Thursday, November 30, 2006

o desencontro!!!


Como diria o "poetinha": a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Eu me pergunto: porque?
Ó céus, porque tudo não poderia - pelo menos vez em quando - dar uma encontradinha? Às vezes é divertido as coisas não se encontrarem ou demorarem até a hora de um encontro, mas confesso, tem vezes que cansa tanto.
No campo dos sentimentos - e sentimentalismos - a arte do desencontro se faz inteiramente mais forte. Daí segue o fluxo: João que ama Maria, que ama Pedro, que está apaixonado por Clara, que anda se insinuando para Beatriz [opa, modernidade à vista - essa adpatação é por minha conta]... E segue-se aí o caminho absolutamente desconexo, de setas desviando de alvos tortos.
E já diria a música do Moska: é a seta no alvo, mas o alvo na certa não espera!!! Porque? Mas porque quando as borboletas atingem alguém, e o alvo destas é você - justamente você - porque você não se enquadra no campo de visão e tiro das pequeninas? [borboleta pequenina - mas o estrago delas é grande]. Porque a gente não é um alvo móvel, destes que se preparam pra receber as flechas? Porque ao mesmo tempo que somos alvos, não podemos ser também os instrutores dos atiradores? [ao invés disso, nós atiramos noutro alvo] Ai, ai, ai...e ai!!!
Seria tão mais fácil se pudéssemos prever, e encaixar tudo certinho no lugar. De fato, seria tudo um pouco tedioso, porém inegavelmente mais fácil [se bem que depende do modo como cada um lida com o tédio]. A ansiedade simplesmente não teria campo de ação. A insegurança do famoso "ligo ou não"? não seria mais necessária. Você não teria que aderir aos malditos joguinhos da paixão, do flerte e essas coisas todas. Malditas regras que parecem um Tratado de Tordesilhas, ninguém vê, mas todo mundo sabe que existe. Regrinhas que fazem você não ligar, porque o outro disse que ligaria, regrinhas que fazem você ter medo de parecer entregue demais.
Saco!!!
Sou totalmente a favor do: vamos dizer a verdade e ponto. Sejamos sinceros povo do meu Brasil. Sejamos verdadeiros, e que a verdade não espante, não machuque, não faça sair correndo. Que a gente não precise mais pisar em ovos, nem se sentir em um tabuleiro de xadrez. Odeio isso!!!
Às vezes acho que as pessoas deveriam ser aducadas para a verdade, isso ia facilitar, e ninguém teria medo de quem fala e diz e pronto. Pra quê ficar jogando? Pra que o lero lero? Pra que? Vamos viver minha gente, vamos falar o que se tem vontade, vamos abrir o coração.

Detesto esse estado patético de ser. Detesto e adoro estar assim. Sei lá.

[tentarei continuar sendo eu, mesmo que isso seja quase como: um filme de ação para uma mocinha romântica (ela pode sair correndo - ou não)...que saiam correndo, eu não to pra churumelas]

JURA!!!

Thursday, November 23, 2006

Felicidade tem que vir depois do sofrimento? [ou felicidade tem que vir no fim da vida]



Gosto da minha vida no atual momento. Gosto do movimento que ela anda tendo. Às vezes as coisas passam por mim como num turbilhão e me sufocam um pouco. Às vezes passam devagar e sempre, e me sufocam de novo - como boa claustrofóbica tudo me sufoca, só muda o motivo.
Gosto de ser uma autista hiperativa, porque é isso que permite com que eu vá do caos absoluto, causado pelo acúmulo de planos, afazeres, deveres, obrigações e idéias, ao ralentado ócio que me consome em alguns dias. E acredite, eu escolhi ser assim.
Um dia a dia que começa as oito da manhã e termina as oita da noite - ou mais cedo e mais tarde, enfim - definitivamente não me compra. Não quero a estabilidade de um emprego público, não quero a vida burguesa - embora queira, sim, um pouco de dinheiro - não quero um compromisso igual, e muito menos quero esperar sempre a mesma coisa do meu dia.
Também não quero que a supresa fique manjada e que nunca saber o que será o amanhã vire rotina sabe? Daí eu acho que to no caminho certo. Começando pela profissão escolhida, que super me oferece tudo isso, e por favor, não me peçam pra querer uma rotina burocrática, só porque a maioria das pessoas faz isso. Faz tempo que eu saquei que não sou parte da massa - não olhe isso como arrogante, por favor - afinal eu sou a autista mais hiperativa que eu conheço.
Faz tempo que eu descobri que meu amor é o teatro, meu amante o cinema, meu marido um trabalhinho na tv e minha amizade eternamente colorida é a escrita. E faz tempo que eu aceito isso. Não. Não pretendo aspirar por um emprego super enquadrado, por pura falta de prazer. Já ouviu falar em prazer?
Deveria ser uma palavra básica pra se viver. E aí não pensem que quem vos fala aqui, é uma super irresponsável, bem pelo contrário, sou séria demais. Mas acho que as coisas têm que ser divertidas, prazerosas e leves, e quem disse o contrário, é a mesma pessoa que inventou o capitalismo, a inquisição, a escravidão, e todas as coisas toscas e reprimidas do mundo. Ecca!!!
Quem diz pra você que viver tem que ser difícil e sofrido, que é uma saga atrás do pão de cada dia e que o mais importante é você parecer bom caráter e não ser feliz demais, é a mesma pessoa que prega que Deus e Cristo só amam os sofredores - oi?
Nunca acreditei nessa balela. Saco.
Por isso eu esteja solteira talvez. Nunca encontrei alguém que bancasse viver um relacionamento leve, livre e solto - o que não implica em infidelidade necessariamente. Mas porque as pessoas confundem tudo? Porque eu não sentir ciúmes quer dizer o mesmo que eu não amar? Porque eu não ligar o tempo todo quer dizer que eu esqueci? Porque eu não posso ligar só quando tenho vontade e alguma coisa pra dizer? Porque eu não posso achar bacana quem eu amo ser livre e feliz? Coisa bem chatinha isso!!!
Sempre quis pessoas parceiras ao meu redor, que me entendessem - e acredite eu faço o possível para colaborar - que me dessem a única coisa que eu exijo: espaço e liberdade - porque sim eu preciso muito disso. Em troca? Eu dou toda a atenção do mundo, amor, carinho e liberdade e espaço, para que estas pessoas sejam elas, sintam-se a vontade para ir e vir, para chorar e sorrir e ser o que forem.
Não quero nada. Só quero que permaneça ao meu redor quem me aceita do jeito que eu sou, e perdão pode parecer meio egoísta, mas tem coisas que eu não cedo de jeito nenhum, meu espírito é do vento, e pretendo fazê-lo permanecer assim.
Às vezes meu único desejo era comprar umas passagens para dentro de mim mesma, e dá-las às pessoas que eu amo. Assim elas finalmente entenderiam, que amor - o meu - nunca estará diretamente proporcional a minha presença física, a minha taxa de ligações diárias, ao meu nível de ciúme e a minha quantidade de sentimento de posse. Entende?
Não!!! O que envolve isso, pra mim, não é amor, e eu não quero. Será que pode ser?
Agradeço sempre ao universo por ter encontrado bons amigos que me amam e compreendem, assim do jeito que eu sou. Agradeço por ter tanta gente bacana com quem compartilhar - e eu demoro pra reconhecer como amigo mesmo, portanto o fato do meu ser antipático ter alguns bons e verdadeiros é bom sinal.
Sim, comecei a aceitar algumas coisas na minha vida. O fato de que no fundo, dane-se o que os outros pensam, na real eu to conseguindo seguir um caminho que eu quero e acho que permanecerei seguindo nele pro resto da vida. Dane-se se eu vou ficar indo de garoto em garoto até achar o parceiro, que sim eu acredito que possa existir. Dane-se minha auto estima podre, porque eu não devo ser tão uó, já que tenho tantos bons amigos e das mais diversas fontes e espécies - não sintam-se cobaias pelo "espécies".hehe...
No momento eu me encontro com borboletinhas na barriga, e talvez não dê em nada, talvez dê, talvez eu mesma as mate em breve, mas só o fato de sentir isso já vale. A Clarice bem diz, que o instante já, já não é mais, porque ele está sempre passando. E que chato uma vida 100% no futuro, ou no passado ou no presente. A vida tem que estar equilibrada entre os três, necessitando de picos exporádicos entre um e outro.
No momento eu estou com super planos de juntar dinheiro e ir pro Rio, porque eu quero muito correr atrás da minha carreira, fazê-la crescer, e se isso vai dar certo amanhã? Não sei, mas pelo menos vou ser uma velha de 93 anos que se orgulhará de ter ido atrás da vida, montado nela e dado uma corridinha. O chato, o frustrante, o inseguro, o instável e o perigoso mesmo, é o coração que não se apressa de vez em quando, é o olho que não brilha, é o estômago que não embrulha, é o bêbado que não dá uma caidinha, o filho que não grita com a mãe, a sonho que não é tentado, a vida que não é vivida, e apenas preenchida burocraticamente quem nem ficha do inss, dia após dia.

Voltei a escrever e estou muito auto-ajuda pro meu gosto. Mas dane-se isso também!!!

[e sim, tem quem não vai entender, mas não precisa, viver ultrapassa todo o entendimento, já diria Clarice, que nem sabia o quão sábia ela era].

Friday, November 10, 2006

cartas


os tempos têm sido de vislumbramento e organização dos planos - que no meu caso vão se tornando fatos apressadamente [maldita ou bendita ansiedade prática]. penso que quando estiver morando no rio, escreverei mais cartas que e-mails ou scraps - sim estou bastante influencidada pelo livro de correspondências da Clarice. escreverei cartas bonitas e minuciosas, de maneira que meu dias se tornem claros aos que não os compartilharão comigo, mas sem, no entanto, perder o tom poético, que me é tanto chegado.
mal posso esperar por ver o mar de lá, as cores e as janelas. espero ansiosamente pelos conhecimentos que me esperam. aliás espero ansiosamente por mim. sou sempre outra quando viajo - quando saio de mim [plagio].
o mundo tem me parecido bstante simples e bacaninha - tenho tentado fazer disso a ordem do caos. e de fato acho que eu tenho sido simples, e sem sofrimentos demasiados - ainda acho que trsiteza e dor fazem parte da experiência maior que é viver. tenho certeza de que o ar anda mais puro, pelo menos o que me chega.
a minha escrita anda fraca, sem som, sem cor, sem muito estímulo - seria o momento hiato? talvez [...] ando mais dada a ler do que a escrever, e tenho me encontrado mais nos escritos alheios que nos meus próprios. mas de certo que o ato de escrever já tornou-se um hábito, posto que mesmo sem inspiração, não passo um só dia sem desenhar algumas linhas que seja. e me faz bem.
ando compulsiva por comida. ando mesmo comendo de tudo. tenho tido bastante queda por comidas coloridas e absurdamente inspiradoras. cansei um pouco do trivial. eu sempre canso. achei bacana que a Clarice também reclamava da normalidade da sua vida. gosto de pessoas que precisam de emoção.
fiquei um pouco menos amiga da cerveja. o gosto já não me cai tão bem, e também não me acomete nada. medo!!! o frio ainda anda rondando o catos sul deste país, mas o sol se faz presente. confesso que gostaria mesmo é de um calor.
o mar. talvez minha maior saudade presente. preciso mergulhar nele em breve. é ele quem sempre me acalma, me desperta e me ouve. [às vezes me afoga].
perdi a vontade de ser fotógrafa, estilista, psicóloga e escritora, na verdade, as tenho pra sempre, mas nunca como vontades de vida. ganhei mais vontade do que já sou. obrigada!!! a quem? a mim mesma talvez [ minha mãe também]. não posso reclamar, a minha mãe é a pessoa mais livre, moderna, generosa, sensível e aberta para comigo, que eu já tenha visto. ainda bem.
não ando com vontade de roupas nova, o que é um milagre. estou feliz com as minhas, isso se o verão fizer calor e eu puder sair destes casacos amassados.
acho que cansei um pouco de escrever, e preciso ir lá comer algo, me parece mais agradável.
a propósito, ontem foi um dia bom. e definitivamente sou dada a correrias, adoro não ter tempo pra fazer nada com muita calma. [sim, acredite].

abraços.

Monday, November 06, 2006

saudades


Se eu pudesse, desenvolveria um super potinho pra colocar dentro todos os amores da minha vida!!! Mentira, porque no potinho eles não respirariam, não seriam felizes, nem fariam parte da minha vida...deixa eles dentro do meu coração - que é onde eles já estão.
Não sei como, não sei porque, nem de que jeito, mas eu tenho pessoas tão bacanas a minha volta. Gente de todo o tipo, de toda a cara, com todos os estilos possíveis e uma coleção de almas nobres.
Dentre tanta gente, claro, tem os que são especiais pelos momentos, pelo tempo, pelas lembranças, pelas histórias, pelo carinho e pelo infinito amor. Dentre esta gente especial, tem tantos amores meus, mas tantos, que mal cabem em mim.
Na mesma proporção deste amor e desta gente, anda a saudade. Ai quanta saudade que habita meu ser - que se torna pequeno do tamanho de um anão. Sinto tanta saudade. Saudade de todos os tipos. Saudades deste quarteto, por exemplo. Saudade do que eu sou com eles, para eles e através deles. Saudades de tudo que foi, é e será - de outra forma, mas sempre será. Meus companheiros acadêmicos, de arte e vida. Os que mais me viram, chorando e sorrindo. Amo!!!
Tem saudade dos amores especiais que eu não vejo mais, não convivo ou mesmo pouquíssimo conviví - e talvez eles nem saibam o tanto que são especiais - saudades dos que ando distante, não diminuindo nem um pouco o amor.
Saudades dos meu amores parceiros de conversas, decepções, teorias, sonhos, paixões divididas, shows, canções, brincadeiras, almas, dignidade, sorrisos, caipirinhas, bafões, pistas, carros confidentes e por aí vai...
Amo, as pessoas. Amo meus amigos. Amo quem me rodeia e faz eu ser quem sou. Esse ser meio estranho, esquisito e tosco, mas que ama.

Monday, October 30, 2006

Política?!


Política e porque não?
O que fazer em uma cidade que anula seu festival de teatro? Aí descobre-se que ano que vem este mesmo festival ocorrerá em abril, para nos próximos anos passar a ocorrer em janeiro e fevereiro. Muitos devem se iludir pensando que isso é uma tentativa de florescer a cultura no verão florianopolitano, já eu duvido.
Fazer voltar o festival no verão e torná-lo competitivo de novo, não passa de uma tentaiva de ganhar custos através do verão, uma tentativa de fazer da "cultura" um cirquinho de pulgas para divertir turistas. Mas não se enganem não, quem vem pra cá, vem de cidades maiores e está acostumado com cultura o ano inteiro, não engolirá qualquer coisa não - por isso, talvez, no rebate das bolinhas, sobre um pouco de avanço a esse festival, porque os turistas, estes não engolirão qualquer coisa, e como tudo aqui é para eles...
E continuamos então com a descentralização, e a inércia por toda Santa Catarina. Que pelo menos, por mais quatro anos, atenderá pela alcunha de maior província de todo o território brasileiro. Ai ai!!! Mas os que aqui nasceram e residem, devem saber o que fazem.
Segundo o Cacau Menezes - "ícone de inteligência ilhéu" - o expressivo índice de votos nulos no Estado é um resultado que prova a necessidade de desobrigar o voto. Será que ele acha que quem votou nulo, abriria mão de seu voto se ele não fosse obrigatório? Será que não passa na cabeça dele que estas pessoas simplesmente não queriam nem o Espiridião nem o Luís Henrique? Mas ele é ícone de inteligência, quem sou eu pra contestar.
Mas meu Deus do céu. Quanta revolta.
E o Alexandre Garcia dizendo que a camada mais esclarecida da população votou no Alckimin. Oi? Ah sim, é porque ele deve ter votado e deve se considerar bastante esclarecido. Então lamento avisar mas aqueles que delcararam voto em Lula, como o Ziraldo, o Suassuna e o Chico - sim o Buarque - são todos desesclarecidos. Não ouçam mais o que eles dizem, ouçam somente o Alexandre, esse sim, sabe o que diz, até porque ele é da Globo, e a Globo é muito massa. Falou?
Como o povo engole isso? Como Alguém pode julgar as pessoas mais ou menos esclarecidas? Meio ditatorial esse gesto não? Ele parte dos seus próprios pontos de vista pra julgar aos outros. Se ele votou no fulano ou no ciclano, bom pra ele, mas não me venha dizer que o povo é burro, porque ele mesmo deve também ter ajudado a eleger o Collor e o Fernandinho, será que ele é tão esclarecido assim? E o Jabor hein? Mas devia ter ficado no teatro e na literatura ficcional, não devia tentar comentar política. Tente da próxima vez ser mais imparcial, ou pelo menos mostrar dois pontos de vista, e não impor a sua escolha em textos nitidamente manipulados. Ah, mas claro, eu havia me esquecido, ele também trabalha na Globo. Ai, ai.
Não, não se enganem, não sou partidária de ninguém, só me revolto é com essa camada que se julga intelectual, e no fundo empunha os gestos ditatoriais já tão bem conehcidos. Gente que discursa democracia, mas no fundo, através de seu mínimo poder, tenta manipular a mente dos menos esclarecidos, como eles mesmo julgam - ou dos mais esclarecidos, já que os menos não os ouviram.
Tanta incoerência. Tanta. Ás vezes preferiria não ver essas nuances, e portanto, ainda acreditar em alguma coisa boa no mundo, mas minha mãe colocou aos meus olhos muitas possibilidades, e eu acabei por conseguir distinguir quem quer me colocar goela abaixo um pensamento que não é meu.
Qualquer motivo pra não votar no Lula, eu entendo, mas menos o que ele é analfabeto e burro, porque esse, nem os Alexandres e Jabores usam mais, não cola. Burro não chegaria ali. E no mais, eu queria que tivessem inventado um outro candidato, mas talvez nem Deus dê conta do Brasil e dessa gente torta.
Quanta bravata.
[a Clarice também usa essa palavra - bravata - oi?].

Sunday, October 29, 2006

apaixonadamente


Sou uma pessoa movida à paixão. Ok, podem rir, achar brega, aracaico, romântico e o diabo a quatro, mas sou assim e assumo.
Não gosto de fazer da minha vida uma destas fichas que preenchemos pra cumprir burocracia. Nunca me preocupei com o tempo certo para nada, sempre segui meus instintos. Nunca fui dessas de embarcar na canoa do mais ou menos, só pra correr menos riscos. Não!!!
O meu trabalho me apaixona, me fascina, me encanta. Às vezes me atormenta, me desarma, me desaba, me faz ficar triste e ter as crises mais gigantescas da história - minha -, mas ainda assim, faz meu coração disparar de emoção, dá sentido a minha existência, e mesmo, faz esta existência não ser tão humilde.
A Clarice também me é apaixonante. Faz com que eu siga a vida leve, embora às vezes dê um certo peso. Quando leio suas palavras, eu me desabo em mil Marinas, seja por rir descontroladamente, por chorar, ou simplesmente por pensar que sim, eu existo e vivo verdadeiramente.
E assim, vai com tudo o que me fascina. Não gosto de mornidão - como já tanto disse. Talvez muitos pensem, "esta menina vê filmes demais, lê demais, sonha demais"... Pensem o que quiserem de novo, sou mais a minha estrada de amoções vulcânicas do que um caminho simples, reto e fácil, cheio de flores aos lados.
Nessa incoerência coerente de buscar estar apaixonada e viver a vida com fervor, encontra-se espinhos grandes, dos maiores eu diria, mas me dá um prazer arrancá-los dos meus pés. Sinto uma dor que faz bem, posto que depois dela vem a satisfção de poder seguir em frente, sempre com o brilho nos olhos de quem vai aos extremos - e gosta disso.
Sou apaixonada por escrever, e isso fica claro na minha compulsão por textos enormes e pelas infinitas descrições dos meus estados de humor. A vida pra mim, tem que ser intensa, tanto na diversão, quanto na falta dela. E isso pode parecer meio filme, meio teatro, meio atuação, mas enfim, assim sou feliz...
Não gosto de viver a vida um dia após o outro como uma simples cidadã que preenche os requisitos. Gosto de viver como se estivesse sendo filmada, vista por um público gigantesco. Como atriz, sou péssima nos ensaios, só sinto prazer pleno na hora da ação verdadeira, com a câmera ou o público pelos lados afora. Na vida, como ser humano que pretendo sempre ser, detesto me sentir em um ensaio, testando, treinando, pontuando, lapidando, pra fazer o melhor. Façamos apenas. Se sair o melhor, que bom, senão, paciência, a vida apesar de curta é longa, e tem-se tempo de consertar o que quer que seja.
Essa coisa de: "Marina você tem que tentar outras alternativas para sua vida", definitivamente não me compra, e diante das necessidades, carências e medos que eu tenho, sempre grita mais alto aquela voz que diz que sou movida pelo amor e pela paixão.
Não gosto de ser amiga das pessoas sem admirá-las antes, mas aprendi a definí-las como pessoas queridas em potencial, para não ser tão dura e radical. Não gosto de ensaiar, mas aprendi a procurar render o máximo possível para não assustar muito os diretores. Não gosto de tentar amar alguém sem estar apaixonada, porque a carência e o medo de ser a única solteira na mesa me contamina às vezes, mas aprendi a ter paciência com os que me aparecem.
Por fim, o que ando precisando mudar na minha vida, pra sentir mais paixão, é o lugar onde vivo. Tão ruim como um relacionamento sem paixão é morar em um lugar que não nos desperta muitas fascinações - não posso usar a palavra nenhuma, porque uma ilha com 42 praias, não tem como não fascinar um pouquinho.
Moraria no Rio, ou em Porto Alegre, e muitos se questionam porquê. E eu digo: por paixão. É assim que eu funciono, o que me atrai, o que me fascina, o que faz meu coração palpitar, o que me traz lembranças, o que me comove, é o que se torna válido na minha vida. Ainda tenho tantos lugares pra conhecer, que me parece uma tolice passar o resto da minha vida em um lugar que me traz adormecimento.
Aliás, ainda tenho tanto tempo na minha vida, que não preciso decidir nada com absurda seriedade. Seguir os meus instintos também faz parte da minha paixão, e é para eles que me voltarei agora. Acenderei meus insensos, irei à praia, sairei mais comigo, beberei algumas, conversarei com uns e outros, mas acima de tudo ouvirei minha voz de maneira clara, dizendo não aos medos e carências que tentam negar a mim mesma, e serei, acima de tudo, a pessoa mais apaixonada pelas minhas decisões.
E que venham montantes de palpitações, tirando pra lá essa mesmice careta!!!

Ps: e sim sou uma garotinha complicada, que gosta de não ver somente o óbvio, mas o olhar dos apaixonados é assim, vai longe, em busca das emoções, e quando estas não são óbvias, agente inventa ou procura ao longe.

Ps2: esse caminho pode ser mais difícil, mais árduo, mais complexo, mais chato às vezes, mais imcompreensível para quem está ao lado, mas é certamente, o que mais trará satisfação, porque de resto nunca se poderá dizer que tenha faltado emoção.

Ps3: uffa!!!

Monday, October 23, 2006

uma velha história de amor


As relações - humanas - são realmente muito complicadas, e não me refiro só às relações entre namorados, amantes, apaixonados ou coisa do tipo, me refiro a qualquer tipo de relação humana. As mais bonitas são as verdadeiras, que duram o pra sempre momentâneo de uma vida. As que têm a leveza do amor sincero, mas que se servem da dureza que traz consigo qualquer relação. Aquelas que são baseadas no respeito, na confiança, no olhar, na intuição, no abraço, no beijo, na parceria, na sinceridade, seja dura ou não, aquelas que têm como fundamento básico o amor: e não pensem que vocês sabem o que isso realmente significa - eu também não penso que sei.
Amor é palavra muito em voga, mas creio que nem sempre tão bem praticada. Amor hoje em dia vem vindo muito ao lado do ciúme, do egoísmo, da competição, da inveja, do interesse, mas aí já não é amor. Porque esse, liberta, salva, gargalha, estende a mão, pede perdão, perdoa, surge na hora mais precisa, some quando se precisa de tempo, faz tocar o telefone quando sente que é necessário. Amor chega sem se perceber, vem de mansinho, aos poucos, alguns a conta gotas, outros num turbilhão que quando se vê já não se vive mais separado. Há certos tipos de amor mesmo, que surgem da discórdia, vêm do não gostar, da implicância, ou por conta dos que já temos. Amor vem, chega e se instala, e acima de tudo faz bem, muito bem.
Não creio que exista amor, sem um minímo de discordância, de diferenças, de tristeza, de discução, até mesmo de bronca ou briga. Aliás acho que sem isso, nem dá pra sacar se é amor mesmo ou não. Os sentimentos hoje em dia assumem um pouco da fugacidade do mundo, e acabam nos enganando. Mas, eu também acredito no amor fugaz. Aquele que dá e passa, sem deixar de ser amor. Acredito no amor sem convivência. No amor gratuito, sem nenhuma gratidão envolvida, nem mesmo conhecimento. Acredito no amor entre pessoas praticamente estranhas. Ama-se e ponto. Seja lá o que for. Ninguém explica ao certo o que desperta o amor.
Amor pra sempre é o mais bonito, mas só aquele que mesmo pra sempre, ainda permanece amor, sem se tornar uma prisão ou algo parecido. Esse é o mais difícil, porque tem que ser cultivado eternamente enquanto dure. E não é fácil. Porque tudo que é novo nos chama mais atenção, nos aquece mais a alma, nos faz suspirar mais de graça. Amor "velho" traz consigo a dificuldade da rotina, do conhecer muito o outro, da não novidade, ou melhor, traz consigo o desafio - que eu comparo muito ao ofício do ator - de trazer a novidade sempre, para o que já é conhecido e aparentemente o mesmo.
A gente sempre se emociona com o primeiro "eu te amo" de alguém. Porque é muito bonito mesmo - nunca se sabe o quanto esse alguém ensaiou na frente do espelho, o quanto sua mão tremeu e o quanto foi difícil dizer. Pra uns é fácil, pra outros nem tanto, e tudo tem seu teor de verdade. Mas o mais maravilhoso de tudo, é quando as lágrimas não ficam dentro dos olhos por um "eu te amo" já dito mais de um milhão de vezes por um mesmo rosto, tão conhecido já. É tão bom quando se vê que podem passar anos e mesmo assim, certas pessoas nos emocionarão pra sempre.
As relações novas são muito importantes, nos refrescam a alma, nos ensinam novas formas de nós memsos, nos revelam, e sempre nos recolocam na ação de aprender a olhar a alma humana - e como é importante. As velhas, essas nos ensinam a improvisar, a buscar o novo dentro do velho, a conhecer mais a fundo - nós e os outros. Muitas nos obrigam a conviver com espelhos de nós mesmos andando por aí. Outras nos fazem ter que encontrar motivos para continuar amando, mas no fim fazem com que descubramos que não é preciso, a própria procura do motivo para amar, já é amor. É difícil, porque com o aprofundamento da intimidade, os limites se alargam, a sinceridade se estreita e às vezes o dia a dia faz ficar comum. Esquecemos de como é bom agir como se estivéssemos tentando conquistar, de como ainda é bom ligar só pra dizer oi e dar um abraço do nada. Mas isso é mais um desafio.
Acho que da vida, dessa que a gente vive, o que se leva mesmo é isso, o amor. E não devemos menosprezar sua variadas formas, tão pouco fechar os olhos pra perceber quem nos ama, e a quem amamos. Amar, isso vale à pena. Ter um sentimento bom por alguém. Querer cuidar e desejar a felicidade. Desejar a companhia e sentir saudade na ausência - e quanto mais se ama e quantos mais se ama, maior a saudade nas/das ausências.
Meio piegas, meio sentimentalóide, eu sei, mas confesso, eu sou assim. Sou "super" assim. Acho que porque a vida tem sido de fato, muito boa comigo. Tenho tanta gente me volta que eu amo. Os que me amam eu até tenho noção, mas mais importante pra mim é o amor que eu levo no peito. E eu amo tanto, mas tanto. Tem amores que estão longe. Tem os que são de anos. Tem os que são de alma, e por si sós dispensam explicação. Tem os que surgiram do nada, e nem pudram ser vividos no dia a dia, mas moram dentro da minha alam e me fazem um bem danado. Tem aqueles que dão as caras vez em quando. E tem aqueles pros quais eu dou as caras de vez em quando.Tem os que são de todos os dias. Tem os que são de todos os jeitos. Tem os da pista de danças, do cachorro quente, da lágrima, do riso, do msn, do telefone, da mensagem e da bronca. Tem os que estão nos livros. Nas músicas. Nas fotos. Tem acima de tudo os que hoje me são insdipensáveis, e se serão pra sempre não sei, mas só por serem hoje, já me bastam.
Um texto meio clichê, para todos os meus amores que andam por aí, carregando um pouco de mim no peito, no jeito, na gíria, na memória, na foto, no sorriso, nas palavras...
Desejo o melhor e mais bonito, e que sejam infinitos enquanto durem, plagiando um pouco do Vinícios...

Sunday, October 22, 2006

out.


Tenho me perguntado sobre mim mesma - insistentemente.
Queria agora um pequeno aprtamento, uma xícara de café- não gosto muito - e um roteiro para estudar.

Tuesday, October 10, 2006


uma lista de livros que eu quero ler:

as mulheres de virgínia woolf (to tão louca por esse, e pelos escritos pela virgínia tb).
a era do vazio (parece ser bom).
alguns da fernanda young (gosto mt dela).
alguma biografia do che (guevara).
correrio feminino (mas esse eu tenho que obter, é uma relação de posse).
uma aprendizagem ou o livro dos prazeres (que o boi vai me emprestar).
alguns da hilda hilst (looser hahahaha).
ah e claro, quero ler algumas bos biografias de pessoas interessantes. (adoro).


livros que eu recomendo?

bom...deixa eu ver.

ensaio sobre a cegueira (é muito bom).
mulheres que correm com lobos (um tom de psicologia, é bem bom).
aprendendo a viver (pra vida toda, pra ser relido).
o conto da ilha desconhecida(pequeno, rápido e voraz).
irmã do meu coração (um dos romances mais sensíveis que eu já vi).
um lugar ao sol (marcou minha adolescência).
o visconde partido ao meio (calvino e suas ironias).
o eu profundo e os outros eus (fernando pessoa não carece maiores detalhes).
a caverna (mais um saramago mostrando a vida como ela é).
o mundo de sofia (pra quem curte filosofia é uma viagem bacana, embora eu não tenha terminado).
comédias da vida privada(veríssimo né).
a casa dos budas ditosos (muito hilariante e herótico).
O evangelho segundo jesus cristo (pra quem como eu desconfia da igreja e até desse deus).
qq peter brook (pra quem curte teatro claro).

mas não, não, não pense que eu quero me fazer de intelectual. isso foi só pra ajudar a mim mesma a ver o que eu preciso comprar p ler. huh

bando de tolo.

meninas


meninas vamos lá. sejamos todas iguais.
pensemos todas a mesma coisa.
é feio não pensar igual.
é feito ter seus próprios conceitos.
ahhh que feio meninas, não querem lavar a louça?
meninas, meninas, olha a fogueiraaaaaaaaaa.

a fogueira do nosso tempo pode ser muito bem simbolizada pela tentaiva de uniformização do que s eleva dentro.
uauuuuuuuuu.

e não venham me torrar o saco. ok?

bjs.

Saturday, October 07, 2006

leveza


viver a vida com leveza tem a ver com aceitar o peso que a vida tem - de vez em quando sempre tem. tem a ver com saber que sim, se fica triste, se pode ficar, iclusive se deve - trsiteza é direito humano. vive a vida leve quem quem chora e pronto, quem se permite não gostar, dizer não e sim. quem sabe que pode ficar deprê e que as coisas às vezes dão errado mesmo. leva avida leve quem vive sua alegria sem vergonhas, quem saboreia uma boa comida, ou simples, quem grita se tiver vontade. quem faz bafão, dá escândalo e que admite que talvez não esteja bem - em público. quem beija se quiser beijar, que fica em casa se quiser ficar, quem senta na balada, quem tem sono e dorme ou quem apesar do sono, aguenta firme em prol da diversão e do amor amigo.
vive a vida leve quem sente raiva, quem tem lá sua vontade de matar alguém - o irmão às vezes. quem discute com a mãe, quem critica, quem aceita critica e quem não se considera sempre o máximo. vive leve quem não busca a felicidade eterna e nem o amor eterno. quem tem em sí mesmo uma ótima companhia - e assim não corre o risco de se sentir só nunca, esteja cercado ou não de gente.
vive leve a vida, quem assume seus gostos, seus erros, acertos e defeitos. quem assume quem é. quem brinca. quem é criança e nem quer crescer. quem não é do país da barbie - e acha que tem que ser feliz e sorrir pra ser bacana e aceito(porque a novela manda). vive a vida leve quem cosnquista seus amores sendo quem é, sem babar ovo, sem forçar, sem se impor. quem não mete que é de outra jeito que não o seu. quem não promete, mas cumpre. quem sente saudade. quem diz que ama. quem tenta ter cada vez menos preconceitos. quem tem amigos.
leve vida leve, leva quem tem sorriso sincero, respostas espontânea e verdade sentida. quem ouve música - seja lá qual for (se for o chico então...). quem lê bom livro (clarice?). quem dorme e não se sente perdendo tempo por isso. quem faz caminhada pra se sentir bem - não por obrigação. quem acorda tarde serm preconceito e quem acorda cedo pra aproveitar o dia. vive leve quem tira proveito do sol e da chuva. mas quem se irrita se chove demais. quem usa filtro solar e toma banho de mar. quem gosta de se vestir bem - o seu bem.
acho que vive a vida leve quem vive. quem vive sem medo. quem é. quem sente. quem ama. que simplesmente respira sem sentir-se culpado por um pecado que envolve cobra e maçã (?!).

Thursday, October 05, 2006

estado de graça


ai que a vida tem coisas interessantes - e delicadamente estranhas. estava eu hoje a noite andando pela beira mar, sozinha, em direção ao meu carro. com minha blusa de manga curta, sem bater os dentes de frio, cabelos ao vento e cabeça longe e perto ao mesmo tempo. naquele momento eu fui dona do mundo (plagiando a clarice). eu sabia, na firmeza de cada passo, que o caminho era o mais certo, eu sentia prazer com o vento no rosto e as pessoas em volta, passando apenas. eu sentia prazer naquele estar sozinha tão bem acompanhada de mim mesma. eu caminhava como que com passos de dança. embalo firme e tonto. meio torta - claro porque se trata de mim ainda - mas com um sorriso tão leve e tão merecido. nada especificamente é o causador desse efeito todo. acho que pode ser aquele raro momento da vida, de extrema beleza, em que a gente dá de cara com a felicidade em estado bruto - e puro!!! Isso não aocntece sempre, e nem mesmo dura muito. a clarice fala, que se acontecesse sempre, viraria rotina e não seria tão bonito e se ficasse por muito tempo, a gente daria um jeito de aprender o caminho e não sair nunca mais - teria deixado de ser então. (mas eu não consigo lembrar o nome exato que ela dá a isso, depois recorro ao livro e escrevo ao fim do texto).
e eu sei que nessa valsa simples eu fui, com a cabeça vazia de pensamentos e focada na felicidade momentânea. como é bom sentir-se vivo. e é nesses momentos mais rápidos e simples que mais percebemos a vida - sim estamos vivos, somos vivos!!! meninas talvez o lance da afetividade passe por aí. tem que sentir-se vivo, para então ser afetivo. uffa!!!
em momentos como esse nada mais tem sentido, a não ser o que se vive de verdade.
o filme era bobinho, mas dava pra tirar uma lição. às vezes nos perdemos em imagens mal construídas de nós mesmos, idealizamos o que não queremos ser - e é isso que somos!!! mais vale fazer o que se tem por amor e ideal, o resto - dinheiro - vem (acho eu).
gostei de ler o e-mail do meko. simples como ele sempre foi, e ao mesmo tempo repleto de uma poesia e de um amor que me fizeram, como há muito não acontecia, sentir perto dele outra vez. reunião caótica, algumas divergências, e visões opostas. nem todo mundo ao redor tá no mesmo barco, daí fica difícil. desculpem-me, mas eu preciso ir em busca, já que vocês não se mostram muito na mesma estrada.
a minha internet também sentiu saudade boi (inho). a minha alma já sempre sente saudade. o meu fígado também (eu não podia perder essa). saudade de rir da clarice e achá-la histérica. falta de ser meio tosca de tão desengonçada - de tão a gente. e vai saber, a vida tem dessas, as pessoas se tornam indispensáveis, mesmo que virtualmente.
tenho sono. preciso procurar o termo no livro - ô perfeccionismo barato!!!


"...o estado de graça de que falo não é usado para nada. é como se viesse apenas para que se soubesse que realmente se existe. nesse estado, além da tranquila felicidade que se irradia de pessoas e coisas, há uma lucidez que só chamo de leve porque na graça tudo é tão, tão leve. é um alucidez de quem não adivinha mais: sem esforço, sabe. apenas isto: sabe. não perguntem o quê, porque só posso responder do mesmo modo infantil: sem esforço, sabe-se.
e há uma bem-aventurança física que a nada se compara. o corpo se transforma num dom. e se sente que é um dom porque se está experimentando, numa fonte direta, a dádiva indubitável de existir materialmente..."

um dia escrevo o texo inteiro.

lista de necessidades:
1. cenas bizarras em bequinhos escuros.
2. caipirinhas em praias nativas.
3. e um estado - que não é o de graça - mas que faz a gente ficar uma graça: o estado alcóolico.

:P

Tuesday, October 03, 2006

Ajudante.


Sim eu confesso, sou muito melhor ajudando os outros do que a mim mesma.
Isso não me deixa infeliz ou com inveja de mim mesma (tipo aquelas frases típicas: " ai queria tanto ter uma amiga como eu"...eca!!!). Não, nenhum problema com isso. Aliás adoro ter o dom da "Madre Teresa".
Ajudo por instinto, nem é por caráter super nobre - sem vergonhas de assumir. Às vezes a peste que vive em mim até pensa: "não merece que eu ajude, já me fez tanto mal". Que nada, o meu instinto fala mais alto que a pequenina falta de caráter que tenta me invadir de vez em quando. Aí lá vou eu e ajudo, sem querer absolutamente nada em troca.
Me estranha quem acha isso raro, ou excepcional. Nada. Comece a praticar a ajuda aos outros e você verá a sensação de absurdo prazer que lhe invade a alma - mas se bem que acho que essa sensação só aparece em quem gosta de ajudar mesmo.
Não consigo entender como tem gente que não ajuda ninguém - e nem a sí mesmo. Mal sabe que passa pela vida sem provar todos os gostos dela.
Mas não pense que eu visto a máscara da boazinha. Não! Já disse que é instinto e que até tenho um toco de vilã dentro de mim (impraticável, mas tenho).
Até parei pra pensar porque não exerço o voluntariado. Mas aí é uma ajuda meio forçada. Não!!! Eu gosto mesmo é de ajudar assim, na incerteza de quem será o próximo a deitar no meu ombro. É isso que me fascina. Embora, claro, meu ombro tenha sua lista vip.

:)

converse, sorria, divirta-se e seja feliz, mesmo que a vida esteja uma bagunça.


Hoje eu tenho plena certeza que se eu tiver uma filha (o que particularmente pretendo) eu vou criá-la com quase todos os elementos que a minha mãe utilizou na minha criação. A marioria dos filhos diz que nunca vai repetir os erros dos pais, mas como diria aquela música da Elis, "...ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...". Comigo é diferente (agora!!!). Olho pra minha mãe, pra mim, e pra estrada que juntas percorremos, e a única coisa que eu consigo ver são os acertos que ela cometeu. A vida me parece muito curta e passageira pra eu tentar (como uma arrogante e imatura menina crítica) apontar os erros da minha mãe. Pra quê? A vida vem pedindo que eu me resolva entre a mulher e a menina que vive dentro de mim. Tenho que optar? Prefiro ser o revesamento das duas.
E quando penso com esse ponto de vista em relação a minha mãe, eu creio estar sendo a menina que ama (e opnto) ao invés da mulher que olha para o passado e se percebe cheia de traumas pelos erros dos pais ( e há bem pouco, eu digo bem pouco, tempo atrás eu acreditava nisso). Colocar a culpa de seus fracassos nos deslizes da eduação dos pais, é fracassar duplamente. Assuma seus erros, antes de julgar aqueles que tentaram de tudo pra lhe fazer feliz (pelo menos comigo é assim). Trauma nenhum é grande o suficiente que não possa ser superado, desde que exista amor e vontade (de viver bem).
Se eu conseguir ser metade do que minha mãe foi pra mim, para minha filha, já sou uma mãe bastante realizada.
E porque que eu tenho que pensar que minha mãe nunca me deixou parar numa única escola e com isso me impediu de ter laços afetivos mais duradouros, como uma coisa ruim? Tudo bem, fiquei um tempo da minha adolecente vida penando por não conseguir ser sociável, tendo preguiça de conhecer as pessoas e logo me separar delas (pura defesa), mas isso eu superei e em compensação ganhei de brinde uma autonomia e independência (que minha mãe odeia hehehe) que é o que me sustenta.
E porque eu vou ficar pensando que minha mãe me tirou da casa, da avó/mãe e da cidade que eu amava e me levou pra morar com ela numa ilha esquisita, com um padrasto estranho e numa escola pior ainda? Não!!! O que eu tenho que ver é que minha mãe solteira, assumiu a minha vida e me fez ser a mulher/menina que sou, mesmo ouvindo do cara que era pra ser o meu pai que ela deveria me "tirar". Porque a gente tem que ver tudo do jeito mais difícil?
Eu poderia reclamar do fato da minha mãe não ter morado comigo até os nove anos, tendo me visto só aos finais de semana. Mas eu gosto é de lembrar dos finais de semana no parque com pipoca (embora ela sempre torcesse para que eu comprasse algodão doce). Gosto de lembrar dos teatros ao fim da tarde (minha cultura se inicia aí). Jamais vou me esquecer dos finais de semana na feira do livro de Porto Alegre, em meio a todas aquelas histórias (e ela nunca me negava um livro).
Eu lembro é que a minha mãe me ensinou a ser quem eu sou ( e eu não sou ruim). Os princípios básicos dela passavam pelo respeito ao outro, pelo amor, pela confiança/lealdade, pela sinceridade, pela boa educação (prinipios básicos hoje tão esquecidos) e pelo culto as coisas boas e bonitas da vida (incluindo meu lado fútil e intelectual).
As minhas inseguranças são misturas de erros dela, com meus próprios defeitos construídos por mim mesma (DNA?), e são elas que me salvam de ser uma mulher/menina chata que se acha melhor que os outros. Até nisso minha mãe foi impecável.
Mas claro, eu brigo com minha mãe, eu discuto e eu critico, mas a gente sempre foi assim. Ela quem me ensinou a não aceitar as coisas de graça (nem as dela), e hoje ela padece no monstro que criou (eu!!!). Na verdade acho que ela até gosta quando eu digo que não concordo com ela, sinto bem no fundo do suspiro de raiva que ela solta (isso quando não são gritos) que ela se satisfaz por ter feito um trabalho melhor do que esperava.
E se a minha mãe tem um lema (que eu preciso absorver melhor) é divirta-se, sorria, converse e seja feliz, mesmo que a vida esteja uma bagunça.

Thursday, September 28, 2006

primeira inspiração.


minha primeira digna inspiração na vida.

Wednesday, September 27, 2006

as meninas que nunca foram boas no balé.



nunca fui boa no balé. só de pensar em tirar meu All´Star de botas com tiras até a canela me dava nos nervos. eu devia ter uns cinco anos - idade que a maioria das meninas adora vestir rosa e passar purpurina no cabelo - mas eu não gostava. o colã me incomodava, a sapatilha apertava, a meia calça coçava e a saia rosa de tule me dava agonia profunda. chegava em casa e ia direto pra geladeira cair de boca nos negrinhos - brigadeiros pra quem não sabe - isso quando não era nas bergamotas - eu preferia. pegava aquela friagem vinda do gelo e levava bronca, adorava a idéia de ficar gripada e não ir pro balé. e reparem que eu conto primeiro a parte da história em que eu chegava em casa, só pra continuar fugindo das aulas de balé. mas tudo bem, eu conto um pouquinho...
depois de colocar aquela roupa toda, eu ia pro tal alongamento - e nessa hora eu sempre lembrava da aula de ginástica muito mais divertida, onde a gente aprendia cambalhotas. mas com o corpo devidamente alongado, iamos nós todas em direção a ponta dos pés, ao pliê e sei lá o que mais. todo mundo igual, desenhando no céu uma música chata. disciplina imposta. andar na linha. não riscar fora do quadrado. dá pra entender a birra né?
quando as aulas terminavam, a professora inventava uma disputa besta - e nada didática - pras alunas chegarem rápido à sala. meu terror atendia pela seguinte frase: " a última a chegar na sala arrumada será a mulher do padre". adivinhem quem passou a infância inteira sendo a mulher do padre? - aliás, este que nem podia casar. pois é...
nunca gostei do balé, e ele me traumatizou em todo o ramo artístico que consistia em apresentação diante de público. sim, não me perguntem o que aconteceu no meio do caminho, que fez com que eu me enveredasse pro teatro. mas é sinal de que todo trauma pode ser desfeito. ainda bem!!!
nas aulas de dança da faculdade eu descobri que não era o rosa, nem a saia, nem a purpurina o problema, muito menos a apresentação em público, o problema era o balé mesmo. porque o balé era quadrado, sempre igual, cheio de regras, e pouco ávido a modificações criativas. isso para uma míni anarquista era o caos. o balé não dialogava comigo. com minha liberdade. com minha alma confusa. o balé exigia de mim exatidão, precisão, certeza, e prisão às regras e disciplinas.
quando comecei a fazer dança na faculdade, eu descobri o meu jeito de dançar. talvez meio tosco, meio descordenado, mas muito meu. um jeito particular. isso virou até meu artigo de discussão da matéria. e rendeu. a verdade é que o balé desde cedo me ensinou - por despertar de instinto - que eu jamais seria uma técnica, e sim uma artista - e veja, não estou desmerecendo o balé, mas só acho que não é arte pra mim.
eu descobri um corpo que dança a particularidade, uma dança que ao contrário de uniformizar busca as diferenças, eu descobri corpos autorais, que dançam não só uma indicação, uma coreografia, uma técnica, mas principalmente a sí próprios. então meninas que nunca foram boas no balé, rebelem-se, soltem suas saias rosas, atirem as sapatilhas, e façam suas danças, inventem as suas partituras, e acima de tudo, sejam .
às vezes a vida tenta ser um balé, com essa história de imagem imposta pela mídia, roupa da moda e dieta!!! ás vezes a vida exige da gente o mesmo comportamento que a menina que fecha as pernas e fala francês fluente. às vezes a vida exige que a gente cabule nossos instintos, camufle nossas verdades e se esconda por trás de números, máscaras e cerimônias sociais. mas quer saber? desde os cinco anos eu tô fora desse balé. olhei pra minha mãe e disse: " eu gosto é de jogar bola e brincar na rua, eu quero é escrever histórias, eu gosto é de comer negrinho e usar All´Star, tira a purpurina da minha franja?".

Marina Monteiro.

quase sempre.


nunca sei se eu sou mais atriz ou escritora. ainda me divido entre a minha paixão pela fotografia, meu isntinto pelo estilismo e minha atração pelo cinema (digo por trás das câmeras, porque na frente delas eu já fiz, faço e farei). vontade de criar e criar cada vez mais. às vezes me pergunto se não seria melhor ter uma só vontade, uma só habilidade, um só jeito. talvez a vida ficasse chata, mas talvez também eu me livrasse enfim desta ânsia enlouquecida de fazer tudo. acabo não fazendo muita coisa. talvez se eu pudesse ter umas mil vidas, ou uns mil anos desta mesma. mas não dá. o que tento fazer com tudo isso é viver um pouquinho de cada coisa e me aventurar. a máquina bacana pra bater fotos legais eu já comprei. escrever eu escrevo, aqui, ali e assim vai. estilista eu vou sendo, criando e recosntruindo minhas roupas e tendo lá o meu estilo. o cinema, bom eu tenho uma câmera, e posso pegá-la na mão e sair filmando algo por aí - só pra testar.
hoje no carro, num momento de ataque de tendinite aguda eu liguei o rádio, e veja que alegria: tocava a música bacana que eu gosto. adoro quando uma música vem pra sublinhar o momento ou então colorir a ação. essa veio trazendo alegria e menos tensão. levou o tédio, mesmo que por uns segundos. me fez ter simples motivo, para sorrir. e eu sorrí. depois voltei a sentir dor no ombro direito - maldita aula de bonecos que me fez ter essa naba no braço. mas segui em direção à rua, e dirigindo o meu carro cantarolei a música, feliz então.
comi e vim escrever de novo. isso me salva um pouco do mundo e de mim mesma. assim eu sinto um sopro leve de respiração de novo, e quase posso ver o céu. escrevo enfim. mas nem sempre as palavras me explicam, e acho mesmo que não servem pra isso. quase sempre elas me aliviam a alma e o corpo, por sua vez.
sacolas de supermercados pra carregar palavras bem ditas. e assim, de alguma forma, conseguir guardar o que se ouve também. faço um certo esforço, mas o som me foge ou se distorce um pouco, nunca sei se o que eu lembro ter ouvido, é o que eu ouvi ou o que eu queria ter ouvido. me pergunto mesmo se o que me lembro não é a sensação em estado bruto, do que eu ouvi, ao invéz das palavras. mas nunca chego a uma conclusão. e isso quase sempre nem me preocupa.
quase sempre.

corta!!!



estou em fase de cinema. tenho sentido imensa vontade de fazer um filme. e tenho até visto algumas cenas da vida como um. sabe aqueles momentos que parecem perfeitamente pronto para uma história? então, minha vida é cheia deles. cheia. sempre tem um cenário bacana, com luzes bizarras, gente estranha em volta e os amigos esquisitos dialogando em língua que ninguém entende. daí eu sempre me sinto num filme, nesses meio absurdos, nesses pra não serem entendidos - graças a deus!!!
nesss momentos eu me perco um pouco do roteiro, porque nunca sei se estou sendo eu mesma ou se já abracei um personagem, e o estou fazendo com todas as minhas forças. engraçado é que sempre vou embora pra casa o carro - quando sozinha - interpretando o personagem. o mais bizarro é isso. acho que eu durmo com ele, sendo ele. quando eu ão vou sozinha, normalmente estou em compania de quem entra no jogo comigo, senão entra, se encaixa perfeitamente. e saímos dialogando sobre coisas e pessoas que nos convém.
vontade de fazer um filme agora. porque eu sou movida a imagens. não sei porque nã fiz cinema. agora já tenho preguiça de uma faculdade nova, e também porque o que eu mais gosto é de atuar e de assistir - se bem que a direção de arte me cairia bem. mas cest la vie!!!
ah se eu fosse escrever um livro da minha vida, não daria certo. porque tem momentos nelas em que nada se diz, e também onde uma simples narração seria pouco. minha vida é feita de imagens bizarras. muito bizarras. ontem merecia uma filmagem. assim. até o fim. desde o cuspe de cerveja até a crise no msn. histeria pura. talvez eu possa fazer um filme sobre isso. sobre crises. msn. cuspe de cerveja na cara. uma personagem assim, meio tosca que nem eu e seus amigos esquisitos super bacanas. mais divertidos que os meus não tem ninguém.
mas o título eu não sei qual seria. acho que seria um título muto, muito, mas muito grande. e que as pessoas não entenderia. aliás, fora os meus amigos - que seriam atores também - ninguém entenderia muito bem o filme. acho que a Clarice entenderia, ela entenderá. demais, eu não arrisco ninguém. vai saber!!! (Marina Monteiro)

"Ou toca ou não toca" Clarice Lispector!!!!

Friday, September 22, 2006

saudades


Hoje eu sou só saudade. Talvez tocada pelo último capítulo destas minisséries meio toscas da Globo, mas enfim. O fato é que sou só saudade. Saudade de tempos que não voltam, saudade de mim. Saudades de cenas vividas, viagens, olhares. Saudade dos lugares bacanas que eu conheço, mas não estão perto. Saudades do Rio e de Porto. Saudades da Ana, do Meco, do Sando, dos que estão longe, dos que estão perto. Saudades dos grupos de teatro que já tive. Dos amigos que fiz neles, mas infelizmente já não vejo, não abraço... Saudades do Francisco lindo. Saudades do meu tio e seus beliscões chatos, até do mau humor da minha tia e da minha mãe/tia avó me mandando escovar os dentes. Mas que saudades da minha avó, querida e louca, que fala francês e tem uma história cheia de lembranças que não combinam com as avós que fazem bolos - e como eu adoro essa avó diferente. Saudades de comer cachorro quente com a Keli e a Renata e rir muito da cara delas. hahahaha. Saudades de quando eu saia todo final de semana com a Amélia. E de quando eu e a Samantha tinhamos um caminho em comum. Saudades do nosso grupo de pesquisa sobre espaço cênico. Saudades dos sonhos. Saudades da Ló. E de filosofar com o André. Saudades do meu irmão pequeno. Da minha mãe nova. Saudades da minha boneca riscada. Da Brunica pequena dizendo que eu era a prima mais amada dela. Saudades de pegar na mão da Ana. De sessão de cinema com fandangos e filmes do Meco. Dos cafés terapêuticos. Saudades das pedras que apareciam na minha bolsa, dos apelidinhos, e do jeito que só com aquele bichinho eu consigo ser. Saudades da nossa poesia. Da praticidade da Aninha. Saudades de quando eu e a Grazy (do Eder) éramos absurdamente ligadas - ainda somos, mas mais metafisicamente agora. Saudades do primeiro dia de aula no Ceart. Da minha turma. Dos meus amigos de corredor. Saudades do (in)solitude. Da música do Maringá. Da Manô. Saudades de fazer o 'a' - já. Saudades de tomar café quente e preto. Saudades do quarteto. Saudades de jogar futebol. Do mar. Da Redenção. Saudades de palavras ditas. Das ouvidas também. Saudades de estudar com o boi. Saudades dos pensamentos de Carolina. Saudades da Grazi (a meyer) que não está aqui nesta sexta feira. Saudades do meu porre de vodka. Saudades de mim menina descalça, correndo e sendo. Saudades da Sofia linda. Saudades da Duda. Das fofocas da Elisa pelo msn. Saudades da raça. Saudades das estréias. Da primeira estréia da minha vida. Saudades da viagem pro Rio. De ver a Marisa cantar. Da viagem pro festiva de Curitiba. Saudades de soltar meu venenosíssimo humor negro com o Vicente e a Renata nos ensaios do Epílogo. Saudades da minha bisa amada, D. Marina, que Deus a tenha. Saudades de Deus. Saudades de passar no vestibular. Saudades de quando a minha mãe era mais inspirada na cozinha. Saudades de chamar o boi de kenga. Saudades de brincar de comandos em ação com meu irmão. Saudades de ter as eperanças intactas pelas frustrações. Saudades da inocência. Saudades enfim...

3 m3 r ço n diz:
sou
eu
lembra de mim?
εïз - boi diz:
olhó
3 m3 r ço n diz:
estudavamos teatrinho
εïз - boi diz:
haha
εïз - boi diz:
sim
3 m3 r ço n diz:
lembra?
εïз - boi diz:
vagamente
εïз - boi diz:
um menino de topete né?
3 m3 r ço n diz:
e teus peitos com vao?
εïз - boi diz:
grandes

Amo isso tudo. :*********

Tuesday, September 19, 2006

fardo de mulher

relacionamentos são sempre fantasmas no meus ser. não, não digo com quaisquer pessoas, ou quaisquer relacionamentos, digo relacionamentos (no meu caso heterossexual por enquanto) entre homem e mulher. eu sou péssima nessa brincadeira, desconheço as regras. os caminhos. as dicas. qualquer coisa. não sei ser a pretendente perfeita, não sei ser namorada de jeito nenhum, não sou carinhosa de babar, não sou submissa, não sinto saudade no dia seguinte - sim porque isso parece regra entre amantes - não sou dada a apelidos babaquinhas, não gosto desse sentido meio retardado que é dado à coisa. sei lá. eusou meio homem na relação (talvez fosse melhor eu virar lésbica). eu comando. e decido. eu indico as regras. e dito as leis. eu não ligo no dia seguinte. eu não retorno às mensagens. eu não digo que amo. eu não deixo claro o que quero. eu não quero nada sério. eu não sou romântica. eu não quero sair. eu não quero ver todo dia. eu não reparo em detalhes. eu não quero ficar de agarração o tempo todo. eu não sei ser elogiada e pajeada o tempo todo. eu gosto de sair sozinha encontrar os amigos e beber aquela cervejinha. eu não tenho os jogos de futebol, mas tenho os cafés de fins de tarde. sou eu quem deixa eles confusos. quem dá nó na cabeça. quem não deixa claro se vai ou fica. sou eu quem vai embora sem deixar bilhete. sou quem beija e não se comove. sou eu quemnão se apaixona.
entende? acho que tenho alma de homem cafajeste. embora eu não goste de homem cafajeste. ou sim?! tenho um amigo que tudo quanto é pretê que me aperece, ele olha e diz: "má isso não é homem pra você"! bom, no ponto de vista dele nenhum é. mas porquê? oras, segundo ele, eu sou independente demais, os caras olham pra mim e pensam: "essa aí tá bem resolvida, não precisa de ninguém...".
alrme!!! quer dizer que os homens têm síndrome de psicólogos? e na verdade eles gostam de mulheres problemas, destas que precisam deles até pra escolher a cor da calcinha? ah então eles gostam de ser úteis, ou pelo menos se sentir, gostam de ser necessários. é isso eu não so faço sentir. se eles procurarem em mim uma necessidade de ter alguém, aí não vão encontrar nada. porque eu estou muito bem comigo mesma, não me sinto só estando sozinha. aliás, me considero uma ótima companhia. hahaha.
será esse o meu problema? será que eu teria que ser daquelas mulheres que querem ter suas contas pagas pelos "machos" deplantão? dessas que precisam do aval do seu homem para dar um passo em frente? aiaiai...eu estou sendo tão errada será? é. acho que não dou muito pra isso chamado amor.
talvez o tipo de realção que eu busco não exista, talvez o cara que combine comigo muito menos. talvez não haja ninguém que entenda meu jeito independente e minha sede por liberdade. talvez ninguém suporte não ser necessário. talvez não encontre alguém que se conforme com o telefone que não toca. acho mesmo que não existe esse homem que achará minha ausência de ciúme um máximo, e muito menos o que se sentirá leve por não ser cobrado. acho que o homem que combinaria comigo não deve existir, porque ele teria que se dar muito bem com o fato, de que talvez eu sempre ame mais o meu trabalho. ele teria que se dar bem com o fato de ser meio corno, porque o maior amor da minha vida atende pelo nome de cena, palco, gravação, enfim...
que fardo. que fardo ser mulher assim, nesse mundo. talvez se eu gostasse menos de cerveja. se eu tivesse menos amigos. se eu gostasse de um cafuné na TPM. seu eu precisasse de alguém pra carregar as minhas sacolas. mas que fardo. muito pesado. porque além de tudo, eu gosto d eme vestir, de me maquiar, de ser cocotinha e ter um lado fútil, mas minhas paixões atendem por nomes excêntricos demais prara alguns: chico, tom, clarice, marisa, marieta, fernanda, moraes, neruda...
fardo difícil ser mulher assim. se há poucos homens no mercado para as mulheres que fizeram curso de tiro, e carregam suas metralhadoras a postos, imagina para as que não se interessam em atirar? mas que fardo pesado. enquanto as atiradoras reclamam pela ausência de qualquer um, nós andamos bem servidas, porém inconformadas, porque de certo o nosso par perfeito, seríamos nós mesmas, só que homens.

Wednesday, September 06, 2006

essa boneka tem manual


1. Marina, e n�o Maria muito menos Mariana.
2. Alguns apelidos meus s�o bem espec�ficos a algumas pessoas, ou seja n�o quero qualquer um me chamando de jeitos que n�o meu nome. ok?
3. N�o tente me prender.
4. N�o me sufoque.
5. N�o me ignore.
6. N�o deixe perceber que voc� est� me ensinando, assim, didaticamente falando. ok?
7. N�o me CUTUKE pelo amor de Deus. (e deus com letra mai�scula t�?).
8. N�o encha meu saco porque eu n�o tenho religi�o.
9. N�o me tire pra goza��o o tempo todo.
10. N�o grite comigo.
11. N�o deboche da minha roupa.
12. N�o sinta-se meu amigo no primeiro dia.
13. N�o se apaixone por mim t�o r�pido.
14. N�o me fa�a cobran�as.
15. N�o queira que eu acredite que eu sou bonita.
16. N�o me elogie o tempo todo.
17. N�o esque�a de me elogiar.
18. N�o fa�a eu me sentir muito cuidada ou protegida.
19. N�o pense que eu preciso de compania o tempo todo.
20. N�o diga que meus sonhos n�o valem � pena.
21. N�o sinta pena de mim.
22. N�o mostre muito seus desconhecimentos na minha frente.
23. N�o seja lerdo.
24. N�o me apresse ao comer.
25. N�o me apresse em nada do que eu fizer.
26. N�o me pressione.
27. N�o me agarre muito.
28. N�o me beije, me abrace e me mele o tempo todo.
29. N�o pe�a que eu escolha entre alguma outra coisa e meus pr�prios planos (geralmente as �nicas pessoas que t�m esse poder, n�o o utilizam, mas se o utilizassem seriam as unicas por quem eu tudo largaria).
30. N�o demonstre que n�o vive sem mim.
31. N�o fale muito comigo demanh�.
32. N�o fale nada comigo na tpm.
33. N�o desafie meu mau humor.
34. N�o queira disputar nada comigo (eu levo a s�rio).
35. N�o tente me convencer.
36. N�o castre minha liberdade.
37. N�o ria da minha independ�ncia.
38. N�o confunda minha op��o de ser livre com solid�o.
39. N�o fa�a nada contra meus amigos, minha m�e ou meu irm�o.
40. N�o humilhe ningu�m na minha frente.
41. N�o me inveje (voc� pode at� morrer).
42. N�o minta e n�o seja falso.
43. N�o me bata.
44. N�o me leve t�o a s�rio.
45. N�o deixe de me levar a s�rio.
46. N�o tente me entender a primeira vista.
47. N�o me rotule (voc� vai perder seu tempo, posto que no dia seguinte voc� ter� que arrumar um r�tulo diferente).
48. N�o tente me enquadrar em algum estilo.
49. N�o obstrua meu caminho.
50. N�o desconfie de mim.
51. N�o ria do meu nescau.
52. N�o pense que faz parte da minha vida sem fazer.
53. N�o pense que sou f�til, mas n�o pense que tamb�m n�o sou.


e nem acabou...

Friday, September 01, 2006

desperdício.


desperdício de tempo.

desperdício de dinheiro.

desperdício imagem.

Sunday, August 20, 2006

comprometido


Gosto dos encontros descomprometidos. Sim, estes que são descomprometidos de amor, de amizade, de qualquer relação de afeto ou desafeto. Este que vêm sem a obrigação de um abraço e de um beijo, sem o desperdício de tempo que é fazer compania. Gosto dos encontros que vem descomprometidos com a hora, com o olhar, com o tempo, com a duração de seus segundos ao longo da vida. Gosto destes que se descomprometem para com a gente mesmo e assim deixam livres o coração e a alma. Gosto muito dos encontros que vêm sem comprometimento de interesses compartilhados, e ainda mais dos que vêm sem compromoter-se com o bom senso e com sintonia d egênios e/ou gostos. Afinidades não necessariamente fazem parte destes encontros tão descomprometidos com a vida.
Sim, eu gosto muito disso. Geralmente, comigo, as coisas mais duradouras e/ou verdadeiras, iniciaram-se absolutamente descomprometidas e num passo adiante se comprometeram, mas sem os sêlos inicaiais do compromisso - esse que rotula e faz ser-se necessário a partir de então. Não sei se porque esse balanço incerto do descomprometido combina mais comigo ou simplesmente se me fascina mais, mas o certo é que os comprometimentos, ou pré-comprometimentos, me deixam tonta e bastante aborrecida.
Gosto de não me preocupar se aquela pessoas que está na minha frente contando-me histórias de sua vida e permitindo-me deleitar com sua embriaguez de vida, estará ou não na minha frente amanhã. Gosto do encantamento que "fulano" me proporciona, sem necessariamente ter ele a necessidade de me encantar amanhã - até porque amanhã, talvez, o "fulano" esteja um tédio. Tenho tendência a gostar do que é desobrigado e portanto efetivamente novo, ao passo que não deixa-se tornar velho.
Um sorriso descomprometido é muito mais verdadeiro e causa muito mais turbulências na alma, do que um que vem envolvido pela obrigação de um bom amigo ou coisa assim. Um amor descmprometido, só se faz amor quando sente que o é, e assim por diante, até o dia em que talvez vá embora por já não ser - às vezes provoca dor, mas não se envelhece e nem se prende pelo comprometimento com os dias e dias que se seguem.
Pode parecer um pouco irresponsável - talvez seja de fato. Mas a verdade é que eu gosto do que me tem sido descomprometidamente rejuvenecedor. Tenho gostado das conversas chegadas ao pé do ouvido, surpreendentes ou não, mas de todo modo, descomprometidas em acontecer. Sem expectativas. Sem esperanças mal fundamentadas. Sem decepções, portanto. MAs com frescor de primeira vez, com anúncio de inusitadao, com frio na barriga de inesperado, e portanto, oculto de certa forma.
É o pingo de mistério tão próprio da vida, posto que ela é o inesperado dia após dia, que nós tendemos a furtar de nós mesmos, por simples medo de não conseguir viver sem saber o que nos espera ali adiante. Acho um pouco tedioso, mas sei que é necessário. Porém, não dá pra deixar tudo às claras sempre, até porque a vida vem e tira-nos o poder de ver...

Thursday, August 17, 2006

ilha paradisíaca


ah eu sou gaúcho!!!
porque tem quem pense que isso é arrogância, bairrismo, ou qualquer coisa pejorativa?
porque não pode o resto do povo do país pensar que isso é amor ao sua terra, amor aliás, que vem faltando do por parte do brasileiro.
porque tem que ser algo, necessariamente ruim?
não concordo. moro na "paradisíaca" - se é que se pode acreditar nisso - ilha de florianópolis, e aqui tem muito bairrismo sim, um bairrismo que atrasa, que impede o progresso, que diexa tudo ficar como está desde os idos de mil e trocentos e coisinhas...
aqui o turista é dito haole. na verdade eles fingem que gostam dos turistas, mas a melhor forma de espantar é a falta de infraestrutura que reside nessa cidade inteira. nas praias daqui, pouco se pode fazer, além de tomar banho de mar. se chove? bom, aí tem que se espremer em uma fila para o shopping beira-mar (ou merda), que aliás, por enquanto, é o único que aqui existe. se vai de ônibus? muito pior. tenho até pena de quem depende "disso" para aqui ter o direito d eir e vir. ou não se vem, ou não se vai. porque é caro, porque é desorganizado, porque é desintegrado e porque quase sempre está em greve. sem contar o trânsito de cidade grande, numa cidade com tamanho e cabeça de interior. uma província. e ainda falam que o nosso "eu sou gaúcho" é prepotência.
ainda bem que eu sou gaúcha. ainda bem. se eles trocassem esse bairrismo "tolo" ( no bom linguajar deles) e passassem a ter verdadeiro amor por esta terra, eles veriam tudo com outros olhos, posto que amor não é egoísta e não impede o ser amado de crescer. se eu fosse turista, eu não viria mais, e faria uma campanha para mais nenhum turita vir. sabe no que daria? em um mês não haveria mais ninguém habitando a ilha. ou estariam mortos de fome ou teriam fugido para algum lugar que não dependa só da praia e do comércio. ah tá, mas os funcionários públicos, estes ainda ficariam aqui, por algum tempo. eles sempre ficam.
se trocassem o bairrismo pelo amor, certamente eles não estariam nesse coronelismo ridículo e nem nessa ignorância política que aqui se instalou. por aqui as coisas ainda caminham muito no esquema do cabresto, no esquema da palmatória, no esquema do milho. você até quer tentar votar bacana, mas não adianta, primeiro porque não tem muita opção, segundo porque sempre ganha quem tá no esquema. eu digo, me sinto numa novela de época da globo. eca!!!
centro de cultura? tem um. e sabe quanto custa o estacionamento? três reais. pode? quase ninguém gosta muito de cultura por aqui, se for pra pagar isso de estacionamento aí memso que não dá. e parece que iam transformar o antgo presídio em outro centro de cultura (parece muito né?), mas preferiram um condmínio de luxo - gente estamos na paradisíaca ilha da magia. parece que mágica exclui arte e cultura. eu hein?!
educação? quer que eu fale disso mesmo? o método mais utilizado por esse povo é o fantástico método da decoreba. sim sim. e digo porque sofri disso. eu não sabia decorar, queria entender, aí eles queriam me fuder na escola. eca!!! mas também, pra onde eles vão? ou vão pra fora, ou então pra fazer um concurso público - sem desmerecer, mas é que pouco me conforma o conformismo e a comodidade com que caminham assim. e o pior é achar que isso é um paraíso.
cidade úmida, com tempo inconstante. péssimas lojas e pouca opção. salva-se o camarão, o peixe e o sirí. nisso eles são bons. mas se nem nisso fossem.
e eles não gostam dos gaúchos. nós somos bairristas? somos, mas o nosso - bairrismo - nos leva pra frente e não faz de nós novos hiler's que pensam ser a raça mais forte e única. me polpe. sai fora haole? e de que vocês viveriam se não fossem os haloes? hein?!
mas tudo bem. eles t~em umaponte que é literalmente um cartão posta - aliás só isso, aproxime-se dela e de um assoprão que ela vem abaixo, e qual seria o próximo cartão? a estátua da havan?
aiai.

Tuesday, August 15, 2006

sofá verde


Sofá verde de almofadas vermelhas. Ai que saudades do que eu ainda não tenho. Saudades do tempo em que eu sentava com um amigo meu, segurando na mão uma xícara de café e nós dois conversavamos sobre os nossos sofás. O dele seria vermelho com almofadas verdes. Não é com qualquer um que podemos combinar os planos do sofá e conversar leve desse jeito sem medo de ser apercebido na alma. As pessoas têm medo que suas almas se revelem, por isso gostam de conversar complexidades, assim a alma pouco se revela. No simples é que ela se mostra ampla e clara, fazendo com que a exposição seja absurdamente reveladora.
Não se encontra com que rvelar a alma assim em qualquer canto. Tenho saudades disso. DO café quente e da conversa solta. Falar sobre o verdadeiros desejos sem medo de ser analisada. As críticas que iam e vinham, se deslocavam de lá pra cá com a simplicidade do pulo de um coelho, ou sapo. Sempr eum quê de absurdo e sonho no que dizíamos, e quem é que pode com isso? Eu tenho muita saudade desse tipo de ser. Sendo.
Meu sofá verde parece um pouco longe de mim, talvez porque a última pessoa que eu tentei compartilhar esse desejo, tenha soltado grandes gargalhadas. São poucos os que entendem esse tipo de conversa.
Ai como eu tenho tido saudades daquelas pessoas pra quem eu smepre podia ligar dizendo apenas oi. O mundo ao meu redor anda um pouco velho e cansado demais pra mim. As pessoas andam críticas demais, rancorosas e rotulantes. Não consigo respirar bem assim e acordo com uma sensação de sufocamento. Isso faz mal. Isso vai mal.
Tomei meus comprimidos de alergia hoje. Acho que estou alérgica a esse tipo de gente tão repetitva, que insiste nos mesmos asusntos. Espero que o comprimido funcione, mas na verdade eu queria um que me fornecesse a invisibilidade. Ainda não inventaram eu creio. É pena, porque iria vender muito bem, ainda mais nesse tempo de hoje.
Chove aqui. Faz frio. Sou mais adépta ao calor, quebrando o clichê com que vêem quem costuma gostar de escrever e de fazer arte. Geralmente gostam do frio, porque detestam praia. Eu não. Vou no contrafluxo dos rótulos, mas não para impressionar. Detesto tudo que é feito para. Tem que ser. Oras.
Ando bem fora do círculo ao qual me encontro. Será que sou eu?

Monday, August 14, 2006

liberdade


Tem dias em que a gente acorda com uma vontade de não existir, existindo. Minha alma tem peso do meu corpo hoje, e o meu corpo está cansado. Passados alguns minutos você percebe o quanto uma decisão mal pensada, coloca um peso em suas costas, além do que você pode suportar - e consequentemente na sua alma. O livro que me espera, é um dos da Clarice, entre muitos que eu já li. Ele me olha com olhos de quem quer ser aberto e devidamente sentido, mas ainda há o livro inacabado.
Estou sentindo a plena necessidade de voar, de me libertar disso tudo e poder pensar e agir em favor dos meus desejos. Se conselho fosse bom era vendido, taí algo que é bem verdade. Todo conselho vem com ponto de vista de quem o formula, e portanto, com seus desejos e seus egoísmos imbutidos.
As pessoas não andam entendendo minha vontade de ficar só com as coisas que eu gosto. Mas nem eu ando entendendo isso também. Não estou num tempo para amarras, para coisas que me pesam ou me limitam. O plano de vôo é claro, mas sempre resta alguém te buscando (...) Eu não suporto muito a sensação de que o projeto de vida de alguém dependa de mim, eu não gosto que furtem minha vontade e meu sentimento mais essencial, através de um derrame de emoção que prende e causa "se nões".
Sou de alma livre e preciso disso pra viver. Tem quem não entenda, tem quem não consiga conviver. Hoje eu acordei disposta a me livrar de tudo que me impede de voar. Mas tem sempre quem diga, se você voar vai me deixar na mão. Isso é o que? Não sei, sei que me tortura, porque meu vacilo está sempre em relação ao outro - odeio decepcionar ou impedir alguém de ser feliz. Vai saber!!!
"Esse é só o começo do fim da nossa vida (...)", e se assim é mesmo, vamos caminhar em direção ao que nos faz feliz, sem, no entanto, esquecer da felicidade alheia. Satisfaçamos nossos desejos, porém sem pra isso, precisar prender ninguém. Almas presas, são almas imcomplestas e nada presentes. Não se pode viver assim.
O que me tem salvado ultimamente são os amigos meus. Meio assim, uma mistura de loucura e sanidade. Ouvidos atentos as minhas lamentações e divagações. Olhares fixos em meus propósitos e braços saltitantes nas minhas conquistas. Meus amigos que me atormentam e caotizam. Os que me tranquilizam e me deixam solta. Amigos que me irritam e fazem rever meus conceitos. Salvam-se as brigas, as discussões, as críticas. Me fazem crescer e me salvam da pequenez do mundo. São almas nobres, que sabem amar, ou estão aprendendo, e verdadeiramanete entendem que amor está longe de prisão. Não nos temos todos por perto, nem precisamos estar sempre no mesmo ponto de partida, mas estamos sempre juntos, da forma mais verdadeira, e talvez única que exista. Sem cobranças, sem limitações, sem vôos barrados, sem liberdades tolhidas (...) Meus amigos me ensinam o tempo todo a estar de bem, mesmo quando eles mesmos não estão.
Quero poder gritar pra sempre com eles. E estar com a alma leve. Contar hsitórias pro vento e inventar apelidos bobos pro passado. Quero ter sempre essa sensação de estar em casa, mesmo não estando, apenas ao ver um deles. Quero ter comigo essa liberdade, estando ao lado desses insanos pedaços de mim. Pedaços que hoje fazem parte e foram escolhidos - se é que foram mesmo, porque o trabalho tá bem feito demais pra ter sido feito por mim - pelo olho, pela alma, pelo coração. Não ligo pros seus estilos, pros seus pertences, pros defeitos, às vezes se tem conflitos, mas todos em direção a necessidade de voar, estando juntos sempre - na alma.

Na foto - eu e boi. um pedaço de mim. porque a gente se permite a liberdade acima de tudo e uma empurra a outra pra voar, e isso pode parecer pra muitos descaso, mas a gente sabe que não adianta manter semper perto, porque a gente sabe da necessidade de andar solta na vida (...)

Saturday, August 12, 2006


Alguém sabe dizer o que anda havendo com o mundo? Melhor dizendo, com os seres humanos?
Pois é minha gente. E no meio desse caos eu resolvi ter a arte como caminho de vida. Será que serei uma sofredora eterna num mundo de cães (embora os cães sejam bem mais verdadeiros que os homens)?
Ando muito cansada de falso amor, e ando mais cansada com quem pratica falso amor com quem eu amo. Mas a vida é delicada, e por mais que se tenha espaço pra usar palavras, a gente cala, porque nunca se sabe. A gente cala e sofre remorso por um dia ter feito parte de algo que não vale à pena. E mais uma vez eu me pergunto, porque eu não dou atenção a minha intuição desde o comecinho? Ela sempre acerta, principalmente com relação às pessoas. Ela sempre acerta.
Eu prefiro escrever às vezes, porque aí não corro riscos de manter uma falsa relação, tão pouco de me decepcionar com minhas palavras, mesmo quando elas são inventadas, ainda assim são mais verdadeiras que gente que inventa. O limite é tênue, mas história inventada encanta, gente que inventa dá vontade de jogar fora. E iria ser tão bom se desse pra jogar no lixo gente que não faz bem pra gente e pros que nos rodeiam.
O mais difícil é ter que ficar calada diante das imundíces humanas. O mais difícil é ver alvos certeiros destas pessoas e nada poder fazer. Ando aflita. Muito aflita. Ando precisando sair desta ilha e me afastar do que me atormenta, e já unindo o útil ao agradável, posso aumentar minhas chances de ganhar dinheiro e ser alguém nessa minha profissão. Ficar aqui tem sido um pouco estranho, mas agora percebo porquê. Mais difícil que mudar de cenário, é voltar para um campo conhecido e ver que o cenário mudou, ninguém se prepara pra isso. Se eu pudesse eu voltava no tempo e não deixava muita coisa acontecer, mas...
Eu já nem sei mais do que eu falo, não sei mesmo.
Não tenho muita coisa inventada pra dizer. Odeio olhar pros lados e não achar verdade. Odeio ficar confusa. Odeio desconfiança. Odeio. Mas ainda bem que já não guardo essa aflição só dentro do meu "coraçãozinho", ainda bem que agora alguém compratilha comigo isso tudo, e assim, pelo menos, se não fica mais fácil, fica menos difícil.

Wednesday, August 09, 2006


Os sentimentos se renovam o tempo todo. Que louco isso. Parece que simplesmente a gente toma um banho e os maus fluidos vão se embora. Ainda bem!!! Vem uma nuvem que faz a gente enchergar tudo meio zarolho, esfumaçado, e depois vai-se embora com a chuva. Ás vezes não chove.
O mais interessante disso tudo, é que eu passei por um caos basiquinho, saí dele, mas não desacreditando em tudo que estava pensando. Continuo achando tudo do mesmo jeito e querendo ir embora, só que estou tranquila e buscando novas estratégias para sair desse tédio florianopolitano.
Acho que o bom é isso, ter crises sim e questionar a mesmice, mas querer transformar as coisas.
Ai isso tá parecendo papo de governo ou amigo da escola. Eca. To muito clichê hoje. Chega.
E viva o palhacinhoooooooooo!!!

Hein?!

Tuesday, August 08, 2006


Aqui começa a história da Mariana e seu vestido verde com bolinhas vermelhas.
Uma menina doce como em qualquer outra história? Na verdade verdadeira não. Mariana é um pouco, digamos, rabugenta. Eu sei, eu sei, rabugenta não é uma boa palavra para utilizar como um adjetivo infantil, mas fazer o quê se Mariana é assim?! Sempre com a cara amarrada e reclamando de tudo - seus sete anos vão lhe pesando pelas costas. Já?! Pois é. O vestido verde de bolinhas vermelhas, na verdade, ela só usa em dias que está com um humor mais delicado, e até sorrindo.
Ninguém até hoje sabe se é conicidência apenas, ou se ela coloca esse vestido quando está d ebom humor, o fato é que todos pela rua torcem para ver o vestido verde com bolinhas vermelhas - que por sinal nem é tão atrativo para os olhos assim.
Mariana tem uma porção amigos - pensavam que eu ia dizer que ela é do tipo solitária, largada aos cantos e zombada por todos? Enganaram-se!!! Amigos que brincam com ela todos os dias no fim da rua da Ladeira. Eles gostam de Mariana, apesar d etudo, e enfrentam seus terríveis ataques de raiva e reclamação. Já desenvolveram um painel de regras, que fica pendurado no poste esquerdo, onde constam dez regras básicas de convivência com Mariana, para não levá-la a um atque de nervos. Este painel serve para os novatos no assunto, posto que os que ali já se apresentam há tempos, sabem todas as regras de cor.
Guimbo é o líder do grupo e amigo de Mariana desde o berço - haja bondade no coração!!! Mas não pensem que foi ele, com seu carisma invejável, quem apresentou Mariana para os outros e a integrou no grupo, na na ni na não, Mariana anda por si mesma nas relações humanas. Muitos que ali na rua vão brincar, vão pelo simples fato de terem a compania de Mariana - vai entender!!!
E nesta rua, a da Ladeira, a maioria destas crianças passa os dias inteiros de suas vida sinfantis a perambular, entoando cantigas de roda e aprendendo a ser alguém em relação ao outro. Bonito isso!!! Para as mamães nem tanto, é um tal de cata filho daqui, cata filho dalí. Arrasta pro banho, arrasta pros deveres, e por aí vai.

Amanhã a história continua (...)

As pessoas e as coisas ao meu redor continuam iguais e sou eu quem as está vendo diferente? Ou as coisas e pessoas que mudaram e eu quem continuo a mesma? Ou será que tudo mudou, eu as coisas e as pessoas? Não sei. Mas que alguma coisa mudou, isso mudou. Há ainda uma certa essência de amboas os lados que permanece, mas já não é mais a mesma coisa. Estou bastante sem ânimo para os mesmos caminhos de antes, porque eles continuam aqui, intactos pelo tempo, esperando alguma coisa. Tenho tido preguiça de dançar do mesmo jeito a mesma música, de conversar as mesmas palavras, sei lá...
Se bem que não é igual antes. Não é. Eu ando vendo tudo diferente, com olhos meio impacientes, meio preguiçosos, meio desestimulados, olhos de quem não quer ficar. Sei lá. Prazo de validade?
Pois é minha gente, 20 dias podem fazer muita diferença na sua vida, acredite. Conceitos podem mudar, até mesmo formas de relações...eu hein!!!
O que eu vou fazer da minha vida?
Não sei, já cresci e por enquanto o que eu sou não me põem em pé, isso é um problema. Quero casa e comida, roupa lavada por mim mesma, mas pra isso preciso de dinheiro, e pra ter dinheiro eu preciso trabalhar e pra trabalhar minha profissão tem que me dar emprego, emprego, emprego. Mas eu não tenho!!! HUMPF (...)
Sou atriz, não sei fazer outra coisa, quero viver disso, mas não vejo como, ó senhor!!! Difícil essa vida, muito difícil.

Monday, August 07, 2006

céu azul


O céu. Taí algo que sempre me causou mistérios, inquietações e divagações. Tirando os pés do chão há alguns muitos metros de altura sempre faz sol, mesmo que desabe muita chuva lá embaixo. Aí está a prova, um céu azul, mas somente depois de ultrpassar todas as nuvens.
Isso me leva a pensar que tudo é relativo, toda tempestade tem seu ponto de encenação, cenário ou chuva encomendada. Parando pra olhar com calma, podendo subir, poderá se constatatr que lá em cima reina o sol e o céu azul, ou seja, espere a chuva passar, uma hora ela desiste. Isso quando não se tem um avião.
Aliás taí algo que todo mundo deveria ter - um avião. Pra poder subir além das nuvens nos chatos dias nublados e/ou chuvosos. Todo mundo deveria ter um avião de bolso pra poder constatar que o caos é passageiro e que lá em cima é sempre sol, um sol à espera de brilhar para todos, ou não.
Mas se bem que deve ser meio chato lá em cima, se é sempre sol e céu azul, isso vira um pouco lugar comum, e eu detesto lugar comum.
Mas de toda forma estas pequenas bobagens ainda me fascinam, dá pra ver né? E eu sempre tenho que escrevê-las, quase como uma compulsão. Um bicho que vai devorando tudo dentro de mim e me obrigando a expulsá-lo para bem mais além.
O livro novo está ali, dizend com letras garrafais: leia-me. Mas preciso terminar o velho, é questão de honra. Tenho que terminar. Mas o outro parece ser tão apetitoso. Pára Marina. Ah tá, eu sou a Marina, não lembro de ter me apresentado antes. Mas isso também é bobagem.

Sunday, August 06, 2006


Aqui uma típica cena com as "gorias" (...)
Fora o tédio que Floripa promove dentro de mim, tem lá uns e outros bons momentos, devidamente creditados às pessoas interessantes que por aki que conhecí. Isso é irrevogável, é fato, é muito mais que certo. Mas mesmo assim isso não me faz ter vontade de ficar. Quero lugares interessantes, quero aventuras interessantes, ações interessantes...
Falte talvez interesse em fazer isso aqui interessante, ma so fato é que Floripa me entedia, me deprime, me desacelera, me causa sono. Pode-se viver assim?
Viver a vida é gastá-la ou não gastá-la? Sábia Clarice. Queria um Clarice pra mim agora, ou uma Marisa, me cantando histórias ao pé do ouvido. Que lésbico. Um mundo contemporâneo, ou seria pós moderno? Já que estamos falando em algo que pode parecer amor, digo que preciso de um. No caso prefiro que seja homem mesmo tá? Nada contra o homossexualismo, só não faz minha cara. Se fosse a Clarice ou a Marisa, até encarava...mas no momento estoy a querer um guapo, estilo romântico mesmo. Cerveja e mais cerveja. Ando precisando de um porre. E quem lê isso aqui meu deus (com letra minúscula pq é só força de expressão e não uma invocação da santidade divina) vai pensar o quê? Que eu vivo a vida com o que ela me dá e com o que eu dou para ela. Será? Gosto de estar escrevendo novamente, assim, sobre divagações. Tenho uma blusa de diva. Tão bonita. Mas isso é outro assunto. Me perdi nas minhas próprias idéias. Isso é bem comum na fala, mas na escrita nem tanto. Erros novos, isso é bom. Ou será um acerto?
Ai que confusão mental. Quero ler o livro novo, mas não terminei o velho ainda.

a vista do avião....
tão bonita...
saudades do rio...

sem muito o que escrever...isso em m blog é sério...mas a imagem fala por si...eu creio...

nesse momento a gente tava chegando...
chegar é smepre bom...quando se vai para algum lugar diferente...o duro aí é chegar, que tem o mesmo peso de voltar, embora se possa rever alguns amores.

bjbj

Saturday, August 05, 2006


creio que depois que se nos apresneta um novo horizonte, voltar para o de sempre é muito desmotivador, melancólico e triste, principalmente quando os alicerces que faziam este último valer à pena, simplesmente se ruíram.
creio que sim.

tá faltando um quadro.
tem um sofá fora do lugar.
tem um livro da Clarice, novo, na estante.
num instante tá faltando o abraço.
e noutro o olhar.

anda faltando um bilhete de amor.
e mais a bola de meia debaixo da cama.
tá faltando um som.
embora se tenha visto uma Marisa.
anda faltando algum cenário.
anda faltando alguma fala.
anda faltando.
mas eu nem sei dizer o quê.

as coisas costumavam parecer mais parecidas.
mais familiares.
mais de dentro, pertencente a mim.
anda faltando isso.
um oxigênio que faça lembrar que essa um dia foi a minha casa.

Sunday, July 16, 2006


Eu e as meninas na gravação do "off" do espetáculo "a". Tenho reaprendido a fazer teatro e ser atriz, a partir deste trabalho. Tenho descobetro outros e novos caminhos.
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A menina que por hora resolvera fechar o livro pensou: "eu sou mesmo uma menina, ou será que eu sou pedra, flor, nuvem ou avião?".
Dentro de um dilema como este, o sono não se sentia à vontade. A menina que não se sabia menina, não era. Problema grave? Não sei, ninguém sabe, só quem não se sabe o que é, pode nos dizer se isso é grave ou não.
Para a menina, naquele momento, isso era gravíssimo. Como ela podia não se saber menina? Como? Jamais poderia trocar estes dilemas com sua mãe, orque esta, certamente, acharia que a filha merecia um remédio ou tratamento psiquiátrico, mas ela não estava louca. Isso não!
Toda menina, todo menino, toda gente deve ter um momento em que não se sabe, tem quem passe a vida toda não se sabendo. Cruel. Ou não.
Pode ser uma dádiva não s esaber e então achar que pode ser qualquer coisa: uma pedra, uma flor, uma nuvem ou um avião.
Eu geralmente não me sei. Nem quero. E isso basta pra que eu seja eu mesma, acima de tudo.

Asta la vista baby!!!

Saturday, July 15, 2006


O Rio de Janeiro continua lindo. Minha alma canta/veja o Rio de Janeiro, estou morrendo de "vontade"...
Pequena alteração na letra. A palavra original seria saudade, e de fato tenho certa saudade do Rio que eu tanto já fui e há um tempo não vou mais. Mas saudade caberia mais à Porto Alegre, ao Rio, hoje, cabe muito bem a palavra vontade.
Vontade de desbravar novos horizontes, vontade saudável de uma mulher/menina/atriz em busca de seus sonhos e objetivos.
Vontade de gente nova, de ares novos, de um clima novo, de um outro dia a dia. Vontade de que tudo dê certo, dentro e fora do esperado. Vontade de que esse seja o começo de um meio sem fim dessa vida que quis. Jà começou é fato, mas no Rio será a busca de um recomeço.
Poucos dias, mas com intento de retornar para ficar. De baraços abertos sob a Guanabara. Que lindo!!!
Saudade é palavra que vai caber dentro do coração e do olhar que vai ver ficar pra trás os bons amigos queridos que tenho ao meu lado todos os dias, a boa família caótica e os bons chatos lugares desta ilha meio melancôlica e pouco mágica, porém linda. Mas que será matada em breve.
Por hora eu prefiro pensar só no que de novo vem por aí. Algumas crises talvez, alguns desencantos, algumas dúvidas e trsitezas novas, porque o inesperado tem lá seus espinhos, mas tudo que há de bom em viver o novo. De resto eu sigo andando e dançando em frete ao tempo meu de viver.
Espero que todos fiquem muito bem, porque eu vou estar muito bem em busca de viver cada dia mais intensamente.