde de bolinhas vermelhas, na verdade, ela só usa em dias que está com um humor mais delicado, e até sorrindo.
Ninguém até hoje sabe se é conicidência apenas, ou se ela coloca esse vestido quando está d ebom humor, o fato é que todos pela rua torcem para ver o vestido verde com bolinhas vermelhas - que por sinal nem é tão atrativo para os olhos assim.
Mariana tem uma porção amigos - pensavam que eu ia dizer que ela é do tipo solitária, largada aos cantos e zombada por todos? Enganaram-se!!! Amigos que brincam com ela todos os dias no fim da rua da Ladeira. Eles gostam de Mariana, apesar d etudo, e enfrentam seus terríveis ataques de raiva e reclamação. Já desenvolveram um painel de regras, que fica pendurado no poste esquerdo, onde constam dez regras básicas de convivência com Mariana, para não levá-la a um atque de nervos. Este painel serve para os novatos no assunto, posto que os que ali já se apresentam há tempos, sabem todas as regras de cor.
Guimbo é o líder do grupo e amigo de Mariana desde o berço - haja bondade no coração!!! Mas não pensem que foi ele, com seu carisma invejável, quem apresentou Mariana para os outros e a integrou no grupo, na na ni na não, Mariana anda por si mesma nas relações humanas. Muitos que ali na rua vão brincar, vão pelo simples fato de terem a compania de Mariana - vai entender!!!
E nesta rua, a da Ladeira, a maioria destas crianças passa os dias inteiros de suas vida sinfantis a perambular, entoando cantigas de roda e aprendendo a ser alguém em relação ao outro. Bonito isso!!! Para as mamães nem tanto, é um tal de cata filho daqui, cata filho dalí. Arrasta pro banho, arrasta pros deveres, e por aí vai.

Amanhã a história continua (...)

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