Sunday, August 20, 2006

comprometido


Gosto dos encontros descomprometidos. Sim, estes que são descomprometidos de amor, de amizade, de qualquer relação de afeto ou desafeto. Este que vêm sem a obrigação de um abraço e de um beijo, sem o desperdício de tempo que é fazer compania. Gosto dos encontros que vem descomprometidos com a hora, com o olhar, com o tempo, com a duração de seus segundos ao longo da vida. Gosto destes que se descomprometem para com a gente mesmo e assim deixam livres o coração e a alma. Gosto muito dos encontros que vêm sem comprometimento de interesses compartilhados, e ainda mais dos que vêm sem compromoter-se com o bom senso e com sintonia d egênios e/ou gostos. Afinidades não necessariamente fazem parte destes encontros tão descomprometidos com a vida.
Sim, eu gosto muito disso. Geralmente, comigo, as coisas mais duradouras e/ou verdadeiras, iniciaram-se absolutamente descomprometidas e num passo adiante se comprometeram, mas sem os sêlos inicaiais do compromisso - esse que rotula e faz ser-se necessário a partir de então. Não sei se porque esse balanço incerto do descomprometido combina mais comigo ou simplesmente se me fascina mais, mas o certo é que os comprometimentos, ou pré-comprometimentos, me deixam tonta e bastante aborrecida.
Gosto de não me preocupar se aquela pessoas que está na minha frente contando-me histórias de sua vida e permitindo-me deleitar com sua embriaguez de vida, estará ou não na minha frente amanhã. Gosto do encantamento que "fulano" me proporciona, sem necessariamente ter ele a necessidade de me encantar amanhã - até porque amanhã, talvez, o "fulano" esteja um tédio. Tenho tendência a gostar do que é desobrigado e portanto efetivamente novo, ao passo que não deixa-se tornar velho.
Um sorriso descomprometido é muito mais verdadeiro e causa muito mais turbulências na alma, do que um que vem envolvido pela obrigação de um bom amigo ou coisa assim. Um amor descmprometido, só se faz amor quando sente que o é, e assim por diante, até o dia em que talvez vá embora por já não ser - às vezes provoca dor, mas não se envelhece e nem se prende pelo comprometimento com os dias e dias que se seguem.
Pode parecer um pouco irresponsável - talvez seja de fato. Mas a verdade é que eu gosto do que me tem sido descomprometidamente rejuvenecedor. Tenho gostado das conversas chegadas ao pé do ouvido, surpreendentes ou não, mas de todo modo, descomprometidas em acontecer. Sem expectativas. Sem esperanças mal fundamentadas. Sem decepções, portanto. MAs com frescor de primeira vez, com anúncio de inusitadao, com frio na barriga de inesperado, e portanto, oculto de certa forma.
É o pingo de mistério tão próprio da vida, posto que ela é o inesperado dia após dia, que nós tendemos a furtar de nós mesmos, por simples medo de não conseguir viver sem saber o que nos espera ali adiante. Acho um pouco tedioso, mas sei que é necessário. Porém, não dá pra deixar tudo às claras sempre, até porque a vida vem e tira-nos o poder de ver...

Thursday, August 17, 2006

ilha paradisíaca


ah eu sou gaúcho!!!
porque tem quem pense que isso é arrogância, bairrismo, ou qualquer coisa pejorativa?
porque não pode o resto do povo do país pensar que isso é amor ao sua terra, amor aliás, que vem faltando do por parte do brasileiro.
porque tem que ser algo, necessariamente ruim?
não concordo. moro na "paradisíaca" - se é que se pode acreditar nisso - ilha de florianópolis, e aqui tem muito bairrismo sim, um bairrismo que atrasa, que impede o progresso, que diexa tudo ficar como está desde os idos de mil e trocentos e coisinhas...
aqui o turista é dito haole. na verdade eles fingem que gostam dos turistas, mas a melhor forma de espantar é a falta de infraestrutura que reside nessa cidade inteira. nas praias daqui, pouco se pode fazer, além de tomar banho de mar. se chove? bom, aí tem que se espremer em uma fila para o shopping beira-mar (ou merda), que aliás, por enquanto, é o único que aqui existe. se vai de ônibus? muito pior. tenho até pena de quem depende "disso" para aqui ter o direito d eir e vir. ou não se vem, ou não se vai. porque é caro, porque é desorganizado, porque é desintegrado e porque quase sempre está em greve. sem contar o trânsito de cidade grande, numa cidade com tamanho e cabeça de interior. uma província. e ainda falam que o nosso "eu sou gaúcho" é prepotência.
ainda bem que eu sou gaúcha. ainda bem. se eles trocassem esse bairrismo "tolo" ( no bom linguajar deles) e passassem a ter verdadeiro amor por esta terra, eles veriam tudo com outros olhos, posto que amor não é egoísta e não impede o ser amado de crescer. se eu fosse turista, eu não viria mais, e faria uma campanha para mais nenhum turita vir. sabe no que daria? em um mês não haveria mais ninguém habitando a ilha. ou estariam mortos de fome ou teriam fugido para algum lugar que não dependa só da praia e do comércio. ah tá, mas os funcionários públicos, estes ainda ficariam aqui, por algum tempo. eles sempre ficam.
se trocassem o bairrismo pelo amor, certamente eles não estariam nesse coronelismo ridículo e nem nessa ignorância política que aqui se instalou. por aqui as coisas ainda caminham muito no esquema do cabresto, no esquema da palmatória, no esquema do milho. você até quer tentar votar bacana, mas não adianta, primeiro porque não tem muita opção, segundo porque sempre ganha quem tá no esquema. eu digo, me sinto numa novela de época da globo. eca!!!
centro de cultura? tem um. e sabe quanto custa o estacionamento? três reais. pode? quase ninguém gosta muito de cultura por aqui, se for pra pagar isso de estacionamento aí memso que não dá. e parece que iam transformar o antgo presídio em outro centro de cultura (parece muito né?), mas preferiram um condmínio de luxo - gente estamos na paradisíaca ilha da magia. parece que mágica exclui arte e cultura. eu hein?!
educação? quer que eu fale disso mesmo? o método mais utilizado por esse povo é o fantástico método da decoreba. sim sim. e digo porque sofri disso. eu não sabia decorar, queria entender, aí eles queriam me fuder na escola. eca!!! mas também, pra onde eles vão? ou vão pra fora, ou então pra fazer um concurso público - sem desmerecer, mas é que pouco me conforma o conformismo e a comodidade com que caminham assim. e o pior é achar que isso é um paraíso.
cidade úmida, com tempo inconstante. péssimas lojas e pouca opção. salva-se o camarão, o peixe e o sirí. nisso eles são bons. mas se nem nisso fossem.
e eles não gostam dos gaúchos. nós somos bairristas? somos, mas o nosso - bairrismo - nos leva pra frente e não faz de nós novos hiler's que pensam ser a raça mais forte e única. me polpe. sai fora haole? e de que vocês viveriam se não fossem os haloes? hein?!
mas tudo bem. eles t~em umaponte que é literalmente um cartão posta - aliás só isso, aproxime-se dela e de um assoprão que ela vem abaixo, e qual seria o próximo cartão? a estátua da havan?
aiai.

Tuesday, August 15, 2006

sofá verde


Sofá verde de almofadas vermelhas. Ai que saudades do que eu ainda não tenho. Saudades do tempo em que eu sentava com um amigo meu, segurando na mão uma xícara de café e nós dois conversavamos sobre os nossos sofás. O dele seria vermelho com almofadas verdes. Não é com qualquer um que podemos combinar os planos do sofá e conversar leve desse jeito sem medo de ser apercebido na alma. As pessoas têm medo que suas almas se revelem, por isso gostam de conversar complexidades, assim a alma pouco se revela. No simples é que ela se mostra ampla e clara, fazendo com que a exposição seja absurdamente reveladora.
Não se encontra com que rvelar a alma assim em qualquer canto. Tenho saudades disso. DO café quente e da conversa solta. Falar sobre o verdadeiros desejos sem medo de ser analisada. As críticas que iam e vinham, se deslocavam de lá pra cá com a simplicidade do pulo de um coelho, ou sapo. Sempr eum quê de absurdo e sonho no que dizíamos, e quem é que pode com isso? Eu tenho muita saudade desse tipo de ser. Sendo.
Meu sofá verde parece um pouco longe de mim, talvez porque a última pessoa que eu tentei compartilhar esse desejo, tenha soltado grandes gargalhadas. São poucos os que entendem esse tipo de conversa.
Ai como eu tenho tido saudades daquelas pessoas pra quem eu smepre podia ligar dizendo apenas oi. O mundo ao meu redor anda um pouco velho e cansado demais pra mim. As pessoas andam críticas demais, rancorosas e rotulantes. Não consigo respirar bem assim e acordo com uma sensação de sufocamento. Isso faz mal. Isso vai mal.
Tomei meus comprimidos de alergia hoje. Acho que estou alérgica a esse tipo de gente tão repetitva, que insiste nos mesmos asusntos. Espero que o comprimido funcione, mas na verdade eu queria um que me fornecesse a invisibilidade. Ainda não inventaram eu creio. É pena, porque iria vender muito bem, ainda mais nesse tempo de hoje.
Chove aqui. Faz frio. Sou mais adépta ao calor, quebrando o clichê com que vêem quem costuma gostar de escrever e de fazer arte. Geralmente gostam do frio, porque detestam praia. Eu não. Vou no contrafluxo dos rótulos, mas não para impressionar. Detesto tudo que é feito para. Tem que ser. Oras.
Ando bem fora do círculo ao qual me encontro. Será que sou eu?

Monday, August 14, 2006

liberdade


Tem dias em que a gente acorda com uma vontade de não existir, existindo. Minha alma tem peso do meu corpo hoje, e o meu corpo está cansado. Passados alguns minutos você percebe o quanto uma decisão mal pensada, coloca um peso em suas costas, além do que você pode suportar - e consequentemente na sua alma. O livro que me espera, é um dos da Clarice, entre muitos que eu já li. Ele me olha com olhos de quem quer ser aberto e devidamente sentido, mas ainda há o livro inacabado.
Estou sentindo a plena necessidade de voar, de me libertar disso tudo e poder pensar e agir em favor dos meus desejos. Se conselho fosse bom era vendido, taí algo que é bem verdade. Todo conselho vem com ponto de vista de quem o formula, e portanto, com seus desejos e seus egoísmos imbutidos.
As pessoas não andam entendendo minha vontade de ficar só com as coisas que eu gosto. Mas nem eu ando entendendo isso também. Não estou num tempo para amarras, para coisas que me pesam ou me limitam. O plano de vôo é claro, mas sempre resta alguém te buscando (...) Eu não suporto muito a sensação de que o projeto de vida de alguém dependa de mim, eu não gosto que furtem minha vontade e meu sentimento mais essencial, através de um derrame de emoção que prende e causa "se nões".
Sou de alma livre e preciso disso pra viver. Tem quem não entenda, tem quem não consiga conviver. Hoje eu acordei disposta a me livrar de tudo que me impede de voar. Mas tem sempre quem diga, se você voar vai me deixar na mão. Isso é o que? Não sei, sei que me tortura, porque meu vacilo está sempre em relação ao outro - odeio decepcionar ou impedir alguém de ser feliz. Vai saber!!!
"Esse é só o começo do fim da nossa vida (...)", e se assim é mesmo, vamos caminhar em direção ao que nos faz feliz, sem, no entanto, esquecer da felicidade alheia. Satisfaçamos nossos desejos, porém sem pra isso, precisar prender ninguém. Almas presas, são almas imcomplestas e nada presentes. Não se pode viver assim.
O que me tem salvado ultimamente são os amigos meus. Meio assim, uma mistura de loucura e sanidade. Ouvidos atentos as minhas lamentações e divagações. Olhares fixos em meus propósitos e braços saltitantes nas minhas conquistas. Meus amigos que me atormentam e caotizam. Os que me tranquilizam e me deixam solta. Amigos que me irritam e fazem rever meus conceitos. Salvam-se as brigas, as discussões, as críticas. Me fazem crescer e me salvam da pequenez do mundo. São almas nobres, que sabem amar, ou estão aprendendo, e verdadeiramanete entendem que amor está longe de prisão. Não nos temos todos por perto, nem precisamos estar sempre no mesmo ponto de partida, mas estamos sempre juntos, da forma mais verdadeira, e talvez única que exista. Sem cobranças, sem limitações, sem vôos barrados, sem liberdades tolhidas (...) Meus amigos me ensinam o tempo todo a estar de bem, mesmo quando eles mesmos não estão.
Quero poder gritar pra sempre com eles. E estar com a alma leve. Contar hsitórias pro vento e inventar apelidos bobos pro passado. Quero ter sempre essa sensação de estar em casa, mesmo não estando, apenas ao ver um deles. Quero ter comigo essa liberdade, estando ao lado desses insanos pedaços de mim. Pedaços que hoje fazem parte e foram escolhidos - se é que foram mesmo, porque o trabalho tá bem feito demais pra ter sido feito por mim - pelo olho, pela alma, pelo coração. Não ligo pros seus estilos, pros seus pertences, pros defeitos, às vezes se tem conflitos, mas todos em direção a necessidade de voar, estando juntos sempre - na alma.

Na foto - eu e boi. um pedaço de mim. porque a gente se permite a liberdade acima de tudo e uma empurra a outra pra voar, e isso pode parecer pra muitos descaso, mas a gente sabe que não adianta manter semper perto, porque a gente sabe da necessidade de andar solta na vida (...)

Saturday, August 12, 2006


Alguém sabe dizer o que anda havendo com o mundo? Melhor dizendo, com os seres humanos?
Pois é minha gente. E no meio desse caos eu resolvi ter a arte como caminho de vida. Será que serei uma sofredora eterna num mundo de cães (embora os cães sejam bem mais verdadeiros que os homens)?
Ando muito cansada de falso amor, e ando mais cansada com quem pratica falso amor com quem eu amo. Mas a vida é delicada, e por mais que se tenha espaço pra usar palavras, a gente cala, porque nunca se sabe. A gente cala e sofre remorso por um dia ter feito parte de algo que não vale à pena. E mais uma vez eu me pergunto, porque eu não dou atenção a minha intuição desde o comecinho? Ela sempre acerta, principalmente com relação às pessoas. Ela sempre acerta.
Eu prefiro escrever às vezes, porque aí não corro riscos de manter uma falsa relação, tão pouco de me decepcionar com minhas palavras, mesmo quando elas são inventadas, ainda assim são mais verdadeiras que gente que inventa. O limite é tênue, mas história inventada encanta, gente que inventa dá vontade de jogar fora. E iria ser tão bom se desse pra jogar no lixo gente que não faz bem pra gente e pros que nos rodeiam.
O mais difícil é ter que ficar calada diante das imundíces humanas. O mais difícil é ver alvos certeiros destas pessoas e nada poder fazer. Ando aflita. Muito aflita. Ando precisando sair desta ilha e me afastar do que me atormenta, e já unindo o útil ao agradável, posso aumentar minhas chances de ganhar dinheiro e ser alguém nessa minha profissão. Ficar aqui tem sido um pouco estranho, mas agora percebo porquê. Mais difícil que mudar de cenário, é voltar para um campo conhecido e ver que o cenário mudou, ninguém se prepara pra isso. Se eu pudesse eu voltava no tempo e não deixava muita coisa acontecer, mas...
Eu já nem sei mais do que eu falo, não sei mesmo.
Não tenho muita coisa inventada pra dizer. Odeio olhar pros lados e não achar verdade. Odeio ficar confusa. Odeio desconfiança. Odeio. Mas ainda bem que já não guardo essa aflição só dentro do meu "coraçãozinho", ainda bem que agora alguém compratilha comigo isso tudo, e assim, pelo menos, se não fica mais fácil, fica menos difícil.

Wednesday, August 09, 2006


Os sentimentos se renovam o tempo todo. Que louco isso. Parece que simplesmente a gente toma um banho e os maus fluidos vão se embora. Ainda bem!!! Vem uma nuvem que faz a gente enchergar tudo meio zarolho, esfumaçado, e depois vai-se embora com a chuva. Ás vezes não chove.
O mais interessante disso tudo, é que eu passei por um caos basiquinho, saí dele, mas não desacreditando em tudo que estava pensando. Continuo achando tudo do mesmo jeito e querendo ir embora, só que estou tranquila e buscando novas estratégias para sair desse tédio florianopolitano.
Acho que o bom é isso, ter crises sim e questionar a mesmice, mas querer transformar as coisas.
Ai isso tá parecendo papo de governo ou amigo da escola. Eca. To muito clichê hoje. Chega.
E viva o palhacinhoooooooooo!!!

Hein?!

Tuesday, August 08, 2006


Aqui começa a história da Mariana e seu vestido verde com bolinhas vermelhas.
Uma menina doce como em qualquer outra história? Na verdade verdadeira não. Mariana é um pouco, digamos, rabugenta. Eu sei, eu sei, rabugenta não é uma boa palavra para utilizar como um adjetivo infantil, mas fazer o quê se Mariana é assim?! Sempre com a cara amarrada e reclamando de tudo - seus sete anos vão lhe pesando pelas costas. Já?! Pois é. O vestido verde de bolinhas vermelhas, na verdade, ela só usa em dias que está com um humor mais delicado, e até sorrindo.
Ninguém até hoje sabe se é conicidência apenas, ou se ela coloca esse vestido quando está d ebom humor, o fato é que todos pela rua torcem para ver o vestido verde com bolinhas vermelhas - que por sinal nem é tão atrativo para os olhos assim.
Mariana tem uma porção amigos - pensavam que eu ia dizer que ela é do tipo solitária, largada aos cantos e zombada por todos? Enganaram-se!!! Amigos que brincam com ela todos os dias no fim da rua da Ladeira. Eles gostam de Mariana, apesar d etudo, e enfrentam seus terríveis ataques de raiva e reclamação. Já desenvolveram um painel de regras, que fica pendurado no poste esquerdo, onde constam dez regras básicas de convivência com Mariana, para não levá-la a um atque de nervos. Este painel serve para os novatos no assunto, posto que os que ali já se apresentam há tempos, sabem todas as regras de cor.
Guimbo é o líder do grupo e amigo de Mariana desde o berço - haja bondade no coração!!! Mas não pensem que foi ele, com seu carisma invejável, quem apresentou Mariana para os outros e a integrou no grupo, na na ni na não, Mariana anda por si mesma nas relações humanas. Muitos que ali na rua vão brincar, vão pelo simples fato de terem a compania de Mariana - vai entender!!!
E nesta rua, a da Ladeira, a maioria destas crianças passa os dias inteiros de suas vida sinfantis a perambular, entoando cantigas de roda e aprendendo a ser alguém em relação ao outro. Bonito isso!!! Para as mamães nem tanto, é um tal de cata filho daqui, cata filho dalí. Arrasta pro banho, arrasta pros deveres, e por aí vai.

Amanhã a história continua (...)

As pessoas e as coisas ao meu redor continuam iguais e sou eu quem as está vendo diferente? Ou as coisas e pessoas que mudaram e eu quem continuo a mesma? Ou será que tudo mudou, eu as coisas e as pessoas? Não sei. Mas que alguma coisa mudou, isso mudou. Há ainda uma certa essência de amboas os lados que permanece, mas já não é mais a mesma coisa. Estou bastante sem ânimo para os mesmos caminhos de antes, porque eles continuam aqui, intactos pelo tempo, esperando alguma coisa. Tenho tido preguiça de dançar do mesmo jeito a mesma música, de conversar as mesmas palavras, sei lá...
Se bem que não é igual antes. Não é. Eu ando vendo tudo diferente, com olhos meio impacientes, meio preguiçosos, meio desestimulados, olhos de quem não quer ficar. Sei lá. Prazo de validade?
Pois é minha gente, 20 dias podem fazer muita diferença na sua vida, acredite. Conceitos podem mudar, até mesmo formas de relações...eu hein!!!
O que eu vou fazer da minha vida?
Não sei, já cresci e por enquanto o que eu sou não me põem em pé, isso é um problema. Quero casa e comida, roupa lavada por mim mesma, mas pra isso preciso de dinheiro, e pra ter dinheiro eu preciso trabalhar e pra trabalhar minha profissão tem que me dar emprego, emprego, emprego. Mas eu não tenho!!! HUMPF (...)
Sou atriz, não sei fazer outra coisa, quero viver disso, mas não vejo como, ó senhor!!! Difícil essa vida, muito difícil.

Monday, August 07, 2006

céu azul


O céu. Taí algo que sempre me causou mistérios, inquietações e divagações. Tirando os pés do chão há alguns muitos metros de altura sempre faz sol, mesmo que desabe muita chuva lá embaixo. Aí está a prova, um céu azul, mas somente depois de ultrpassar todas as nuvens.
Isso me leva a pensar que tudo é relativo, toda tempestade tem seu ponto de encenação, cenário ou chuva encomendada. Parando pra olhar com calma, podendo subir, poderá se constatatr que lá em cima reina o sol e o céu azul, ou seja, espere a chuva passar, uma hora ela desiste. Isso quando não se tem um avião.
Aliás taí algo que todo mundo deveria ter - um avião. Pra poder subir além das nuvens nos chatos dias nublados e/ou chuvosos. Todo mundo deveria ter um avião de bolso pra poder constatar que o caos é passageiro e que lá em cima é sempre sol, um sol à espera de brilhar para todos, ou não.
Mas se bem que deve ser meio chato lá em cima, se é sempre sol e céu azul, isso vira um pouco lugar comum, e eu detesto lugar comum.
Mas de toda forma estas pequenas bobagens ainda me fascinam, dá pra ver né? E eu sempre tenho que escrevê-las, quase como uma compulsão. Um bicho que vai devorando tudo dentro de mim e me obrigando a expulsá-lo para bem mais além.
O livro novo está ali, dizend com letras garrafais: leia-me. Mas preciso terminar o velho, é questão de honra. Tenho que terminar. Mas o outro parece ser tão apetitoso. Pára Marina. Ah tá, eu sou a Marina, não lembro de ter me apresentado antes. Mas isso também é bobagem.

Sunday, August 06, 2006


Aqui uma típica cena com as "gorias" (...)
Fora o tédio que Floripa promove dentro de mim, tem lá uns e outros bons momentos, devidamente creditados às pessoas interessantes que por aki que conhecí. Isso é irrevogável, é fato, é muito mais que certo. Mas mesmo assim isso não me faz ter vontade de ficar. Quero lugares interessantes, quero aventuras interessantes, ações interessantes...
Falte talvez interesse em fazer isso aqui interessante, ma so fato é que Floripa me entedia, me deprime, me desacelera, me causa sono. Pode-se viver assim?
Viver a vida é gastá-la ou não gastá-la? Sábia Clarice. Queria um Clarice pra mim agora, ou uma Marisa, me cantando histórias ao pé do ouvido. Que lésbico. Um mundo contemporâneo, ou seria pós moderno? Já que estamos falando em algo que pode parecer amor, digo que preciso de um. No caso prefiro que seja homem mesmo tá? Nada contra o homossexualismo, só não faz minha cara. Se fosse a Clarice ou a Marisa, até encarava...mas no momento estoy a querer um guapo, estilo romântico mesmo. Cerveja e mais cerveja. Ando precisando de um porre. E quem lê isso aqui meu deus (com letra minúscula pq é só força de expressão e não uma invocação da santidade divina) vai pensar o quê? Que eu vivo a vida com o que ela me dá e com o que eu dou para ela. Será? Gosto de estar escrevendo novamente, assim, sobre divagações. Tenho uma blusa de diva. Tão bonita. Mas isso é outro assunto. Me perdi nas minhas próprias idéias. Isso é bem comum na fala, mas na escrita nem tanto. Erros novos, isso é bom. Ou será um acerto?
Ai que confusão mental. Quero ler o livro novo, mas não terminei o velho ainda.

a vista do avião....
tão bonita...
saudades do rio...

sem muito o que escrever...isso em m blog é sério...mas a imagem fala por si...eu creio...

nesse momento a gente tava chegando...
chegar é smepre bom...quando se vai para algum lugar diferente...o duro aí é chegar, que tem o mesmo peso de voltar, embora se possa rever alguns amores.

bjbj

Saturday, August 05, 2006


creio que depois que se nos apresneta um novo horizonte, voltar para o de sempre é muito desmotivador, melancólico e triste, principalmente quando os alicerces que faziam este último valer à pena, simplesmente se ruíram.
creio que sim.

tá faltando um quadro.
tem um sofá fora do lugar.
tem um livro da Clarice, novo, na estante.
num instante tá faltando o abraço.
e noutro o olhar.

anda faltando um bilhete de amor.
e mais a bola de meia debaixo da cama.
tá faltando um som.
embora se tenha visto uma Marisa.
anda faltando algum cenário.
anda faltando alguma fala.
anda faltando.
mas eu nem sei dizer o quê.

as coisas costumavam parecer mais parecidas.
mais familiares.
mais de dentro, pertencente a mim.
anda faltando isso.
um oxigênio que faça lembrar que essa um dia foi a minha casa.