Sunday, July 16, 2006


Eu e as meninas na gravação do "off" do espetáculo "a". Tenho reaprendido a fazer teatro e ser atriz, a partir deste trabalho. Tenho descobetro outros e novos caminhos.
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A menina que por hora resolvera fechar o livro pensou: "eu sou mesmo uma menina, ou será que eu sou pedra, flor, nuvem ou avião?".
Dentro de um dilema como este, o sono não se sentia à vontade. A menina que não se sabia menina, não era. Problema grave? Não sei, ninguém sabe, só quem não se sabe o que é, pode nos dizer se isso é grave ou não.
Para a menina, naquele momento, isso era gravíssimo. Como ela podia não se saber menina? Como? Jamais poderia trocar estes dilemas com sua mãe, orque esta, certamente, acharia que a filha merecia um remédio ou tratamento psiquiátrico, mas ela não estava louca. Isso não!
Toda menina, todo menino, toda gente deve ter um momento em que não se sabe, tem quem passe a vida toda não se sabendo. Cruel. Ou não.
Pode ser uma dádiva não s esaber e então achar que pode ser qualquer coisa: uma pedra, uma flor, uma nuvem ou um avião.
Eu geralmente não me sei. Nem quero. E isso basta pra que eu seja eu mesma, acima de tudo.

Asta la vista baby!!!

Saturday, July 15, 2006


O Rio de Janeiro continua lindo. Minha alma canta/veja o Rio de Janeiro, estou morrendo de "vontade"...
Pequena alteração na letra. A palavra original seria saudade, e de fato tenho certa saudade do Rio que eu tanto já fui e há um tempo não vou mais. Mas saudade caberia mais à Porto Alegre, ao Rio, hoje, cabe muito bem a palavra vontade.
Vontade de desbravar novos horizontes, vontade saudável de uma mulher/menina/atriz em busca de seus sonhos e objetivos.
Vontade de gente nova, de ares novos, de um clima novo, de um outro dia a dia. Vontade de que tudo dê certo, dentro e fora do esperado. Vontade de que esse seja o começo de um meio sem fim dessa vida que quis. Jà começou é fato, mas no Rio será a busca de um recomeço.
Poucos dias, mas com intento de retornar para ficar. De baraços abertos sob a Guanabara. Que lindo!!!
Saudade é palavra que vai caber dentro do coração e do olhar que vai ver ficar pra trás os bons amigos queridos que tenho ao meu lado todos os dias, a boa família caótica e os bons chatos lugares desta ilha meio melancôlica e pouco mágica, porém linda. Mas que será matada em breve.
Por hora eu prefiro pensar só no que de novo vem por aí. Algumas crises talvez, alguns desencantos, algumas dúvidas e trsitezas novas, porque o inesperado tem lá seus espinhos, mas tudo que há de bom em viver o novo. De resto eu sigo andando e dançando em frete ao tempo meu de viver.
Espero que todos fiquem muito bem, porque eu vou estar muito bem em busca de viver cada dia mais intensamente.

Friday, July 14, 2006


O que leva alguém a quere ser um ator?

Para muitos esta resposta é fácil e está ao alcance de uma revista sensacionalis que flagra momentos da vida de um famoso. Muita gente não sabe, mas em sua carteira de trabalho deveria vir escrito celebridade, e não ator/atriz. É isso que parte desse povo que se diz ator quer, fama, sucesso e dinheiro. No mais, pouco importa o papel, ou melhor ainda, a preferência é para um papel de "bonitinho", o galã ou a mocinha.
A maioria dessa gente nem mesmo se dá conta que nos núcleos de menos destaque, no personagens mais escondidos é que se esconde, muitas vezes, as pérolas interpretativas. Mas, de fato, pra quem fama quer é melhor ter destaque, e isso o mais rápido possível.
Tem quem queira ser ator porque gosta mesmo, e sai em busca da carreira. Quanto sacrifício. Quanto!!! A maioria que ama atuar, geralmente sonha em ser grande no teatro e no cinema e corre pra televisão pra ganhar dindin, mas sem menosprezar, porque há lá bons papéis também. O problema é que televisão quer gente muito bonita - embora dizem estar mudando, tenho lá minhas dúvidas. E é uma beleza que não tem limites. Então meu caro, não basta ser bom, é preciso ter uma carcaça brilhante. Existem ecxessões, mas aí geralmente estamos falando dos grandes gênios, que mesmo longe do padrão de beleza são ovacionados pelo público, tamanho o desempenho.
Tamanha a subjetividade deste raio de caminho, que não me assusta ver tanto ator desempregado ou virando outra "coisa". É preciso mais que ser bom, apreender técnica, estudar e até ser bonito. É a tal da luz? Talvez, mas chamaria de vocação, aquela que faz os olhos brilharem, que eleva o talento a última potência, que mergulha a persistência em baldes de formol e que faz a esperança nunca morrer. Vocação é tudo neste raio de profissão. E prepare-se, porque se num dia de teste seu nariz é grande demais, no outro você é muito bonito e não dá para o papel. Pode?

Marina Monteiro (atriz)